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Não entre na manada dos investimentos!

Imagina que você esteja desembarcando em uma estação de metrô de uma cidade desconhecida por você. Automaticamente você se percebe seguindo o fluxo de pessoas em direção à saída mais próxima, sem saber se é exatamente aquela que te levará para o caminho de seu hotel. Sem nem tomar consciência, você foi influenciado pela maioria, exemplo claro do que chamamos de efeito manada*.

Esse é apenas um exemplo dentre vários outros do cotidiano que somos induzidos pela nossa mente a seguir o caminho mais fácil, que é copiar o que o outro está fazendo por um simples motivo: pouparmos energia. Inclusive, na Série CVM Comportamental** temos que o efeito adesão (ou manada) também está fundamentado na imitação, que é o método mais primordial pelo qual adquirimos aprendizado. Por isso, o efeito está tão presente na nossa tomada de decisão.

Muito se fala de efeito manada nas finanças e este texto tem justamente o objetivo de te fazer refletir um pouco mais sobre as suas decisões financeiras e, quem sabe, evitar esse “gatilho”.

Nós, seres humanos, não gostamos da sensação de “ficar de fora“, ou vai dizer que você, ou alguém próximo, nunca participou de um bolão da loteria com medo de ser o único a não levar uma fatia do prêmio? Seu filho não te pediu um brinquedo justificando que todos na escola têm (sim, desde crianças temos essa necessidade de pertencimento)? Ou ainda, quem comprou alguma peça de roupa que estava da moda, esquecendo-a no guarda roupa depois de poucas vezes de uso.

Pois bem, o chamado “efeito manada” é quando alguém segue uma recomendação porque entende que seja um bom negócio, ou seja, “vou entrar também”. Inclusive negligenciando o risco envolvido, justamente pela grande expectativa em relação ao ganho.

Quem não se lembra do grande boom das paletas mexicanas***, há algum tempo, não é mesmo? O pensamento era: se todos estão abrindo e está dando certo, vale tentar!

E no mercado financeiro?

E isso acontece no mercado financeiro também. Se todos estão comprando determinada ação, por exemplo, e estão ganhando dinheiro, eu quero também! E aí temos formadas as chamadas “bolhas”.

O grande perigo tanto das “paleterias” quanto das ações, além da falta de análise e a percepção se realmente faz parte para sua estratégia de ganhos, é a falta de timing. Até porque esses “fenômenos” tem vida limitada, geralmente. E, infelizmente, quando atinge um grande número de pessoas. As chances de ser tarde demais são altas.

Daí a dica é simples: permita-se desconfiar antes de agir (ainda que seja difícil!) e, no mínimo, questione o que faz com que todos estejam indo na mesma direção. Principalmente quando o assunto envolver comprometer seu patrimônio ou de sua família. Você até pode entender que é o melhor caminho, mas que seja o mais consciente possível.

Referências:

*Livro Decisões Econômicas – Dra. Vera Rita de Mello Ferreira, Évora 2011.

**Blog Penso, logo invisto – Comportamental_Vol3_ViesesConsumidor – 2017

***Palestra Ricardo Amorim: “A incrível lição que o caso das paletas mexicanas tem a ensinar para qualquer investidor, empreendedor ou executivo de negócios.”

 

Mayra Lima Mayra Lima

Assessora de Investimentos

Pós – graduanda em Investimentos e Banking pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul PUC-RS. É certificada como Especialista de Investimentos - CEA, pela ANBIMA e pelo Programa de Qualificação Profissional (PQO Operacional) pela bolsa de valores - B3.

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