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Don’t you cry for me Argentina

Os acontecimentos na esfera econômica da Argentina, nosso vizinho e tradicional rival sul-americano, são impactantes. O mais recente episódio foi a moratória declarada pelo país, um aparente desfecho lamentável para uma gestão política cheia de expectativas sob a liderança de Maurício Macri. Há algum tempo, investidores se interessavam pelos recém-lançados títulos da dívida com maturidade para 100 anos. Uma pergunta simboliza o momento argentino: como a boa expectativa se tornou caos econômico?

Comecemos de trás pra frente, voltando aos mais básicos temas da macroeconomia. Um governo emite títulos da dívida para financiar projetos públicos e manter a operação financeira de suas diversas atividades (educação, saúde, programas sociais, etc). Por sua vez, quem adquire esses títulos está, grosso modo, emprestando dinheiro ao governo e acreditando que receberá o que foi montante com acréscimo de juros no futuro.

Em geral, um título é visto no mercado como um ativo praticamente livre de risco. Exceto, é claro, em países emergentes como a própria Argentina (e o Brasil, num passado relativamente distante quando comparado aos hermanos). O risco nesses casos é múltiplo, risco-país, risco político, má gestão da política monetária e solidez do sistema financeiro. Dito isso, é espantoso, quando vemos os noticiários atuais, considerar que há apenas 2 anos os investidores acreditavam que a Argentina honraria seus compromissos num horizonte, grosso modo, centenário.

Hoje, a situação é outra: moratória. Isso é, o governo anuncia que não conseguirá honrar as dívidas contraídas. Em última instância, isso pode significar uma recessão econômica, violentas depreciações cambiais, o colapso do sistema financeiro local ou até mesmo a interrupção de serviços públicos básicos para a população.

O presente dos hermanos é caótico. O futuro, nada promissor. Os mercados globais e as incertezas de lá, certamente afetam o Brasil e demais ditos emergentes. Ainda assim, nenhum motivo para preocupação. Temos as nossas próprias tribulações econômicas e o caso dos nossos vizinhos serve, no mínimo, como um exemplo do que não fazer com a economia de um país. Don’t you cry for me Argentina.

 

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