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Mocinho ou vilão? Estamos falando do Certificado de Operações Estruturadas, ou simplesmente COE. É claro, você que é investidor e se interessa por alternativas de investimento nesse período de juros baixos, já deve ter ouvido falar desse tal COE. Muitas corretoras e bancos têm oferecido esse instrumento aos seus clientes de forma frequente nos últimos meses. Na realidade, o COE é uma modalidade bastante recente de investimento, sendo regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional em 2013, mas que ganhou bastante tração a partir de 2015.

O COE se destaca em relação aos seus pares por ser uma alternativa de investimento que mistura elementos da renda fixa e da variável. Além disso, pode estar lastreado em títulos do tesouro e em ações da bolsa de valores, se aproximando dos fundos multimercados. Contudo, se distanciam desse último, pois não há uma entidade legal — com CNPJ e tudo — para unir os investidores; na realidade, o rendimento do Certificado está vinculado ao desempenho dos ativos que formam sua carteira. É importante dizer que o COE é baseado num instrumento financeiro bastante conhecido na terra do Tio Sam e também na Europa: as Notas Estruturadas.

Tipos de COE

Dois tipos de aplicação de COE dominam as ofertas atuais: o de capital garantido, no qual o investidor não perde o principal investido, mas limita seus ganhos em caso de subida (ou descida) brusca dos ativos que compõe o certificado; e o de capital de risco, para o qual a perda está limitada ao valor investido, mas que, por outro lado, beneficia o investidor em caso de oscilações “acertadas” no ativo alvo. Pelo que se tem observado, o COE de capital garantido tem conquistado bastante espaço no mercado.

Embora a hype dos COEs seja bastante atual, o estoque de certificados perante outras alternativas de investimento ainda é consideravelmente baixa aqui no Brasil. Os números disponíveis na plataforma B3 não nos deixa mentir: em jul/2019, o estoque de COEs é de R$ 18,64 bilhões, conforme mostra o gráfico abaixo:

Esse número ainda é uma pequena fração de outros títulos mais conhecidos da renda fixa, como CDBs (R$ 875 bi), LCIs (R$ 156 bi) ou LCAs (R$149 bi). Ademais, eles estão no mesmo patamar dos ETFs — carteiras listadas em bolsa que reproduzem ativos — com R$ 15 bilhões de patrimônio e, por sua vez, subindo numa velocidade superior aos COEs.

Embora provoquem bastante polêmica, os COEs são uma opção a ser considerada para efeitos de diversificação de carteira; afinal, nada de deixar todos os ovos em uma cesta só, não é mesmo?

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