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Por que é tão difícil poupar?

Assunto dos mais ásperos, dinheiro costuma ser aquele tópico que cria rodas de conversas logo que se inicia. Talvez não quando o tópico é a faixa salarial (possível motivo de alegria), mas certamente quando tratamos dos gastos – e ainda mais quando falamos do quanto se consegue ou não poupar/investir.

Pesquisa recente do SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas aponta que 67% dos brasileiros não conseguem poupar. Entre as justificativas para isso, 40% alegam terem uma renda muito baixa, 18% terem sido surpreendidos por algum imprevisto financeiro, 15% citaram reformas em andamento e apenas 13% admitiram o descontrole das próprias contas.

Esse tipo de pesquisa tem como base as respostas das pessoas e, no fim das contas, são esses os dados registrados. Porém, a parte áspera e que não costuma ser tratada é o fato de que nós, brasileiros, não somos educados financeiramente. Você, leitor, terá sorte se teve alguma conversa sobre orçamento e educação financeira na escola em que estudou ou mesmo com seus pais – e notará com uma simples pesquisa de opinião entre os seus que, se for esse mesmo seu caso, trata-se de exceção à regra.

A educação financeira, que parece algo recente e para “gente que tem dinheiro” na verdade é algo que considera algo muito simples, direto, mas que muitos simplesmente torcem o nariz ao lembrarem: os recursos são escassos e, como o orçamento é um recurso financeiro, ele também tem limite. Assim, esses limites forçam escolhas que precisam ser feitas ao longo do tempo. A lógica é básica, mas o entendimento pleno desse conceito ainda está bem distante.

O primeiro passo para compreender qual a real situação financeira de uma pessoa é fazer um diagnóstico para tentar entender onde ela se encontra. Ela tem dívidas? Se não as tem, pelo menos gasta menos do que ganha? Se já faz isso, tem algum dinheiro separado como reserva de emergência? Caso já tenha essa cobertura extra, como investe o dinheiro excedente a cada período?

A parte mais polêmica dessa análise vem justamente em relação aos gastos. Aparentemente, em um primeiro olhar, todas as pessoas têm certeza de que todos os desembolsos que realiza em todos os períodos fazem parte da necessidade – mesmo em se tratando de itens que não use em sua totalidade e possam ser reduzidos. Não se trata aqui daquela “técnica milenar de cortar o cafezinho e ficar rico”, mas sim de realmente observar o caminho que seu dinheiro percorre após chegar até você. Quanto tempo você pensa na satisfação que um gasto te dará? Se não pensa, saiba que não tomar uma decisão quanto a isso é tomar a decisão de, eventualmente, estar desperdiçando dinheiro.

Um hábito positivo que pode ser nutrido é o de focar na compra de ativos em vez de passivos. Essa “técnica” é descrita na clássica obra de finanças pessoais de nome Pai Rico, Pai Pobre e trata justamente de um meio interessante de alocar seus recursos ao longo do tempo. Contraintuitivamente, adquirimos mais bens que nos dão gastos (passivos) do que bens que nos trazem receitas (ativos). E isso, ao longo da vida, faz muita diferença.

O hábito de poupança do brasileiro médio poderia ser muito reforçado com uma expansão real dos meios de educação financeira. Se é possível acreditar em revolução, essa seria uma delas.

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