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Primárias dos democratas tem início tumultuoso e resultado surpreendente

Na terça-feira, os democratas deram início à temporada de primárias que determinará o nome que tentará impedir a reeleição de Donald Trump. O representante dos democratas será decidido por uma série de eleições estaduais que se estendem até junho, quando um único candidato será nomeado durante uma convenção partidária.

 

Ontem, em Iowa, o primeiro estado a opinar entre os vários candidatos, um nome pouco renomado, Pete Buttigieg, visto como um distante quarto colocado, surpreendeu ao tomar a liderança na contagem preliminar. A disputa se mantém indefinida, com 75% das urnas computadas, devido a falhas técnicas que impediram a contagem automática dos votos.

 

O ex-prefeito da pequena cidade de South-Bend (Indiana) é o único candidato jovem (38) entre os 4 favoritos das primarias, todos com mais de 70 anos. A relativa juventude de Buttigieg se destaca nos debates e dá ao candidato um apelo diferenciado em uma disputa dominada por septuagenários.

Além de ser jovem, o ex-prefeito se distingue por ser homossexual e veterano da guerra do Afeganistão. Buttigieg é considerado um moderado devido ao seu discurso agregador e uma proposta mais flexível para reformar o sistema de saúde americana.

 

Joe Biden, o vice do ex-presidente Obama, tido como favorito durante a temporada de pré-campanha, foi o grande perdedor da noite. Além de ocupar o último lugar entre os 4 favoritos, Biden sofre com a ascendência do seu principal rival ideológico – ele disputa o voto moderado com Buttigieg, enquanto Bernie Sanders e Elizabeth Warren representam a opção mais à esquerda do espectro político do partido.

 

Os 44 delgados que serão conquistados com a confirmação dos resultados de Iowa representam uma parcela ilusória da totalidade de votos que serão distribuídos até junho. Não obstante, para um candidato descreditado como Buttigieg, a provável vitória valida a sua candidatura e enfraquece a crença que Biden é a única opção realista para derrotar o extremismo de Sanders e Warren.

 

Apesar da largada fraca, Biden ainda deve registrar resultados expressivos na disputa. Iowa é um estado com pouca diversidade étnica. Biden tem forte respaldo entre os negros – um vestígio da sua forte associação com Obama. South Carolina, um estado com uma parcela relevante de afro-americanos, que será disputado no final de fevereiro, deve impulsionará a contagem de delgados do ex-vice.

 

Ainda há muito chão a se percorrer antes que o rival de Trump seja definido. Biden começou como favorito.  Dois messes atrás, Warren cresceu nas pesquisas apenas para minguar e dar vez a uma ressurgência de Sanders. Agora, após um resultado surpreendente em Iowa, Buttigieg provou a viabilidade da sua candidatura. As primarias continuam sem um favorito claro para encarar Trump.

Conrado Magalhães Conrado Magalhães

Analista Político

Formado em ciências políticas pela universidade Marymount Manhattan College (NY-EUA), com pós-graduação em administração pelo Insper. Possui cinco anos de experiência no ramo de consultoria política como analista da Arko Advice e agora é o analista político da Guide Investimentos.

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