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Dump the Trump: impeachment nos EUA?

O ano de 2020 aguarda mais uma eleição nos Estados Unidos. Como já era esperado, o noticiário político ajustou suas pautas: quem será o candidato nomeado pelos Democratas? Donald Trump alcançará a reeleição? Uma eventual desaceleração (ou até crise) econômica eclodirá nesse meio tempo? É praticamente impossível responder perguntas como essas com certeza. Contudo, um certo tema (muito familiar aos brasileiros) passou a rondar os jardins da Casa Branca… O impeachment de Trump é possível?

O contexto: de volta ao leste europeu?

A concretização de um processo de impeachment é possível, porém, pouquíssimo provável (ao menos hoje). A narrativa de um eventual impeachment já assolava o governo Trump com as investigações do suposto conluio com a Rússia para vencer a eleição de 2016, diante de Hillary Clinton. Naquele caso, nada irregular foi efetivamente comprovado e o presidente americano logo investiu na retórica de “perseguição” e caça às bruxas.

Dessa vez, o cenário é parecido. A acusação é de que Trump obstruiu o repasse de dinheiro americano para a Ucrânia. Isso teria sido feito para coagir o presidente desse país, Volodymyr Zelensky, a fornecer informações comprometedoras sobre os negócios de Hunter Biden (filho do vice-presidente durante o governo Obama, Joe Biden, um dos nomes mais fortes da oposição para 2020), o que poderia lhe conferir vantagem na eleição que está por vir.

Sendo assim, Nancy Pelosi (Speaker da Casa dos Representantes, equivalente ao presidente da Câmara dos Deputados em terras tupiniquins) iniciou o processo de impeachment de Donald Trump. Claro, o assunto está longe de se tornar consenso, o que diminui (muito) as chances de sucesso do mesmo. Numa pesquisa conduzida com eleitores americanos antes da polêmica ucraniana, 27% afirmam que a abertura do processo impeachment é prioridade máxima, contra 44% que se opõem à abertura do mesmo. Após o caso vir à tona, os números se equipararam: 43% para cada lado. Ou seja, no melhor dos cenários a opinião pública sobre o assunto está dividida.

Desdobramentos possíveis

O principal impedimento para a sequência do processo de impeachment está na formação do Congresso: embora a maioria da Casa dos Representantes seja democrata, o Senado é controlado pelos republicanos. Isso significa que um fato novo precisaria colocar até mesmo os políticos do próprio partido de Trump contra o presidente. Ponto positivo para o atual presidente, que foi eleito num cenário político extremamente polarizado e pode se encontrar num cenário parecido novamente.

Por outro lado, o caso pode ser prejudicial à candidatura de Joe Biden. Ainda que não existam crimes cometidos por ele ou pelo filho, se trata do clássico conflito de interesses que é prato cheio para opositores numa eleição, principalmente dentro do próprio Partido Democrata. Ponto negativo para quem almeja vencer Donald Trump no próximo ano.

Em suma, há pouco que nos leva a crer num EUA com um novo presidente antes da hora. O Congresso está dividido, assim como a opinião pública. Os resultados econômicos, por ora, são satisfatórios. O histórico está a favor de Trump, raramente um presidente americano com resultados razoáveis deixa de completar o ciclo de 8 anos no poder. Do we need another 4 years to keep America great? A disputa, ainda que indiretamente, já começou!

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