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Vai viajar e o dólar não para de subir: o que fazer?

Você compra sua passagem para o exterior, reserva os hotéis e pronto: o dólar dispara.

Tudo bem! Hoje em dia, passagens e hotéis costumam ser pagos aqui mesmo, no Brasil, em reais, no melhor esquema de parcelamento “a perder de vista”. Porém, a angústia de comprar a moeda que você utilizará no destino escolhido continua.

Imagine que você vai viajar para os Estados Unidos no fim do ano, em dezembro, após as eleições. Você olha para a cotação do dólar hoje e vê que cada dólar custa R$ 4,14. Você pensa: “O que eu faço?”.

Não se anime. Não tenho bola de cristal e não sei onde o dólar estará após as eleições. Tentarei dar um conselho mais amplo e que pode servir em qualquer ocasião, e não apenas em um ano eleitoral tão turbulento quanto este.

Se você fez suas contas e com este valor em que o dólar se encontra hoje, você consegue se divertir e fazer/ comprar o que queira lá fora, vale a pena comprar o máximo de moeda possível e desencanar.

Se sua situação não é bem essa, minha sugestão é que compre uma parcela todo mês, mas veja bem, esta estratégia conta com a sorte. Se o dólar continuar a subir, você acabará comprando menos dólar que compraria hoje.

Atente-se também ao fato de que, ao comprar quantias menores, a cotação ofertada pela casa de câmbio será maior que aquela ofertada para quem compra volumes maiores.

O que fazer para tentar diminuir o custo?

Já que o preço do dólar está totalmente fora de nosso controle, sugiro algumas opções:

1- Compre quantias maiores em uma única compra – assim você pode conseguir taxas melhores por conta do volume. O risco aqui é o arrependimento, caso o dólar venha a cair.

2- Pesquise bastante – as taxas variam muito entre as casas de câmbios e os bancos.

3- Evite o cartão de crédito – o grande problema do cartão é que você somente saberá a taxa de câmbio efetiva de suas compras quando pagar sua fatura, até lá, o câmbio do cartão flutua conforme o mercado. Além disso, as taxas praticadas pelos cartões costuma não ser tão boas.

4- Abra uma conta no exterior – para aqueles que viajam muito ou gastam grandes volumes no exterior, vale a pena pensar em abrir uma conta corrente lá fora. Ao fazer a remessa de seus reais para o exterior você conseguirá uma taxa bem melhor que o dólar turismo e o IOF será de 1,1% (o mesmo da compra do papel-moeda) contra 6,38% se você utilizar o cartão de crédito ou um cartão pré-pago.

Ivens Gasparotto Filho Ivens Gasparotto Filho

Planejador Financeiro

Atua há mais de 10 anos no mercado financeiro, trabalhando diretamente com investidores pessoa física e planejamento financeiro pessoal. É CFA charterholder, profissional certificado pelo CFA Institute, possui também a certificação de gestores CGA, da Anbima. Estudou Gestão de Portfólios de Ativos na London Business School, é pós-graduado em Finanças pela FGV e formado em Administração pela Universidade de Brasília.

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