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Uma forma muito simples de fazer seu planejamento financeiro

O primeiro passo para colocar um plano em prática é colocá-lo no papel. Pela minha experiência, ao longo dos últimos 13 anos atendendo de forma direta ou indireta investidores pessoa física, noto que isto é especialmente verdadeiro para o planejamento financeiro. No momento em que os clientes passam a ter um plano escrito, o engajamento, a dedicação e a disciplina em seguir aquilo que está proposto aumentam drasticamente.

Parece papo de Coach Quântico, mas juro que não é. Alguma coisa acontece que move as pessoas a botarem em prática aquilo que está escrito.

O ponto é que, para que este engajamento realmente ocorra, o plano escrito tem que ser relevante para você. Não adianta fazer plano para algo que não te mova, algo que não seja tão importante que não te faça entender que você abre mão de consumo (e os prazeres que ele proporciona) hoje para usufruir de algo maior amanhã.

Além de relevantes, os objetivos que você colocará no papel devem ser atingíveis, ou melhor, “não impossíveis”. Não estou dizendo aqui para você não sonhar (ou Sonhar Grande, como está na moda), estou apenas indicando que o objetivo tem que ser razoavelmente atingível para que você não desmotive ou deixe de levar seu plano a sério.

Exemplo real: certa vez um cliente quis planejar a compra de uma ilha de R$ 5 milhões em três anos. Porém, o cliente tinha patrimônio ZERO e acabado de abrir uma empresa. Não sei se ele atingiu este objetivo, até pode ter atingido, porém, um objetivo assim não deve fazer parte de um plano financeiro. De um plano de vida, quiçá, possa fazer parte, mas um plano financeiro deve ser mais prático e realista.

Um objetivo financeiro deve ser mensurável e ter um prazo para ser atingido. Essas duas variáveis são as que gerarão o valor financeiro que você precisa poupar mensalmente para atingir seu objetivo. Seja criterioso ao estimar o valor necessário para seu objetivo e entenda que, quando maior o prazo, menos sacrifício precisará fazer no curto prazo. O tempo é seu amigo na continha dos juros compostos.

Quando você chegar nesta parte de definição de valores, muito provavelmente você verá que não tem dinheiro suficiente para executar todos os objetivos traçados. Isso é normal para a maioria de nós, pobres mortais.

Nesta hora você precisará priorizar seus objetivos. Você pode fazê-lo de duas formas: 1) Eliminar alguns objetivos e se concentrar naqueles que realmente importam; ou 2) alongar os prazos de diversos objetivos para que eles caibam todos no seu bolso.

Como simplificar tudo isso?

Bem, agora você deve estar se perguntando: “Vi que o planejamento financeiro tem vários fatores, este texto prometia simplicidade… como eu simplifico isso tudo que acabei de ler?”.

É fácil, basta utilizar a técnica SMART.  Ela resume tudo isso que foi escrito. Coloque em um papel a palavra SMART de forma transposta (uma letra em cima da outra). Escreva a palavra o número de vezes que forem necessários para seus objetivos e escreva ao lado de cada objetivo o seguinte:

S – Specific – Seja específico, escreva aqui o nome de seu objetivo.
M – Measurable – Escreva aqui o valor financeiro de seu objetivo.
A – Achievable – Seu objetivo é atingível? Coloque o valor financeiro de seu objetivo e o tempo que planeja para atingi-lo nesta calculadora e descubra se ele é atingível.
R – Relevant – O quão relevante o objetivo é para você? Respostas realistas para o A e o R, te ajudarão a priorizar os objetivos.
T – Time bound – Qual o prazo em meses ou anos para seu objetivo.

Fazendo isso você terá um mapa bem visual para iniciar seu planejamento financeiro e ir atrás dos seus sonhos. Agora, é só colar esta página na porta de seu armário, trabalhar duro e poupar muito.

Ivens Gasparotto Filho Ivens Gasparotto Filho

Planejador Financeiro

Atua há mais de 10 anos no mercado financeiro, trabalhando diretamente com investidores pessoa física e planejamento financeiro pessoal. É CFA charterholder, profissional certificado pelo CFA Institute, possui também a certificação de gestores CGA, da Anbima. Estudou Gestão de Portfólios de Ativos na London Business School, é pós-graduado em Finanças pela FGV e formado em Administração pela Universidade de Brasília.

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