Como se proteger do câmbio para viagens e intercâmbios

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A história parece sempre se repetir: você reserva sua passagem e hospedagem para uma viagem para o exterior e, all of a sudden, o câmbio dispara. Aqueles planos de compras e passeios parecem cada vez mais distantes ou mais caros.

Mas e aí, por que isso acontece?

Bom, em primeiro lugar, historicamente a tendência do Real frente às moedas estrangeiras é de enfraquecimento constante. Às vezes mais rápido, às vezes mais lento, mas raramente um movimento oposto que, quando ocorre, ocorre de forma curta. Basta ver que em 25 anos de Real, a moeda que já foi mais forte que o Dólar, hoje é cotada a R$ 4,00 por dólar.

E aí, o que acontece é que você passou a olhar para isso. Pior ainda, você passou a ter “pele no jogo”. Estes movimentos passaram a significar algo para você.

Mas, então, o que você pode fazer para se proteger destas oscilações caso vá viajar ou fazer intercâmbio no exterior?

Em primeiro lugar, pague o máximo possível de despesas em Reais: pague sua passagem por aqui, os hotéis também. As cotações dos sites de viagens tendem a ser melhores que as cotações das empresas de cartão de crédito e, além disso, você consegue parcelar em várias vezes sem juros.

Outra estratégia é ir comprando a moeda que utilizará nas férias aos poucos, mês a mês, assim você acaba fazendo um preço médio naquela moeda. Não vai ter o preço mais barato, nem provavelmente o mais caro. Um ponto negativo desta estratégia, no entanto, é que você pode pagar taxas demais de compra. Atente-se a isto!

É importante pesquisar bastante antes de comprar moeda estrangeira. Hoje em dia este trabalho está muito facilitado com uma enorme oferta de sites e aplicativos que fazem este serviço por você. Dependendo do montante que comprar, você recebe o dinheiro em casa e sem taxa de entrega.

Caso você vá fazer um intercâmbio de longa duração, considere até abrir uma conta no país para o qual vai viajar. Enviar recursos para uma conta no exterior é mais barato, você fará a transferência pela taxa comercial, que é bem menor que o câmbio turismo, e pagará menos IOF. Agora, você precisa saber se o trabalho que terá para abrir a conta lá fora valerá a pena.

Evite ao máximo pagar contas no cartão de crédito, tente já levar a grana que utilizará já contigo, seja em forma de moeda, travellers check, cartão pré-pago ou enviando para uma conta lá fora. Gastar a mais no cartão de crédito deve ser sua última opção. O IOF é caro, a cotação é desfavorável e chance de você perder o controle é grande.

Feito tudo isso, a última dica que fica é: quem converte não se diverte!

Ivens Gasparotto Filho Ivens Gasparotto Filho

Planejador Financeiro

Atua há mais de 10 anos no mercado financeiro, trabalhando diretamente com investidores pessoa física e planejamento financeiro pessoal. É CFA charterholder, profissional certificado pelo CFA Institute, possui também a certificação de gestores CGA, da Anbima. Estudou Gestão de Portfólios de Ativos na London Business School, é pós-graduado em Finanças pela FGV e formado em Administração pela Universidade de Brasília.

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