Os novos investidores pessoas físicas da B3

A chegada de novos investidores pessoas físicas à bolsa é sempre um importante sinal do fortalecimento do mercado de capitais de um país. E os recentes números da B3, a bolsa do Brasil, refletem, estruturalmente, a mudança no cenário macroeconômico e indicam também uma mudança geracional que estamos vivendo. Mas porque tantos novos investidores têm demostrado esse interesse em investir em produtos de renda variável?

O primeiro ponto é que, com os juros baixos, o brasileiro se mostrou mais interessado em fazer seu dinheiro render mais. E, com isso, a renda variável ganhou ainda mais relevância. E nem mesmo a intensa volatilidade verificada nos mercados com a chegada do coronavírus foi capaz de frear a entrada de novos investidores.

A B3 registrou, entre janeiro e maio de 2020, a entrada de mais de 650 mil novas contas abertas na sua depositária, totalizando 2,4 milhões. Se olharmos para dois anos atrás, em abril de 2018, tínhamos 600 mil contas em bolsa. E quando olhamos o perfil do investidor que está chegando, vemos novidades: seja o valor mais baixo do investimento inicial, seja a idade, a diversificação das carteiras ou a resiliência mostrada nesse momento de crise.

Se adicionarmos outros movimentos como o maior número de produtos disponíveis, o maior número de empresas buscando o mercado para se financiar ou o crescimento do mercado em geral, veremos que está havendo um amadurecimento do mercado de capitais e isso é bom para o país, para a nossa economia. E quanto mais diversificado for o mercado, maior será sua eficiência.

Mas quem são esses novos entrantes?

Os investidores locais estão, mais do que nunca, mostrando a importância da estabilidade e do compromisso fiscal, que garantem a inflação baixa, os juros baixos e a migração dos seus investimentos para instrumentos do mercado de capitais. E o time da B3 achou interessante conhecer mais o perfil desse novo investidor e apresentamos, recentemente, o resultado desse estudo sobre a pessoa física na bolsa.

Eles são mais jovens, com idade entre em 25 e 39 anos, aplicam valores iniciais mais baixos, preocupam-se com a diversificação do portfólio e têm mais resiliência em momentos de crise, como o de agora, mantendo suas posições mesmo no auge da volatilidade dos mercados.

Em 2017, por exemplo, as pessoas entre 25 e 39 anos representavam 28% dos investidores. Agora, representam 49%. E dos 223 mil novos investidores em março deste ano, 30% fez o primeiro investimento com menos de R$500.

Além disso, a nova leva de investidores também diversifica mais e procura diferentes produtos, além das ações, como fundos imobiliários (FIIs) e Exchange-Traded Fund (ETFs) – assuntos que, inclusive, você já viu por aqui. Além disso, essas pessoas têm investido em mais empresas, apresentando, portanto, uma carteira de ações mais plural.

Por que este movimento é importante para o mercado de capitais e para o desenvolvimento do país?

Quando estamos falando de um mercado mais maduro, a presença da pessoa física também indica que as empresas que vão abrir seu capital podem recorrer a uma base muito maior de investidores. Além disso, o fortalecimento e a diversificação do mercado são estímulos para as empresas fazerem IPOs e follow-ons – operações de ofertas públicas de ações. É por meio delas que muitas companhias financiam seus planos de crescimento, consequentemente empregando milhares de pessoas, distribuindo renda e aquecendo a economia.

As pessoas físicas normalmente ficam com as ações por um tempo considerável e diversificam seus investimentos. Isso em um mercado com potencial de crescimento como o brasileiro. Além disso, eles também interagem positivamente com outros tipos de investidores, como o institucional local e o estrangeiro. Enquanto um quer vender, o outro quer comprar e vice-versa. Esse encontro de oportunidades confere profundidade e liquidez ao mercado.

É importante destacar que, com educação financeira, o investidor precisa respeitar seu perfil de risco, manter a recorrência dos seus investimentos, diversificar sua carteira e olhar no longo prazo. Esses ingredientes podem trazer benefícios a todos os participantes do mercado e ajudar a desenvolver o mercado de capitais, a economia e o país.

A B3 fez estudo sobre o perfil dos investidores pessoa física na bolsa. Quer conhecer mais detalhes? Acesse: http://www.b3.com.br/pt_br/noticias/pessoa-fisica.htm

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B3 é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada na cidade de São Paulo. Parceira da Guide, a empresa colabora com conteúdo mensal para o quadro B3 Responde, em que tira dúvidas e explica os principais investimentos do mercado relacionados à Bolsa.

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