Contrate um Plano de Previdência Privada para facilitar sua Sucessão Patrimonial

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Os planos de previdência privada, além de ótimos veículos de investimentos de longo prazo por conta de questões tributárias como ausência de come-cotas e diferimento fiscal, como no caso dos PGBL, apresentam ainda vantagens para seu planejamento sucessório.

Os recursos que você acumula em fundos de previdência privada podem ser destinados diretamente aos beneficiários escolhidos por você, sem a necessidade de passar pelo processo de inventário. Mais ainda, estes recursos são pagos aos beneficiários em até 30 dias após a apresentação dos documentos solicitados pela seguradora.

Só quem já passou por um processo de inventário sabe o quanto ter uma fonte de liquidez neste momento é importante. Seja para o pagamento de tributos para liberar os demais bens, seja para manter o padrão de vida da família por certo período, um plano de previdência privada pode ser esta fonte de liquidez.

Para que você tenha uma ideia, o ITCMD, Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação, que é fixado por cada Estado dentro de limites Federais, pode chegar até 8% do patrimônio inventariável. A maioria dos Estados brasileiros cobram entre 4% e 6% sobre o valor dos bens da pessoa falecida para a transmissão destes para seus herdeiros. Ou seja, morrer custa caro…

Estratégias para sucessão

Imagine que você tem um patrimônio inventariável de R$ 5.000.000,00. Seu Estado cobre 6% de ITCMD. Você faz as contas e vê que sua família desembolsaria hoje R$ 300.000,00 em impostos para liberar este patrimônio.

Uma estratégia é investir este valor em um plano de previdência privada e deixá-lo lá para os beneficiários que escolher.

Caso você não tenha este valor líquido para investir, há outra estratégia interessante de sucessão: contratar um seguro de vida temporário com capital segurado suficiente para arcar com os custos de impostos sobre o patrimônio e demais despesas sucessórias, como advogados, por exemplo, e, em paralelo, contribuir para um fundo de previdência privada.

Assim, enquanto você não acumula na previdência privada o valor necessário para sua sucessão, sua família estará protegida pelo seguro. Com o passar dos anos, seu saldo em previdência aumentará e, então, a previdência passará a fazer o papel de instrumento de liquidez para a sucessão e você não precisará mais da cobertura do seguro para este fim.

Você pode até mesmo decidir que prefere ter seus recursos sempre líquidos. Neste caso, você pode contratar um seguro vitalício e não utilizar a previdência privada, mas este é assunto para outro post.

Cada estratégia tem seus prós e contras e é importante pesá-los antes de decidir qual estratégia seguir.

Definição dos Beneficiários

Outro ponto importante é indicar, no momento da contratação de um plano de previdência privada, quem serão seus beneficiários. Caso você não o faça, a seguradora seguirá a regra dos herdeiros legais.

Se você mudar de ideia ao longo dos anos sobre seus beneficiários, não se preocupe. Você pode alterá-los a qualquer momento. Basta solicitar à seguradora.

Nem tudo são flores…

Finalmente, é importante ressaltar que a maioria dos Estados brasileiros não cobram o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis sobre as reservas de previdência privada. Como esta é uma questão regional, vale a pena você se informar sobre como está esta situação em seu Estado, já que alguns passaram a cobrar tal imposto em alguns casos específicos.

Aja agora!

Enfim, a previdência privada, além de ótima alternativa para sua poupança de longo prazo, é também uma importante ferramenta de planejamento sucessório. O importante é você entender qual sua necessidade e qual estratégia será a mais apropriada a seu caso.

Seja uma estratégia que utilize apenas previdência privada, seja uma estratégia conjugada com seguros ou 100% seguros, nós, na Guide, podemos te ajudar a chegar na melhor solução para seu caso.

 

 

Ivens Gasparotto Filho Ivens Gasparotto Filho

Diretor Técnico

Atua há mais de 10 anos no mercado financeiro, trabalhando diretamente com investidores pessoa física e planejamento financeiro pessoal. É CFA charterholder, profissional certificado pelo CFA Institute, possui também a certificação de gestores CGA, da Anbima. Estudou Gestão de Portfólios de Ativos na London Business School, é pós-graduado em Finanças pela FGV e formado em Administração pela Universidade de Brasília.

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