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Qual a diferença entre Ações e Fundos de Investimentos em Ações?

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Cada vez mais a expectativa em torno da bolsa brasileira aumenta para 2019 e nenhum investidor que aceita correr um pouco mais de risco quer ficar de fora nesse momento. Mas, o que percebemos, é que nem todas as pessoas têm tempo e interesse em negociar ações diretamente. E, por isso, hoje vamos entender mais sobre uma alternativa para quem quer se expor um pouco mais ao mercado acionário, só que de maneira mais simplificada: Os Fundos de Investimentos em Ações (FIA).

Não existe certo ou errado, tanto que ter ações diretamente na bolsa não te extingue a possibilidade de ter também um fundo de ações e vice-versa, desde que esse percentual de risco faça sentido para sua estratégia de investimentos e perfil do investidor. No entanto, não são todas as pessoas que dispõe de tempo e conhecimento para acompanhar uma carteira de ações de maneira independente. Dentre outras possibilidades bastante interessantes, os Fundos de Ações podem deixar essa “missão” mais simples e, inclusive, mais barata, visto que hoje temos opções de Fundos de Ações com valores mínimos baixos, valores que dificilmente você conseguiria montar uma carteira robusta e diversificada.

Fundo de Investimento em Ações

Por se tratar de um Fundo, existe um gestor expert no assunto escolhendo quais ações entram ou saem da composição. Ou seja, você confia nas operações que o Fundo escolher e a performance vai de acordo com a variação de preço das ações que o fundo está posicionado.

Os chamados “FIAs” têm um mínimo de 67% de seu patrimônio em ações, e podem ter o intuito de superar (gestão ativa) ou replicar (gestão passiva) um benchmark, ou seja, tem como objetivo superar ou replicar um parâmetro estabelecido previamente que, via de regra, é um índice (como o Ibovespa, Ibrx, etc).

A tributação é sempre de 15% sobre o ganho nas cotas no momento do resgate e as taxas mais comuns são: a taxa de administração e taxa de performance. Ambas são descontadas diretamente da cota onde a taxa de administração diz respeito à remuneração e custos dos fundos e taxa de performance vai de acordo com o que o fundo superar o seu benchmark. Nesse sentido, o que ultrapassar o fundo garantirá mais uma fatia de lucro. Vale lembrar que sempre buscamos as taxas mais baixas, ainda que os Fundos de Ações exijam um maior empenho da equipe. No entanto, é importante olhar o desempenho do fundo líquido dessas taxas. Não é incomum encontrarmos fundos que embora tenham essas taxas entregam um resultado bastante interessante, ainda sim.

Importante:  a volatilidade (o quanto você irá ver oscilação do valor aplicado) desses fundos tende a ser mais altas. Quando se investe em um Fundo de ações é importante lembrar que estamos falando de um investimento atrelado a renda variável, ou seja, não sabemos quanto irá render com exatidão e inclusive pode apresentar rentabilidade negativa. Por isso, avalie primeiro seu perfil de investidor. Do quando você se sentiria confortável em uma aplicação que ora pode ir extremamente bem, ora o inverso.

Outro ponto a ser observado é o histórico do gestor do Fundo e o próprio histórico do Fundo. Ainda que rentabilidade passada não garanta rentabilidade futura, olhar como o fundo desempenhou desde seu início pode ajudá-lo na escolha.

Um outro ponto chave é diversificar. Ainda que ações diretamente ou Fundo de Ações sejam opções interessantes, é importante balancear seus investimentos de modo que em meses que de repente os FIAs não estejam tão bem outros ativos de sua carteira, de alguma maneira, ainda que parcial, segurem esse impacto.

Hoje a indústria de Fundos possui uma gama de Fundos de Ações com ótimos gestores e aqui na Guide fazemos essa seleção de maneira criteriosa, o que faz parte de nosso processo de curadoria. E como sempre menciono, em caso de dúvidas consulte um assessor de investimentos.

E veja também 10 passos para entender Fundos de Investimento.

 

 

Mayra Lima Mayra Lima

Assessora de Investimentos

Pós – graduanda em Investimentos e Banking pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul PUC-RS. É certificada como Especialista de Investimentos - CEA, pela ANBIMA e pelo Programa de Qualificação Profissional (PQO Operacional) pela bolsa de valores - B3.

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