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2018 o ano das decisões

 

O ano que acabou de começar tem sido chamado na mídia de o ano das eleições, mas eu o daria outro nome, 2018 é o ano das decisões, afinal de contas, eleger um político nada mais é que decidir. Porém, a grande decisão que você irá tomar em 2018 não é em quem votar, mas, sobre os seus investimentos.

Recorrendo a astrologia podemos ver como os astros financeiros estavam alinhados ao final de 2017, impactando diretamente as finanças ascendentes em 2018.

Em 2017 a taxa básica de juros, a Selic, despencou de 11,25% para 7%, em 12 meses. Podemos dizer, a grosso modo, que a renda fixa perdeu 4,25 pontos percentuais de rendimento, isto é uma queda de 37,78% no rendimento de algum produto que segue o CDI (que segue a Selic). Em 2018, ela deve ir a mínima de 6,5% ao longo do ano e depois recuperar a marca de 7% novamente.

Enquanto a bolsa se valorizou 26% em 2017. Deixando claro que o cenário agora é de que quem toma mais risco será remunerado de acordo. Além de ter começado 2018 batendo recordes.

Logo, dado o alinhamento dos astros no início de 2018, ops, digo do preço dos ativos, você precisará decidir se vai aceitar alguma aplicação com apenas 100% do CDI ou se vai tomar mais risco e ir/aumentar sua posição em bolsa em busca de retornos melhores.

A decisão parece fácil né: Mas não é, está longe de ser, apesar da bolsa ter começado 2018 sem ressaca (ao contrário de boa parte do país), o ano promete bastante volatilidade (o famoso sobe desce), graças a eleição. E a renda fixa, já vimos que não anda tão saborosa quanto a ceia de fim de ano.

Então o que você precisa decidir o que é melhor pra você. O primeiro passo é sempre voltar as origens intelectuais do seu investimento. Por que você investe? Qual o prazo? Perguntas simples que fazemos quando começamos a poupar dinheiro de forma séria, mas que acabamos por esquecê-las ao longo do caminho.

Se for pra comprar um imóvel daqui 10 anos ou se aposentar em 30 anos, você não precisa ficar tão nervoso com 2018, no longo prazo a volatilidade é mitigada e você pode partir pra algo mais arriscado hoje. E o sobe desce eleitoral pouco irá lhe incomodar.

Se o seu foco é usar o dinheiro para viajar no final do ano, dar entrada em alguma coisa ou até mesmo ter uma reserva de curto prazo que rende mais que a poupancinha, então você deve esbravejar quando lhe oferecem algo com 100% do CDI, e ir em busca de coisa melhor na renda fixa (dica: ainda tem coisa boa no tesouro direto). Ficar longe da renda variável, pode lhe custar alguma oportunidade de fazer mais dinheiro, mas lhe poupará dores de cabeça no período eleitoral.

Outra importante decisão, completamente de longo prazo, mas que cabe ser feita em 2018, é a sua previdência. Apesar do governo em 2017 não ter conseguido passar a reforma, ela estará de volta em 2018. A classe política precisa decidir se salva o país do caos fiscal. Mas antes mesmo da reforma ser aprovada, você já deve fazer a sua própria. Tome essa decisão em 2018, se ainda não tomou.

As decisões tomadas agora em janeiro com certeza refletirão a situação da suas finanças na próxima vez que a terra terminar um giro completo ao redor do sol. Mas não precisa recorrer ao horóscopo, basta acompanhar os relatórios da equipe da Guide, diariamente, de forma diligente, eles mapeiam os astros, digo os mercados.

Victor Candido para Guide Investimentos

Victor Candido Victor Candido

Economista

Mestrando em economia pela Universidade de Brasília - UnB. Já trabalhou no mercado financeiro na área de pesquisa e operações. Foi pesquisador do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas. É formado em economia pela Universidade Federal de Viçosa.

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