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Poupar sim, poupança não!

O Banco Central reduziu mais uma vez a taxa Selic. Agora, de 5,5% para 5% ao ano. Com isso, a poupança – que já não rendia muito – possivelmente entregará um resultado real negativo, ou seja, com possibilidade de perda do poder de compra.

A expectativa do mercado e do Banco Central brasileiro é que a inflação atinja 3.4% ao final de 2019. A poupança, após a nova queda da taxa Selic pagará um rendimento anual de 3.5% – uma diferença de apenas 0,1% em relação à inflação projetada. Pior ainda será o cenário se a inflação for superior aos 3.4% projetados ou se a Selic cair ainda mais – o que já é um consenso entre alguns especialistas. 

Por que não deixar o seu dinheiro na poupança?

A poupança é o tipo de investimento mais popular entre os brasileiros. Simples, segura e prática – essas são algumas das justificativas que muitos “investidores” usam. No entanto, vejamos 3 razões pelas quais podemos concluir que não é um investimento que valha a pena.

1-Rentabilidade

Em nosso cenário econômico atual, a rentabilidade real da poupança poderá ser negativa em alguns meses. Quem tem dinheiro na poupança estará – de fato – perdendo parte desse dinheiro. Isso mesmo! Para explicar de uma maneira simples, rentabilidade real é quando a inflação é descontada do resultado financeiro atingido com os investimentos realizados. Assim, é possível saber quanto dinheiro você ganhou realmente. 

Exemplo: R$ 10.000,00 aplicados por um ano com as regras atuais da poupança levarão à um resultado de aproximadamente R$ 10.350,00. No entanto, com uma inflação marcando 3.4%, ao final do mesmo ano, o valor “real” dos R$ 10.000,00 serão – aproximados – R$ 9.960,00. Resultado: o valor realmente ganho ao final de 365 dias será de apenas R$ 10,00. 

Não bastasse isso, cabe lembrar aqui uma característica da poupança pouco falada: a possibilidade de perda da rentabilidade mensal caso um resgate seja realizado antes do período legal de 30 dias. Por exemplo: se você colocou R$ 1.000,00 em sua caderneta no dia 1º de novembro, o rendimento só será creditado no dia 1º de dezembro. Caso haja um resgate desse valor no dia 30 de novembro, todo o resultado dos 29 dias anteriores será perdido. 

2- A poupança não é totalmente segura

A poupança não é 100% segura, diferente do que muitos pensam. O risco da poupança é – de fato – menor, porém ele não é nulo. 

A poupança é sempre atrelada a um banco. Caso essa instituição financeira venha a falir, somente poderá ser ressarcido até o valor de R$250 mil por CPF pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Caso haja um valor maior que isso na poupança do banco, infelizmente ocorrerá perda dessa quantia.

Uma alternativa que vem ganhando força é a transferência dos recursos da poupança à títulos públicos, considerados mais seguros e rentáveis

3- Existem muitas opções alternativas

Muitos investem na poupança por acharem ser a única opção ou que não poderiam investir em outros produtos por supostamente não terem quantias suficientes para acessar tais produtos. Esse é um grande equívoco. Cada dia que passa temos mais e mais opções para todos os níveis.

O Tesouro Nacional (Governo Federal), por exemplo, vende títulos públicos diretamente para pessoas físicas com valores de investimento a partir de apenas R$30,00 por meio do Tesouro Direto.

Há ainda CDBs, fundos de investimento, LCAs, LCIs e outras opções tão seguras quanto e mais rentáveis que a poupança. 

Conclusão

A gradual queda no rendimento da poupança tem levado investidores a buscar outras formas de investir. Com a difusão diária muita informação sobre o assunto, mais pessoas estão perdendo o medo de diversificar. Seja na renda fixa ou na variável, o essencial é se informar sobre os diferentes produtos que existem, buscando uma rentabilidade cada vez maior.

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