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Segundo Tempo: sem clareza

Introdução: No exterior, as bolsas de EUA vão mostrando direções pouco claras, em dia de agenda fraca. O dólar e os juros das Treasuries recuam. Para o médio prazo, expectativa de alta de juros nos EUA, e de desregulamentação do sistema financeira por lá, agitam os mercados. No Brasil, mercados sem direções muito claras são o reflexo do exterior.


CENÁRIO EXTERNO: DIA DE AGENDA FRACA.

O “básico” dos mercados… As bolsas da Europa fecharam em alta. O índice Stoxx 600 fechou com alta de 0,25%, e ainda acumula queda de 2,56% no ano (performance em euros). Em dólares, o índice está no zero a zero. Nos EUA, as bolsas operam sem direções claras. Commodities ainda operam com viés baixista. O barril do brent, por exemplo, oscila na casa dos US$64. O dólar e os juros das Treasuries operam em baixa.

Desregulamentação do sistema financeiro… Em curso, está o plano para revisar a regulação financeira, imposta de forma mais rígida desde 2010. Em sua maioria, à frente desta bandeira, estão os republicanos, embora o apoio democrata pareça ser, ao menos até aqui, suficiente para tirar tais medidas do papel. Embora estas medidas possam aumentar o risco no médio/longo prazo, acreditamos que possam dar maior ânimo ao setor financeiro à frente.

Mais inovador: China ou EUA? China ou EUA? Um interessante post no blog do Fed de St. Louis foi divulgado hoje. Ao relacionar o percentual do PIB utilizado para investir em P&D, percebe-se que os EUA ainda estão à frente, embora a China a esteja alcançado rapidamente. Quando o quesito é “número de patentes” solicitadas – embora tenda a ser correlacionada com a 1ª variável –, a China lidera os EUA. Os críticos argumentam que a qualidade destas deveria ser levada em conta; e que o governo teve papel importante em incentivar a atividade.


BRASIL: “CENTRO” AINDA É DÚVIDA; MERCADOS LOCAIS SEM DIREÇÕES MUITO CLARAS.

Corrida eleitoral: a dúvida do “centro”… Como falamos pela manhã, a falta de definição dos candidatos do chamado “centro” é algo que contribui para manter o nível de incerteza alto por aqui. Meirelles, em entrevista, afirmou uma união em torno de uma única candidatura de “dentro” poderia ser vista como “artificial”. Tem, como temos dito, até o dia 7 de abril para definir a sua situação.

Mercados… A percepção de risco país (CDS de 5 anos) recua mais de 1%, ao redor de 144 pontos base. Sem direções claras vindas do exterior (dia fraco em termos de agenda dos EUA), ativos locais perdem seus “gatilhos”. O Ibovespa, ainda assim, mostra resiliência. O real tem alguma depreciação; os DIs mais curto ainda têm viés baixista, enquanto os mais longos seguem próximos à estabilidade.


    Sobre as oscilações do pregão:

    Ibovespa: +0,51%, aos 86.811 pontos;
    Real/Dólar: +0,13%, cotado a R$3,259;
    Dólar Index: -0,21%, 89,908;
    DI Jan/21: : -01 pontos base; 8,240%;
    S&P 500: -0,12%, aos 2.783pontos;

    *Por volta das 15h57, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

    Contatos

    Renda Variável*


    Luis Gustavo Pereira – CNPI
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    Equipe Econômica

    Ignácio Crespo
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    Rafael Gad
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    Ignacio Crespo Ignacio Crespo

    Economista

    Mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/EPGE) e em Finanças pela Barcelona Graduate School of Economics (BGSE). Graduado em Ciências Econômicas pelo INSPER. Entre 2013 e 2018, atuou como economista da Guide Investimentos, cobrindo o mercado doméstico e os internacionais, e sendo um dos responsáveis do asset allocation dos clientes. Desde 2018, atua como consultor Guide Investimentos, cobrindo principais eventos do cenário internacional e escrevendo artigos semanais para o blog.

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