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Selic em baixa: hora de diversificar

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A frase “o Brasil é o país da renda fixa” é tentadora e, de certo modo, observando a realidade mundial de taxas de juros (Selic) em queda — e juros reais baixos —, também verdadeira. Ainda assim, não é mais tão fácil quanto antigamente fazer com que o seu dinheiro trabalhe por você.

Uma simples conta mostra como a taxa de juros, que saiu do patamar de 14,25% para o atual 6,5% a.a. faz diferença: no primeiro caso, em aprox. 5,25 anos (ou 63,01 meses), dobrar seu capital era possível sem aportes adicionais; no nível atual, a mesma façanha só é possível em 11,10 anos (ou 133,20 meses). É uma diferença abissal e que conta muito, especialmente no longo prazo.

Para deixar ainda mais preocupado o investidor de renda fixa, a expectativa não somente é de que a Selic se mantenha neste patamar, mas que como venha a ser reduzida nos próximos trimestres. Segundo o Boletim Focus de 21/06/2019, nossa taxa básica de juros deve encerrar este ano em 5,75% a.a. e, num horizonte que alcança 2022, chegaria a 7,5%. Sim, esse é o mesmo país que teve surreais 45% a.a. em março de 1999 e 26,5% entre março e junho de 2003, além de ter passado a maior parte da atual década em dois dígitos.

Você que teme pelo tradicional 1% ao mês, talvez esse retorno não virá com a mesma facilidade de antes. A má notícia é:  se não houver mudança de comportamento na alocação dos seus investimentos, talvez tal retorno fique apenas como mera lembrança. Contudo, a boa notícia é:  em situações como essa, a liquidez antes concentrada em renda fixa começa a flutuar para outros tipos de investimentos que, no fim das contas, devem apresentar maior rentabilidade — mesmo que a risco superior.

Esse movimento de diversificação, em busca de retornos superiores, já mostra seus efeitos: segundo a Anbima, a indústria de fundos de investimentos alcançou R$5 trilhões (o equivalente a 74% do PIB do país). Os fundos de renda fixa, antes maioria absoluta, agora dividem espaço com fundos de diversas categorias, como os de ações, os multimercados, os cambiais, de previdência, de investimento imobiliário, entre outros. Sozinhos, os de renda fixa compõem 43% do total — e a proporção dos outros fundos tem crescido nos anos recentes, conforme podemos acompanhar no gráfico a seguir:

Diversificar, em investimentos, nada mais é do que buscar alternativas de ganho que, ao longo do tempo e mesmo diante de riscos superiores, façam o caminho compensar por causa dos retornos. Ou, como você já deve ter ouvido alguma vez, é a sábia lei de “não colocar todos os ovos em uma só cesta”.

O desafio é sair da zona de conforto que a renda fixa tradicionalmente oferece. Como já foi dito, apesar da “má” notícia: os juros costumeiramente elevados estão cada vez mais na memória e menos na realidade dos fatos. Mas, o lado bom é que existem alternativas diversas.

A dica direta sobre como fazer essa transição passa por verificar qual é o seu perfil de investidor e quais as alternativas possíveis em termos de investimentos. Outra dica é não fazer isso perguntando para o gerente do seu banco: na Guide, por exemplo, você consegue fazer essa mudança — melhor para o seu dinheiro — de maneira muito mais eficiente.

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