Dia dos Namorados: que amor de data!

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12 de junho: o dia daqueles que trocam experiências de vida, compartilham muitos momentos alegres e outros tristes, mas que estão juntos para o que der e vier. O Dia dos Namorados é uma data importante para o comércio, serviços e também para as vendas online. Em 2018, o Dia dos Namorados movimentou R$ 15,6 bilhões no varejo e R$1,77 bilhões via e-commerce. A expectativa é que em 2019 os números apresentem certa estabilidade, tendo em vista o desaquecimento da economia nesse começo do ano, embora alguns indicadores mostrem uma maior intenção de compra daqueles que vão presentear o seu par nessa data amorosa. Só para se ter uma ideia, nos EUA o valor gasto com o dia dos namorados (que é comemorado em 14 de fevereiro) já passa da casa dos US$ 20 bilhões, um valor bem superior ao brasileiro considerando o poder de compra do Dólar perante o Real.

Além dos números frios, o amor que aquece a data comemorativa de muitos pombinhos por aí provoca a curiosidade e a atenção de muitos economistas em todo o mundo. Não à toa, o assunto é estudado por vários acadêmicos, e é denominado “Economics of Love”, ou “Economia do Amor”. A ideia é relativamente simples: trazer algumas premissas dos conceitos micro e macroeconômicos para as decisões de namorar, casar, ter filhos e outros assuntos relacionados à relação entre pessoas que topam compartilhar suas vidas em conjunto. O arcabouço teórico da economia — como curvas de oferta e demanda, custos de oportunidade, relação risco-retorno, utilidade marginal, etc — é aplicado em diversas situações, avaliando em que circunstâncias o indivíduo toma determinadas decisões afetivas.

Além disso, há quem se aventure na estimação do custo de se relacionar de forma duradoura com uma pessoa. Por exemplo, o site canadense ratesupermarket estimou em $62 mil o custo do amor, sendo que 16% desse valor são as despesas relacionadas ao namoro, incluindo jantares românticos, idas ao cinema, viagens, entre outros. Embora o “custo do namoro” possa ser alto, muitos argumentam que o custo da ‘solterisse’ é até maior. Em reportagem realizada em 2013, pelo Fantástico, foram avaliados os gastos de solteiros e casais de namorados para averiguar quais dele gastavam mais em um determinado período de tempo. O resultado final foi uma diferença de R$ 8.000 para os namorados, que acabam gastando menos do que os solteiros, para a surpresa desses últimos. Além dessa reportagem, é possível encontrar até uma “calculadora do amor”, em que o usuário coloca os seus principais gastos e o site já calcula quanto o casal gasta por ano de namoro.

A verdade é que muito além dos cálculos e teorias econômicas que buscam explicar o comportamento humano (até no amor), é preciso estar feliz com a nossa atual situação, sem deixar levar por gostos e vontades de outras pessoas. A vida é curta demais para não fazermos o que realmente gostamos; seja namorar, seja ficar solteiro, ou seja, fazer o que quiser.

Feliz dia dos namorados a todos!

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