Dólar: como a moeda americana influencia o seu dia a dia?

Todo dia vemos uma preocupação constante com as oscilações do dólar nos jornais. Nos protestos de 2016 escutamos bastante o bordão “eu não como dólar” para tentar desvincular os problemas econômicos da liderança política da época e da realidade brasileira. A verdade é que comemos dólar, sim! 

 

Quem flutua é o real

 

Antes de entrarmos na questão acima, é importante entender porque é que o dólar oscila tanto, mesmo sendo uma das moedas mais fortes do mundo. Já pensou nisso? 

 

Na verdade, essa flutuação é similar à ilusão que temos em um ônibus em movimento. Quando você está em pé segurando nas barras e o automóvel faz uma curva, você sente uma força te empurrando para o lado contrário. Você sabe que isso se deve à inércia do seu corpo de se manter em movimento enquanto o veículo muda a direção. Mas se o ônibus não tivesse janelas e você não soubesse desse fato, seria uma bela surpresa.

 

Voltando para a economia, o dólar é realmente estável, de fato. Mas é como se estivéssemos dormindo dentro do ônibus sem janelas, tudo que vemos são preços em reais. Assim, quando no fim do dia, o jornal noticia que o dólar está flutuante, o que nos deparamos pela manhã é se o real está forte ou fraco. Na prática, temos que gastar mais ou menos para a compra da moeda dólar, isto devido a taxa de câmbio. 

Bom é dólar barato ou caro?

 

Bom para quem? Lembre-se que um país é composto de diversas pessoas com interesses distintos. A vantagem para uma pessoa muitas vezes pode atrapalhar outra. Vamos avaliar por cenários:

 

Dólar alto

 

O cenário de dólar alto costuma ser o mais preocupante para a população, pois isso quer dizer que o real está barato no mercado internacional, nossa moeda está fraca. Ou seja, conseguimos comprar menos produtos, importamos menos mercadorias e, consequentemente, os preços delas aumentam nas lojas. 

 

O efeito mais visível está nos eletrônicos mais caros, pois são quase todos importados, ou pelo menos boa parte das peças. Muitos produtos alimentícios são também em parte importados, o que quer dizer que as compras diárias vão ficar mais difíceis para a maioria dos brasileiros.

 

Mas alguém ganha com isso? Sim, os exportadores. O Brasil é um país primariamente exportador de commodities, então empresas ganham mais reais com menos mercadorias vendidas, seus lucros disparam e assim conseguem contratar e investir mais. 

 

Outro setor que ganha com a alta do dólar é quem depende do turismo interno. Com os preços daqui mais baratos, muitos estrangeiros acabam visitando para “aproveitar a promoção”.

 

Dólar baixo

 

Com o dólar baixo, a gasolina de carro (e de avião também) baixa, menos gente de fora vem visitar, mas passamos a viajar mais para os outros países, pois nosso dinheiro vale mais. 

 

Produtos fabricados internamente acabam sendo preteridos em relação a importados. Mercadorias estrangeiras ficam mais acessíveis. Isso dificulta a indústria interna a competir, mas o consumidor consegue, em geral, comprar mais. 

 

O dólar também impacta a inflação (já que muitos produtos dependem de peças importadas ou de gasolina para o transporte, ou até plástico), e ele mais baixo diminui a pressão inflacionária.

 

Estabilidade

 

Por fim, o ideal, para qualquer moeda, é a estabilidade. Poder calcular o quanto precisa ganhar e quanto pode gastar em um período mais longo. Independente da alteração do dólar, isso vai afetar diretamente sua vida.

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