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Os gastos com as festividades de final de ano

O Natal já passou e um novo ano está bem à espreita, se aproximando a passos largos. Mas em meio a toda essa correria, típica de qualquer término de ano, como foram os gastos com as festividades de final de ano?

Para verificarmos esse ponto, é fundamental conferir a Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), para o período de dezembro. O ICF é um indicador que avalia, em diversos aspectos, a intenção de gastos dos consumidores a nível nacional. Na formação desse indicador, estão avaliados a capacidade de consumo atual, o nível de renda doméstico, a segurança no emprego e a qualidade de consumo.

Comparado a dezembro de 2018, houve um aumento na intenção de consumo em dezembro de 2019. Esse aumento, apresentado em dezembro de 2019, foi impulsionado pela elevação de determinados fatores, como o emprego (de 114,4 para 119,2 pontos)  e da elevação da renda (de 104,6 para 112,5 pontos). Esses valores, indicam que o consumidor brasileiro esteve mais disposto a consumir nesse mês de dezembro. Consequência da melhora da economia brasileira, representada pela elevação dos níveis de emprego e renda.

Apesar do aumento da intenção do consumo, há certa discordância quanto ao real aumento das compras desse final de ano. A exemplo da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos), que reúne lojas pequenas de shoppings, contestou judicialmente alguns dados divulgados pela Alshop – outra associação de lojistas de shopping –  que indicaram aumento de 9,5% nas vendas de Natal em 2019.

Nesse cenário econômico, mesmo com a presença de algumas incertezas, o consumidor parece estar mais disposto a gastar. Mas será que os preços deram algum empurrãozinho benéfico para o consumo? Considerando a ceia de Natal de 2019, os preços não contribuíram muito, tendo sido um pouco mais salgada para os brasileiros se comparada a de 2018. Alguns itens, tradicionalmente pertencentes a ceia de Natal, sofreram aumentos expressivos.

 

Destaque para o preço da carne, verdadeiro vilão na elevação do valor da ceia. Certos tipos de carne, como o pernil, o lombo de porco e a picanha, por exemplo, tiveram aumentos superiores a 20%. Mas tal tendência de aumento é anterior ao mês de dezembro, e deve continuar para 2020, tendo ocorrido principalmente em função do aumento das exportações chinesas.

Desse modo, os gastos com as festividades deste final de ano devem ser maiores, superando o do ano passado. Muito disso graças ao melhor cenário econômico no Brasil e também devido ao aumento do preço de determinados itens, tipicamente presentes nas refeições de final de ano.

Importante notar que há uma certa sazonalidade nessas elevações de preços: no fim dos anos é histórico o aumento no consumo de alguns itens e, por consequência, a elevação nos preços. Algo análogo acontece durante outras festividades (como a Páscoa) e nem por isso podemos dizer que “a inflação saiu do controle”.

Ótimo 2020 a todos!

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