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5 dicas do que fazer com a restituição do IR

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Nesta segunda-feira, a Receita Federal liberou o primeiro lote de restituição do Imposto de Renda para Pessoas Físicas. Neste primeiro lote serão contemplados os contribuintes idosos e aqueles com algum tipo de deficiência ou doença grave. Mais de dois milhões e meio de contribuintes receberão cerca de R$ 5,1 bilhões nesta primeira rodada de restituições.

A dúvida que surge agora é: o que fazer com este dinheiro?

Para boa parte dos contribuintes deste primeiro lote, o dinheiro servirá como uma renda adicional para custear despesas médicas e com remédios. Despesas estas que correspondem a uma parte relevante dos gastos mensais para estes contribuintes.

Outra boa parte dos contribuintes deste e de lotes futuros utilizarão os recursos para pagar dívidas passadas. No atual cenário nacional em que as taxas de juros para investimentos estão mais baixas por conta da queda da Taxa Selic, porém o custo de dívidas como cheque especial, cartão de crédito e consignado não caiu na mesma medida, este uso para a restituição é bastante racional.

Agora, se você se organizou e este dinheiro estará sobrando em sua conta: Parabéns! Você tem uma grande oportunidade em mãos. Aqui vão algumas opções para você utilizar bem sua restituição e fazer seu patrimônio crescer ainda mais.

1 – PGBL

Se você engorda todo ano sua restituição por meio de contribuições para um plano PGBL, você pode manter a estratégia vencedora e continuar contribuindo com o PGBL e, assim, diferir impostos e fazer com que este dinheiro trabalhe para você e não para o Governo.

2 – VGBL

Se você já se programou para contribuir com 12% de sua renda tributável neste ano e não vai utilizar a restituição para isso: ótimo! Você pode aplicar este valor numa previdência do tipo VGBL e aproveitar de benefício como ausência de come-cotas, alíquota de imposto regressiva, livre designação de beneficiários ou a possibilidade de portabilidade de recursos.

3 – COE (Certificado de Operações Estruturadas)

Você pode buscar estratégias diferenciadas, com capital protegido e prazos de carência maiores para este recurso adicional comprando Certificado de Operações Estruturadas, os COEs.

4 – Títulos de longo prazo ou ações

Na mesma linha de raciocínio, pensando em prazos maiores para suas aplicações, você pode considerar comprar títulos de renda fixa com vencimentos mais longos ou prazos de carência maiores a fim de buscar uma maior rentabilidade ou, ainda, se você tiver perfil para risco, que tal montar uma carteira de ações ou comprar cotas de um bom fundo de investimentos em ações?

5 – Liquidez

Agora, se você não tem tanta certeza de que este dinheiro pode ficar aplicado por um prazo maior ou acha que pode surgir algum imprevisto e você precisar do dinheiro de uma hora para outra, procure um bom fundo com resgate rápido e baixo risco, como o Guide Cash, por exemplo, que tem um mínimo de R$100, rentabilidade acima do CDI e resgate em um dia. Sem dúvida alguma isso será muito melhor do que deixar o dinheiro na famigerada poupança.

Ivens Gasparotto Filho Ivens Gasparotto Filho

Planejador Financeiro

Atua há mais de 10 anos no mercado financeiro, trabalhando diretamente com investidores pessoa física e planejamento financeiro pessoal. É CFA charterholder, profissional certificado pelo CFA Institute, possui também a certificação de gestores CGA, da Anbima. Estudou Gestão de Portfólios de Ativos na London Business School, é pós-graduado em Finanças pela FGV e formado em Administração pela Universidade de Brasília.

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