5 motivos para investir em previdência privada

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Início de ano e hora de adquirir bons hábitos. Todos já sabemos que a melhor, ou talvez a única, forma de se adquirir um bom hábito é repeti-lo até que vire rotina. Você já vai entender onde a Previdência Privada pode chegar.

Sei que isso não é fácil, se fosse todos fariam. Por isso, é muito importante se valer de atalhos para facilitar a adoção destes hábitos. Estes são os famosos nudges, ou empurrõezinhos, conceito que rendeu um Nobel de economia a Richard Thaller e que diz que é possível influenciar algum aspecto da arquitetura de escolhas dos indivíduos para alterar seus comportamentos sem que seja por meio de proibição, ordem ou algum incentivo econômico diferenciado.

Mas o que isso tem a ver com os motivos para se contratar um plano de previdência privada?

Em minha opinião, tudo! Um dos principais benefícios de se fazer um plano de previdência privada é o fato de você conseguir cadastrá-lo em débito em conta. Você cadastra o débito e, da noite para o dia, passa a pagar a si mesmo primeiro, como manda o homem mais rico da babilônia ou o Pai Rico. Isso é muito poderoso!

Sendo assim, vamos aos 5 motivos para se contratar um plano de previdência privada:

Automatização de seus investimentos

É o que acabei de explicar. Você cadastra o débito em conta e todo mês, faça chuva ou faça sol, você poupará. Você sabe que não pode mais contar com aquele valor e vai se agradecer muito no futuro por ter feito isso.

Ausência de come-cotas

Os fundos de previdência privada sejam eles do tipo PGBL ou VGBL não possuem a incidência do imposto come-cotas. Para quem não sabe, o come-cotas é um imposto que incide sobre algumas categorias de fundos de investimentos, como renda fixa e multimercados, na qual o governo antecipa, semestralmente, a alíquota de imposto de renda devida pelo investidor. No longo prazo, isso significa menos dinheiro rendendo sob juros compostos. Como os fundos de previdência não possuem tal imposto, em situações iguais de rentabilidade e de aportes, o saldo final de um fundo de previdência será maior. Entenda mais como funciona o come-cotas.

Benefícios sucessórios

Quando você contrata um fundo de previdência privada, você pode designar livremente quem serão as pessoas que receberão aquele dinheiro caso algo lhe aconteça. Os recursos aplicados em previdência privada não entram no processo de inventário, por isso, esse tipo de aplicação é muito utilizada como ferramenta de planejamento sucessório.

Portabilidade

Imagine que você escolheu um fundo de investimento que não está indo bem ou decidiu que é momento de sair da renda fixa e ir para ações. Em todas as classes de investimentos, você precisará vender o primeiro ativo, pagar impostos e aplicar este montante menor (porque você pagou impostos) no novo produto desejado. Com a previdência privada, este processo é otimizado. Quando você faz a portabilidade, isto é, transfere recursos de um fundo para outro, seja na mesma seguradora ou para outra seguradora, você não paga impostos. Seu dinheiro não é resgatado, ele é apenas transferido de um plano para outro, sem que você seja tributado e sem que perca as características do regime tributário escolhido. Isso significa liberdade de escolha para você.

Ótimos fundos e gestores

Nos últimos anos, os fundos de previdência privada deixaram de ser o patinho feio da indústria financeira e viraram a menina dos olhos das principais gestoras de recursos do país. Os principais gestores oferecem ótimos fundos de previdência privada para os mais diversos perfis de investidores e com as mais diversas estratégias de investimentos. Os fundos de previdência passaram a ser uma excelente forma de ter seu dinheiro gerido pelos maiores administradores de fortunas do Brasil.

Ivens Gasparotto Filho Ivens Gasparotto Filho

Diretor Técnico

Atua há mais de 10 anos no mercado financeiro, trabalhando diretamente com investidores pessoa física e planejamento financeiro pessoal. É CFA charterholder, profissional certificado pelo CFA Institute, possui também a certificação de gestores CGA, da Anbima. Estudou Gestão de Portfólios de Ativos na London Business School, é pós-graduado em Finanças pela FGV e formado em Administração pela Universidade de Brasília.

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