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O leitor sabe como o Banco Central é uma das mais importantes instituições da economia brasileira. Ele é um dos mais importantes tenores que compõem as vozes do mercado financeiro de um país, tendo potência para mudar os humores com apenas um “grito”. De fato, o guardião da moeda é responsável por guiar grande parte das expectativas do mercado, principalmente em relação a taxa de juros, da inflação e até a taxa de câmbio.

Após um grande período em que os agentes do mercado desconfiavam bastante do chefe máximo dessa instituição, com dúvida se ele estava realmente comprometido a cumprir suas funções legais ou apenas atendendo interesse políticos, o país finalmente entrou numa era de Banco Central responsável. Após sair de uma inflação de 10,70% no final de 2015, encerramos o ano passado com incríveis 3,75%, inclusive abaixo da meta atual, de 4,25%.

A inflação é uma das armas mais letais que afetam a população de mais baixa renda, funcionando como um imposto sobre a moeda e afetando mais aqueles que não conseguem ou não sabem se proteger por meio de investimentos no mercado.

Esse novo cenário trouxe de volta a confiança do mercado na instituição, e ainda que tenha uma ou outra turbulência registrada, vem mostrando grande capacidade em fazer a manutenção desse cenário, além de avançar em outras frentes esquecidas pelas gestões anteriores, como é o caso da Agenda BC+, que busca enfrentar o problema dos altos spreads bancários, uma melhoria no Sistema Financeiro Nacional, legislação mais moderna e avanço na educação financeira das pessoas.

A situação ficou ainda melhor quando ocorreu a mudança da política monetária em outro Banco Central, fora do país. Quando o Federal Reserve (o BC dos EUA) mostrou e sinalizou que iria parar o seu ciclo de alta de juros, emitiu algumas mensagens, boas e ruins. Focando apenas em uma boa, a não elevação do juro americano diminui a pressão por alta de juros aqui no Brasil, o que ajuda na recuperação econômica e não eleva o risco de um país que está com as contas públicas em frangalhos.

O fato é que o ciclo do responsável por essas ações encerrou. Em fevereiro, Ilan Goldfajn passou o bastão para o mais novo banqueiro central, Roberto Campos Neto, neto de um dos maiores economistas que esse país já viu. Ainda assim, o fato de a casa estar mais arrumada que antes não significa que os desafios acabaram.

Os próximos meses serão repletos de desafios, dentre eles a aprovação (ou não) da Reforma da Previdência, o que irá afetar de forma única o mercado. No cenário positivo, em que uma boa reforma passe, há condições para o risco do país diminuir, o que reduz pressão na taxa de câmbio, nos juros e até na inflação.

Por outro lado, no caso extremo, a não aprovação (ou aprovação de uma versão muito frouxa) pode gerar um novo caos na economia, correndo o risco de até uma nova crise econômica. O risco do país iria para a lua, o que geraria forte pressão no câmbio e por sua vez nas expectativas de inflação do país. O remédio amargo seria uma forte dose de alta de juros.

Ainda assim, há mais segurança quanto as decisões da nova gestão do banco central, ressaltando que há bastante confiança

no mercado de que eles não serão pegos de surpresa e a decisão mais racional e técnica será tomada ao menos por essa instituição.

O novo faroleiro da instituição tem que estar bem ligado para operar um dos mais importantes faróis da economia brasileira, visto que em terras brasileiras uma tempestade pode chegar sem avisar a qualquer instante.

 

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