Dia do Consumidor: uma nova data comercial?

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A persona ‘consumidor’ por muitas vezes é entendida como uma entidade especial na sociedade. “O consumidor deve procurar os seus direitos e (…)” ou “consumidores ficam insatisfeitos com devolutiva da empresa que (…)”. Embora por vezes imaginemos essa entidade como distante do nosso meio, os consumidores somos todos nós. Consumimos uma infinidade de bens e serviços todos os dias, seja pela compra diária, via consumo mensal ou até nos contratos anuais. Nós consumidores por diversas vezes não nos preocupamos com as letras miúdas dos documentos que assinamos (naquele famoso ‘de acordo’) e não é raro nos sentirmos lesados por algumas empresas.

Neste dia 15/03, comemoramos o Dia do Consumidor, em memória a um discurso do ex-presidente americano John Kennedy em 1962, no qual enumerava direitos básicos de todos os consumidores. Quase 50 anos depois do marco zero da data, é inegável que temos muito mais consciência dos nossos direitos enquanto consumidores do que há poucos anos atrás. Quase a maioria de nós consumidores já sabemos dos sete dias que existem para a desistência de uma compra e temos uma infinidade de meios de nos comunicarmos com as empresas prestadores de serviço (via redes sociais, e-mail, chat, Reclame Aqui, central telefônica). Sobre esse último meio de comunicação, por exemplo, vale mencionar a redução no tempo de atendimento ao cliente no SAC, por meio de iniciativa do Procon, embora experiências ruins prossigam acontecendo no momento de requisitar, alterar ou cancelar algum serviço. Muitas vezes, o consumidor já sabe que para certa empresa é mais rápido obter a solução do seu problema via telefone do que por redes sociais; para outras empresas, a descrição do problema em um site público, como é o caso do Reclame Aqui, é muito mais efetivo do que por outros meios.

Além disso, o perfil do consumidor evoluiu de forma significativa em um curto período de tempo. Compramos muito mais pela internet, e cada vez mais utilizando o celular. Até pouco tempo atrás, era quase obrigatório ligar o computador de mesa ou notebook para realizar uma compra na internet. Era difícil nos sentirmos seguros para colocar os dados pessoais para efetivar a compra em uma tela minúscula de celular. Contudo, atualmente o consumo via celular ficou tão cômodo quanto a compra via computador. E é aí que mora o perigo.

O consumo via celular / computador pode ser muito mais impulsivo do que a compra presencial na loja ou estande de vendas, quando olhamos e avaliamos fisicamente a possibilidade da aquisição. Isso posto, pessoas de má-fé e golpistas criam sites fictícios para enganar o consumidor, principalmente nas datas comemorativas do comércio, como é o caso do Natal, Páscoa, Dia das Mães e dos Pais, e mais recentemente, o Black Friday e o Dia do Consumidor. Por isso, há bastante material na internet fornecendo dicas de como não cair em furadas na hora de comprar um presente para nós mesmos ou para família e amigos nessas datas comemorativas.

Para este Dia do Consumidor, são esperadas vendas na ordem de R$ 258 milhões só no e-commerce, que corresponde a uma fração dos R$ 3,92 bilhões faturados no Black Friday, ou seja, menos de 10% do que é vendido na maior data do e-commerce brasileiro. Mesmo assim, a data vem se consolidando no calendário brasileiro do comércio, tendo em vista que 58% dos consumidores aguardam o dia para realizar as compras, conforme mostram pesquisas recentes.

Não basta apenas a disponibilização de livretos no caixa com os direitos do consumidor. Nós consumidores temos de ter papel ativo na defesa dos nossos direitos enquanto clientes das empresas e prestadores de serviço. Muita coisa melhorou, mas ainda há muitos aspectos para aprimorar. Feliz dia do consumidor a todos!

 

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