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As armadilhas das férias

Muitas pessoas passam o ano inteiro aguardando a chegada de uma época bem específica do ano: as férias. Tempo de relaxar, de curtir momentos em família, e, claro, de viajar! Porém, devemos ter muito cuidado para que essa época não se transforme em uma armadilha para o nosso orçamento. Aliás: armadilhas, no plural.

A primeira armadilha é endereçada, principalmente, aos assalariados, pois o pagamento das férias se dá de forma antecipada. Devido a isso, tem-se uma sensação de grande aumento na renda. É importante lembrar que, no fim do mês o funcionário não receberá novamente, dado que as férias não garantem um salário a mais – fora o do referente ao mês -, mas apenas o chamado terço adicional de férias juntamente daquele próximo salário que acaba sendo adiantado. Se não houver um destino claro para esse dinheiro a mais (ou controle sobre como o “orçamento de 60 dias” será destinado), como uma viagem, investimentos ou pagamento de dívidas, o dinheiro pode “sumir” com consumo supérfluo.

Os profissionais liberais também devem ficar especialmente atentos ao período de férias. Isso porque concomitante a um período de novos gastos, esse tipo de profissional acaba experimentando uma redução no seu nível de renda. Com maiores gastos e menores rendimentos, as contas podem não fechar. Deve-se enfatizar ainda que esse profissional não conta com certas vantagens trabalhistas, como 13º salário, férias remuneradas ou seguro-desemprego.

Outra armadilha é o aumento das despesas que vem junto ao “pacotão” de férias. Até para os que dizem que vão ficar todo o período em casa (reclusos) há uma certa modificação, mesmo que temporária, no padrão de gastos. Entre as modificações mais comuns, tem-se o aumento do gasto com energia elétrica, por exemplo, pelo maior tempo despendido vendo televisão ou utilizando o computador, pelo maior uso do ventilador, pelo aumento do número de vezes abrindo geladeira, entre outras. A despesa com alimentação também tende a aumentar, dado que em casa somos tentados, com maior frequência, a desfrutar dos alimentos de que mais gostamos de tempos em tempos.

Para os que viajam, a elevação dos gastos pode ser enorme, ainda mais se a viagem ocorrer de maneira atabalhoada, sem a realização de um bom planejamento. De maneira a evitar isso, devemos procurar saber sobre todos os custos com o deslocamento (combustível, passagens, pedágios), com a hospedagem (aluguel de imóvel, hotel, pensão), com a alimentação (mantimentos, restaurantes) e com imprevistos que podem ocorrer durante a viagem (gastos com remédios, multas). Assim, a próxima medida deve ser a de analisar a adequação da previsão feita com o orçamento que se tem em mãos.

Na prática, essas medidas de organização de gastos nas férias podem ser realizadas de forma bem simples. Tudo começa com caneta, papel e uma simples calculadora, ou uma planilha eletrônica, isso vai da preferência de cada um. Ter acesso a boas mídias de informação, como blogs destinados a economia e política, também são bons passos para trilhar antes do início das férias. Seja como for, os bons momentos trazidos com as férias devem vir com precaução e planejamento, para que seja evitado qualquer tipo de armadilha.

Parece “coisa de gente chata”, mas não seria uma boa aproveitar o início de um novo ano para colocar em prática novos (e mais eficientes) meios de fazer as mesmas coisas? Afinal de contas, o ano não precisa terminar nas férias!

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