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Em 1923, quando Walt Disney fundou com seu irmão Roy a diminuta Disney Brothers Cartoons, nem no mais remoto sonho imaginaria o conglomerado de negócios e produtos que, 96 anos depois, a atual Walt Disney Company possui e vende ao redor do mundo.

Se na fundação o foco estava exclusivamente na indústria de animação, ao longo do tempo o escopo de atuação da Companhia foi se expandindo significativamente, principalmente a partir das décadas de 1960 e 1970. Foi nesse momento em que a Disney se aventurou no mundo dos filmes, começou a planejar e construir parques temáticos e hotéis, que por sua vez eram baseados nos personagens criados nos filmes e animações.

Um pouco mais adiante, na década de 1990, entrou de cabeça na indústria televisiva, operando canais de conteúdo variado, como ABC, ESPN, A+E Networks e Disney Channel, além de ganhar muito dinheiro com o licenciamento dos personagens. Inclusive, sobre esse último ponto, vale a pena ler esse artigo, que trata da estratégia da Disney para deliberadamente “fugir” das leis de domínio público para o seu personagem mais famoso, o Mickey, e assim lucrar com isso.

A empresa hoje vale pouco mais de US$ 230 bilhões e tem apresentado resultados consistentes a cada trimestre, com estratégias focadas em inovação, aquisições, eficiência das operações visando aumento da lucratividade.

Como último projeto de destaque, pode-se mencionar o Disney+, canal de streaming que irá concorrer com Netflix, Apple e Amazon, e que já provoca burburinho mesmo antes de seu lançamento oficial, previsto para o final de 2019 nos EUA. Foi esse o motivo para o aumento do patamar de valuation da Disney, que estava em torno de US$ 150 -200 bilhões há 5 anos, mas deu um pulo recentemente, conforme mostra o gráfico abaixo:

O burburinho foi provocado pela quantidade de conteúdos que a Disney poderá disponibilizar no seu canal de streaming, utilizando-se do seu portfólio da TV paga, do seu arsenal de filmes infantis e, principalmente, da possibilidade da produção de conteúdos exclusivos, sendo que esses sim provocam calafrios e insônia nos concorrentes.

De qualquer forma, a estratégia da inovação sempre esteve no sangue de Walt Disney. Pouco a pouco, outra estratégia, a de diversificação do portfólio de produtos, foi ganhando espaço entre os diretores e conselho da empresa. A Disney, dessa forma, não depende necessariamente da bilheteria do último filme lançado para entregar bons resultados financeiros.

A empresa tampouco depende do aumento significativo de fluxo nos parques e nas taxas de hospedagem de seus complexos turísticos para convencer o investidor a aplicar na companhia, embora haja, obviamente, um ciclo virtuoso a partir de um sucesso de bilheteria, uma vez que isso se espalha para o seu portfólio inteiro, como é o caso dos parques, mídia, licenciamento e mais atualmente seu canal de streaming.

Na realidade, o seu portfólio é tão diversificado que a companhia pode se dar ao luxo de testar personagens e ter um grau de inovação acima da média de outras empresas. A imagem logo abaixo ajuda a entender a estratégia da Disney:

 

Assim, a Disney se diferencia de outras empresas e navega em paz no oceano azul do segmento de entretenimento, tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento. Através da imaginação e do apelo emocional – das crianças até os mais adultos -, a Disney Company completa 96 anos de história sem se esquecer da frase cunhada pelo seu criador, Walt Disney: “I only hope that we don’t lose sight of one thing – that it was all started with a mouse”.

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