Fique por dentro do mundo da economia!


CADASTRE-SE AQUI

Os mitos das Finanças Pessoais

tags Iniciante

Há diversos mitos que envolvem as finanças pessoais. Como esse assunto está em evidência atualmente, muita gente fala de alguns pilares como “verdades absolutas”, o que me incomoda bastante.

De forma simples, economizar hoje é abrir mão do consumo presente para atingir um objetivo futuro. Não faz sentido algum ficar abdicando desse consumo presente se não há um objetivo claro a frente (como comprar a casa própria, planejar uma viagem, fazer uma reserva de emergência ou comprar o carro dos sonhos). Digo isso pois temos que balancear a indubitável necessidade de guardar uma parte da renda com as atividades que nos geram prazer. Não faz sentido simplesmente parar de fazer algo que gostamos – como por exemplo tomar um cafezinho após o expediente de trabalho – para economizar por algo a frente que sequer nos gera felicidade.

E tem a história dos percentuais também: 10%, 20%, 30% e tem gente que fala até de 50% da renda para ser guardada todo mês como esforço demonstrado de poupança. Quem tem o privilégio de conseguir economizar qualquer valor todo mês sabe que o importante é a regularidade do hábito e não o percentual economizado mensalmente, pois esse valor varia muito devido ao momento de vida (idade, acontecimentos familiares, trabalho, etc.). Sobre esse ponto, os números corroboram e evidenciam essa dificuldade: segundo pesquisa realizada pelo Instituto Axxus, em parceria com a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), 80% dos trabalhadores brasileiros não conseguem poupar para realizar nenhuma forma de investimento.

Outro ponto deve ser retomado aqui: a questão de qual é objetivo definido para o ato de poupar no presente.  O objetivo que está se mirando lá na frente é determinante para avaliar o melhor investimento para essas reservas formadas. Quanto mais longo é esse objetivo, maior é o percentual que deve ser alocado em renda variável e outros instrumentos mais arriscados, mas que possuem maior retorno. Quanto deveria ser esse percentual? Isso depende do perfil de risco, que é de cada um. Inclusive há produtos financeiros oferecidos atualmente que já embutem esse fator de risco na carteira do cliente, tendo em vista o perfil daquele que está investindo e o pano de fundo da importância da diversificação dos investimentos.

E tem mais uma coisa superimportante. Duvide bastante dos gurus das finanças pessoais. Há uma grande probabilidade de ele ser do tipo: “faça o que eu falo, mas não o que eu faço”. Há muita gente boa no mercado e nas redes, mas é importante um bom filtro para identificar quem apenas está surfando a onda.

Tenha em mente que sucesso financeiro é não precisar ter no dinheiro a principal questão de toda sua vida, mas sim tê-lo como instrumento para alcançar seus objetivos de qualidade de vida. E isso, na prática, guru nenhum consegue te dizer porque não vive sua vida e nem sua realidade. Se há segredo em absorver conhecimentos nesta área é que você deve ler bastante e verificar o que se encaixa melhor pra você – e evitar comparações como “nessa idade fulano já tinha alcançado a liberdade financeira”.

 

Terraco Econômico Terraco Econômico

Parceiro Guide

Hoje o maior blog independente de economia do Brasil, foi criado por 4 amigos em 2014, o motivo? Fornecer análises claras e independentes sobre economia e finanças, sempre com a missão de informar o leitor.

749 visualizações

relacionados

Bitnami