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Quem quer ser um franqueado?

Não é novidade que a vida do empreendedor brasileiro não é fácil. Há pouco tempo o país era carinhosamente apelidado de “paraíso dos rentistas”, muito em função das altas taxas de juros. Investir num negócio que exigirá também esforços de planejamento, finanças e gestão, consequentemente, é ainda mais desafiador. É o caso das franquias, por exemplo. Dito isso, quem quer ser um franqueado?

Em geral, fazer negócios no Brasil é problemático. Podemos analisar este aspecto através do relatório Doing Business, elaborado pelo Banco Mundial, e que mede a qualidade do ambiente de negócios em diversos países. No ano passado, o Brasil subiu de 125º para 109º após uma série de reformas microeconômicas que tiveram a reforma trabalhista como a mais emblemática. Embora incipiente, a iniciativa é louvável, conforme observou Martin Raiser (diretor do Banco Mundial para o Brasil): “O Brasil deixou claro o seu compromisso de melhorar o ambiente de negócios para as pequenas e médias empresas”

Nesse sentido, a possibilidade de abertura de franquias é uma alternativa dentro desse universo. O modelo de negócio de franquias atrai muitos potenciais empreendedores, justamente porque o indivíduo lida com um modelo de negócio já estruturado e com marca reconhecida no mercado. Atualmente, temos diversas possibilidades de franquias no mercado nacional, nos mais variados segmentos da economia: alimentação fora do lar, beleza e estética, moda e vestuário, hotelaria, educação, entre outros.

Alguns números sobre o setor de franchising nos ajudam a ilustrar um panorama do período recente. Ainda em 2018, o número de marcas e o total de unidades cresceu 1% e 5%, respectivamente, quando comparados ao ano anterior. Essa expectativa de retomada do crescimento econômico no país se refletiu nas projeções da Associação Brasileira de Franchising.

Olhando para os resultados referentes ao segundo trimestre de 2019, a tendência de crescimento se manteve, embora com ressalvas, muito em função das franquias do setor de serviços.  A projeção de crescimento do faturamento de franchising está em 7%, comparados ao 8-10% projetados no início do ano. Além disso, há um saldo positivo na abertura de franquias – 2,1% – o que significa, em última instância, mais postos ocupados no mercado de trabalho.

Pode-se dizer que essa moderação no nível de crescimento da franchising está atrelada às dificuldades econômicas atuais: pouca demanda, desconfiança de empresários e consumidores, desemprego em alta e incertezas atreladas ao progresso das reformas econômicas do governo.

Reforma da Previdência, reforma tributária ou MP da Liberdade Econômica são assuntos normalmente entendidos como questão puramente política. Ainda que seja o caso, apenas em partes, estamos falando do ambiente de negócios brasileiro. Estamos falando de empregos para o brasileiro comum ou das dificuldades cotidianas de um empreendedor. Tratando-se de franquias, não é diferente. Quem quer ser um franqueado? No Brasil? Os muito corajosos. São reformas econômicas como as citadas que podem definir um futuro diferente.

 

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