Dia das crianças: Como escolher a melhor previdência para seu filho?

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Estamos no mês e semana do dia das crianças. Os pais de primeira viagem ficam ansiosos para darem presentes para os pequenos, mesmo sem eles entenderem o motivo. Este é meu caso. A curtição de celebrar todas as datas possíveis é muito grande e, como sei que isso vai passar, aproveito ao máximo estes momentos. Para quem já tem mais filhos e filhos mais velhos, não há o que fazer, as crianças esperam um presente. É um fato.

Então, não se preocupe! Este não será um post moralista, anti consumista e com uma linda lição de moral sobre como uma previdência é melhor que uma Barbie ou uma Caloi (Sim! Eu cresci nos anos 80).

Você já sabe que fazer um fundo de previdência para seu filho é muito bom e que, no longo prazo, ele terá uma reserva que poderá ajudá-lo no início da vida adulta, seja para pagar uma faculdade, seja para iniciar um negócio, seja para mochilar ao redor do mundo. Este post é para te ajudar com alguns aspectos práticos da contratação de um plano de previdência para seus filhos.

Vamos aos pontos:

Em seu nome ou em nome da criança?

Muitos pais acabam fazendo previdências em seus nomes e colocando os filhos como beneficiários. Na prática, a previdência é do pai. Se no futuro você for transferir este patrimônio para seu filho, pode ser necessário recolher imposto de doação, a depender do valor. A opção é fazer a previdência em nome de seu filho. A questão é que, quando se opta por esta alternativa, ao completar 18 anos seu filho é o dono do dinheiro e pode movimentar os recursos livremente. Particularmente, gosto desta alternativa, pois nos incentiva, como pais, a ensinar nossos filhos sobre responsabilidade em relação ao dinheiro desde cedo.

PGBL ou VGBL?

Se seu filho for seu dependente no imposto de renda, você pode abater as contribuições feitas a um PGBL no seu imposto de renda. Se ele tiver mais de 16 anos, precisa estar inscrito no INSS para que você possa fazer o abatimento. Lembre-se, porém, que a tributação é sobre 100% da reserva, então seu filho pagará o imposto diferido por você (mesmo que numa alíquota menor). A opção mais tradicional é optar por um VGBL.

Quanto poupar?

Estamos falando de longo prazo, mesmo que você comece com pouco, seu filho terá um patrimônio considerável aos 18 anos. Se você poupar R$ 200,00 por mês para seu filho, por 18 anos, a uma taxa de 6% ao ano, ao final do período seu filho terá mais de R$ 76.000,00. O importante é que você: 1) comece logo e aproveite o benefício dos juros compostos e 2) contribua com um valor que seja confortável para você, assim, em um momento de aperto nas contas, você não pensará em cancelar o plano do seu filho.

Qual fundo escolher?

Em teoria, quanto mais longo o prazo, mais riscos podemos correr. Sendo assim, a previdência de seu filho poderia ser mais arrojada. Só lembro que, na prática, quem vai acompanhar o vai e vem dos mercados será você, então, caso você não lide bem com oscilações, opte por algo mais conservador. Você tem ótimas opções de fundos, com os mais diversos perfis por tão pouco quanto R$ 200,00 por mês.

 

Ivens Gasparotto Filho Ivens Gasparotto Filho

Diretor Técnico

Atua há mais de 10 anos no mercado financeiro, trabalhando diretamente com investidores pessoa física e planejamento financeiro pessoal. É CFA charterholder, profissional certificado pelo CFA Institute, possui também a certificação de gestores CGA, da Anbima. Estudou Gestão de Portfólios de Ativos na London Business School, é pós-graduado em Finanças pela FGV e formado em Administração pela Universidade de Brasília.

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