4 pontos para escolher onde investir

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O que devemos olhar antes de começar a investir? Além de considerar questões como perfil de risco, horizonte de investimento e liquidez, o investidor precisa considerar em qual corretora operar e entender quais são as garantias que ele terá por trás de cada investimento. Aqui, alguns pontos – não exaustivos – para considerar na hora de investir em ativos de renda fixa, bolsa (ativos negociados na B3) e fundos de investimento. Falo aqui de 4 tópicos importantes. 

Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

É uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, que permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, até determinado valor, em caso de intervenção, de liquidação ou de falência. Garante ativos como CDB, LC, LCA, LCI, entre outros, até R$250 mil (e considerando um “teto” de R$1 milhão, a cada período de 4 anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ). Serve, portanto, como uma garantia para o investidor, em caso de evento inesperado de crédito. 

CETIP Certifica

É a certificação que comprova o registro, na Cetip, da aplicação do cliente, identificando o CPF (ou CNPJ, se for empresa) em determinados investimentos. Exemplos? CDB, CRI, CRA, LC, LCA, LCI, debêntures, entre outros. Em nossa caso, este “selo” diz que a Guide registra, obrigatoriamente, os investimentos na Cetip (mesmo que não seja legalmente obrigatório). Desta forma, o investidor consegue consultar seus ativos no portal Cetip Meus Investimentos, e tem a certeza que os ativos estão em seu “nome”, dando maior transparência e segurança. 

Programa de Qualificação Operacional (PQO)

É uma iniciativa para avaliar e reconhecer a qualidade dos serviços prestados pelas corretoras e bancos que atuam nos mercados administrados pela Bolsa. Profissionais de áreas como Operações, Compliance, Risco, Back Office, entre outras, são passíveis de certificação. Em suma: é um programa que funciona como mais um “selo” de qualidade. A Guide Investimentos é uma das corretoras certificadas como Agro Broker, Execution Broker, Retail Broker e Nonresident Investor Broker. 

 E quanto aos fundos de investimento? 

Ao considerar investir num fundo, o investidor precisa estar atento ao seu regulamento, que limita a atuação do(s) gestor(es). Há diversos perfis de risco, e, mesmo dentro de uma determinada classe – como a dos “fundos multimercados” –, há uma diversa gama de ativos, volatilidade, e exposições a mercados. A Guide, neste caso, faz uma seleção criteriosa de gestoras e fundos, colocando em sua plataforma apenas àqueles que temos conforto em recomendar. Aqui, há diversas questões a serem consideradas, incluindo histórico do fundo e da equipe, tempo de trabalho em conjunto, controle de riscos, respeito ao mandato, e taxas de administração e performance cobradas, entre outras.

Além da gestora e do distribuidor (neste caso, a Guide), há outros 2 participantes importantes neste mercado: o “administrador” e o “custodiante”. O administrador é responsável por todo o Back Office do fundo, incluindo o cálculo do valor da cota. Já o “custodiante” é um banco responsável por “guardar” e liquidar os ativos do fundo.

Em suma: estes são 4 pontos que devem ser considerados no momento em que se escolhe uma corretora e ativos para investir. Não é uma lista exaustiva, mas são bons pontos de partida. Entender estes conceitos é importante. No final das contas, é preciso deixar claro para o investidor que há opções muito atrativas fora do “grande banco”. É preciso informá-lo melhor. Assim, será possível buscar alternativas mais rentáveis sem incorrer em mais riscos. Num cenário de juros ainda baixos – em nossa opinião, a Selic continuará em 6,50% por mais tempo –, torna-se ainda mais relevante dar atenção a seus investimentos.

O caso americano é uma boa referência para o mercado brasileiro. Lá, é a minoria das pessoas que deixa os seus investimentos nos “grandes bancos”. A maioria usa casa menores, especializadas em investimentos, e que lhe garantem melhores informações e rentabilidade. No Brasil, ainda é o oposto (veja o gráfico a seguir), mas tudo indica que isto irá mudar nos próximos anos… 

grafico comparando o tamanho do mercado de investimentos bancos vs corretoras

Ignacio Crespo Ignacio Crespo

Economista

Mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/EPGE), e graduado em Ciências Econômicas pelo INSPER. Foi professor assistente do Mestrado Profissional em Economia do INSPER, ministrando aulas sobre Macroeconomia e Política Monetária. De 2013 até agosto de 2018 atuou como economista-chefe da Guide Investimentos. Desde então, atua como consultor externo da Guide.

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