Introdução: O exterior segue mais favorável para ativos de risco. Assim, as bolsas dos EUA, e da Europa, sobem. O dólar perde forças frente aos seus pares, e emergentes; e commodities também tem dia de ganhos. Aqui, no Brasil, Ibovespa avança, em linha com seus pares internacionais; enquanto os DI recuam. No front político, Alexandre de Moraes, do STF, foi sorteado como o relator do pedido de liberdade do ex presidente Lula.


CENÁRIO EXTERNO: MENOR AVERSÃO À RISCO PREVALECE.

Mercados…  As bolsas da Europa mantêm boa sessão, e sobem. O dólar ainda mais fraco frente a principais pares, e frente às moedas dos emergentes. As commodities permanecem no campo positivo. Em especial, o brent sobe quase 2%, com o barril ao redor de US$ 79. Os juros das Treasuries sobem: os papéis de 10 anos oscilam ao redor de 2,83%. Nos EUA, Dow Jones e S&P 500 sobem. É, em suma, um dia positivo para ativos de risco.

Na Europa: imigração… Em Bruxelas, líderes da União Europeia chegaram a um acordo sobre a imigração. Entre os destaques, os líderes concordaram em (i) compartilhar – de maneira voluntária – os refugiados que chegarem ao bloco; e (ii) criar “centros de controle”, na própria região da EU, para processar solicitações de asilos. Mais: concordaram, também, em dividir a responsabilidade por imigrantes resgatados no mar (um pedido feito pelos italianos). Mesmo assim, Angela Merkel admitiu que ainda há divergências a serem discutidas.

“O bloco ainda tem muito trabalho a fazer para equilibrar as visões diferentes”, disse Angela Merkel, após reunião da cúpula da UE.

Nos EUA: setor financeiro… Os bancos americanos são destaques positivos da sessão, após anunciarem novas recompras de ação e aumento de dividendos. Bank of America, Citigroup e o J.P.Morgan Chase tinham alta mais de 1%, enquanto o Wells Fargo avançava mais de 4%. O Goldman Sachs e o Morgan Stanley, por outro lado, operavam próximos da estabilidade, após o Fed limitar — ambos os bancos — a aumentarem seu pagamento de dividendos.


BRASIL: MERCADOS BRASIL: IBOVESPA SOBE; DIS RECUAM.

O Ibovespa em recuperação… O Ibovespa tem novo dia de ganhos, e opera no campo positivo nesta tarde. O índice oscila na marca dos 72-73 mil pontos. O ambiente externo, mesmo com volatilidade, segue fazendo “preço” por aqui. A melhora das commodities também é algo que ajuda (é claro!). A alta do índice é impulsionada por Petrobras, Vale e setor financeiro. Na outra ponta, Embraer é destaque de baixa, pressionada pela liminar concedida pelo ministro do STF, Ricardo Lewandowski (leia mais no Guide Empresas).

Moraes é o escolhido… O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado como o relator do pedido de liberdade de Lula, movido pela defesa do próprio ex-presidente. O sorteio foi realizado pelo sistema eletrônico do STF, entre todos os ministros da Corte. Os advogados de Lula querem uma liminar para suspender, por ora, a execução da pena. O pedido é para que Lula aguarde em liberdade o julgamento do recurso contra condenação no caso do triplex do Guarujá. A notícia foi bem recebida pelo mercado. Afinal, em abril, Moraes votou contra o habeas corpus de Lula no plenário da Corte.

Risco-Lula no radar… Independente da decisão de Alexandre de Moraes, o ex presidente Lula poderá seguir com os planos de registrar sua candidatura à Presidência no TSE. O prazo é até o dia 15 de agosto. Ainda assim, as chances de Lula como candidato são “praticamente nulas”. Afinal, Lula deverá sem enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que o impedirá de concorrer ao Planalto. Uma vez negado o registro, o partido poderá ainda recorrer da decisão do STF.

Imposto sindical… O STF julgou constitucional o dispositivo da reforma trabalhista que acabou com a obrigatoriedade do imposto sindical. Este foi o 1º julgamento de ações que contestavam mudanças na CLT aprovadas no ano passado. Os ministros que votaram para manter o recolhimento facultativo foram: Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello e Carmen Lúcia. 

Na agenda de hoje… O setor público consolidado, em maio, apresentou um déficit de R$ 8,2 bilhões. O resultado veio abaixo do déficit previsto pelo consenso Bloomberg, de R$ 12,2 bilhões. Vale comentar: este foi o melhor resultado consolidado para os meses de maio desde 2011. Por trás deste déficit menor está o bom desempenho das empresas estatais.

Mais sobre os mercados… Em linha com o esperado, o dólar opera próximo da estabilidade e os DIs mantém um viés mais baixista, seguindo o exterior que observou a uma leve melhora. O CDS de 5 anos, que mede a percepção de risco país, sobe 1,37% (ao redor de 270 pontos base, por volta das 15h), seguindo o movimento dos demais emergentes e fluxo de notícias positivas no mercado doméstico.


    Sobre as oscilações do pregão:

    Ibovespa: : 0,72%, aos 72.285 pontos;
    Real/Dólar: +0,20%, cotado a R$3,869;
    Dólar Index: : -0,76%, 94,584;
    DI Jan/21: -02 pontos base; 9,330%;
    S&P 500: +0,80%, aos 2.738 pontos.

    *Por volta das 15h32, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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    Rafael Gad Passos Rafael Gad Passos

    Equipe Econômica

    Graduado em Administração de Empresas na ESPM. Possui certificação de Mercado de Ações (BMF&Bovespa). Possui experiência na área de análise do Banco Bradesco Investimentos e atualmente faz parte da equipe de Research da Guide Investimentos, com foco nas empresas do Ibovespa.

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