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EXCLUSIVO: Análise macro por Duda, Occam Brasil

Nas últimas semanas tivemos o Simpósio de Ações aqui na Guide. Um evento com grandes nomes do mercado financeiro para falar sobre o que vem acontecendo no Brasil e no mundo. Carlos Educardo Rocha, ou Duda, da Occam Brasil, falou sobre sua visão macro e política e resumiu os principais tópicos para o nosso portal também. Veja abaixo seu artigo com exclusividade e também um vídeo do evento:

No cenário externo as condições são favoráveis a mercados emergentes. Juros praticamente zero, ou mesmo negativos, em economias desenvolvidas, são um impulso a tomada de risco por parte dos investidores globais. A contrapartida, seria um cenário de desaceleração tão forte que geraria uma recessão. Ainda acreditamos que este não é o cenário mais provável, porque: 1) Economias como os EUA ainda podem convergir para zero os seus juros. O que achamos que vai ocorrer, portanto estamos perseguindo uma posição aplicada na curva, particularmente agora no vértice de 5 anos. 2) Estímulos fiscais ainda podem ser feitos para abrandar esta desaceleração. Isto já está sendo discutido em países como Alemanha e China. 3) Países emergentes ainda tem espaço para reduzir seus juros. Gostamos das posições aplicadas para vértices de 2 anos no México e Brasil 4) Neste movimento de aversão ao risco, o dólar tem se valorizado, o que gera maior competitividade para regiões com crescimento mais debilitado como a zona do Euro. 5) O exemplo do Japão demonstra que, em ambientes de inflação baixa e controlada, estímulos podem postergar ciclos econômicos desfavoráveis. Tendem, inclusive, a gerar uma bolha de preços, o que ainda não observamos pela valorização das principais Bolsas globais, ainda dentro dos níveis históricos. Por isso, ainda estamos investidos em ações na Bolsa americana, aonde encontramos empresas líderes globais em setores em voga, como: tecnologia, consumo e meios de pagamento. Entretanto, ciclos econômicos podem ser prorrogados, mas não extirpados. Quando entrarmos em uma espiral negativa, de condições financeiras globais desfavoráveis, com juros reais já negativos, a recessão poderá ser severa. Acreditamos que este é o maior risco para os mercados, sejam externos ou internos, atualmente.

No Brasil vemos uma oportunidade única para investimento em Ações, porque: 1) O país experimentou a maior queda de juros reais no mundo nos últimos anos; 2) Estamos com uma inflação controlada e ancorada, com um hiato do produto ainda significativo; 3) Estamos com uma moeda mais desvalorizada, comparada a níveis históricos, até pelo efeito da queda de juros. Isto representa maior competitividade para nossas indústrias e uma maior capacidade de equilibramos nossas contas; 4) O Brasil é um país continental, com mercado interno enorme, aonde favorece o surgimento de novas empresas, ressaltando as disruptivas, empresas de tecnologia como os “Unicórnios”; 5) Participações acionárias relevantes do governo, principalmente em fundos de pensão estatais, que devem gerar ofertas ao mercado. Esta expansão de nossa Bolsa deve gerar inúmeras oportunidades.

Dentro deste cenário, aqui na Occam, estamos focando em 5 teses de investimento para Ações no Brasil:

1) Tecnologia. Maior tema global no momento. Não há nenhuma empresa que avaliamos atualmente, em que não levantamos suas vantagens competitivas em tecnologia. Não é mais questão de liderança, e sim de sobrevivência. Felizmente, o Brasil conseguiu desenvolver empresas na fronteira do conhecimento, aonde particularmente gostamos dos Bancos Digitais e empresas de comércio eletrônico;

2) Empresas protegidas por setores bem regulados, como concessões ferroviárias, de portos e setor elétrico, ainda apresentando taxas de desconto reais acima de 7%, em seus fluxos de caixa descontados, bem acima dos juros reais do mercado inferiores a 2%;

3) Privatização. Brasil é um dos pouquíssimos países continentais com um amplo programa de privatizações, em empresas relevantes como a Eletrobrás;

4) Setor financeiro não bancário transformacional. O que mais chama nossa atenção é a expansão da nossa confiável Bolsa de Valores, turbinada pelas ofertas primárias de Ações, e do setor de seguros, com a securitização dos ativos do governo;

5) Setor de consumo, que apresenta a maior alavancagem operacional. Se não temos taxas de crescimento do PIB altas, temos uma qualidade muito grande em empresas no setor de serviços e consumo. Para nós se destacam empresas de Planos de Saúde, vestuário e aluguel de veículos.

Enfim, para a gestão da Occam, focada em Alfa, ou seja, valor relativo entre as ações, este é o melhor mercado possível.

 

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