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Segundo Tempo: Lá fora, novembro é Azul

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Introdução: O cenário externo dá continuidade ao quadro observado mais cedo. As bolsas da Europa encerram o dia no terreno positivo, enquanto os mercados de Nova York também operam com leve ganhos. As atenções dos investidores se voltam à decisão do Fed e aos dados mais positivos da economia americana. Quanto às commodities, o petróleo opera com volatilidade. Por aqui, o Ibovespa avança, e segue acima dos 74 mil pontos. Dólar têm pressões baixistas, enquanto DIs avançam. Do lado político, os agentes de mercados acompanham o retorno de Temer ao Planalto e os avanços das (possíveis) reformas.


CENÁRIO EXTERNO: EUROPA E NOVA YORK COM GANHOS.

Novembro Azul. As bolsas, não só da Europa, mas também dos EUA, operam com ganhos neste início de novembro. O dólar perde forças frente às moedas do G-10 e emergentes, enquanto as commodities de energia seguem registrando uma sessão mais negativa. Na sessão desta 4ª, os resultados econômicos americanos e a expectativa da decisão do Fed estão no centro das atenções dos investidores.

Uma agenda mais positiva… A agenda econômica dos EUA foi agitada nesta manhã, e trouxe números positivos. Registre-se: segundo pesquisa ADP, houve uma criação de 235 mil novos postos de trabalho em outubro, enquanto o mercado esperava uma criação de 200 mil vagas. Aqui, vale lembrar que o dado é considerado uma prévia do relatório mensal de empregos (payroll), previsto para sair nesta 6ª (03).

E suas consequências. Por sinal, os dados americanos seguem contribuindo para o otimismo da região, que tem mostrado uma economia mais forte. Isto, aliás, é algo que temos comentado nos últimos meses. A melhora da economia americana pode gerar uma pressão inflacionária, e assim, realizar um aperto monetário mais rápido do que o previsto. Seja como for, os dados americanos seguem contribuindo para as expectativas de um juros americanos mais altos.

Falando de juros,… Os investidores seguem à expectativa da decisão das taxas de juros americana. Em suma, não esperamos grandes surpresas para hoje. Conforme falamos mais cedo, no Mercados Hoje, o Fed deve optar pela manutenção das atuais taxas de juros (entre 1,00-1,25% a.a.). O ponto de atenção fica para a próxima reunião, dias 21 e 13 de dezembro, onde o BC americano pode, finalmente, decidir elevar os juros em 0,25-0,5p.p..

De olho no Trump. Ainda sobre o Fed, os agentes de mercado aguardam a decisão do Trump para a escolha do novo presidente da instituição. Hoje, o presidente americano afirmou que o anuncio sobre o novo nome a comandar o Fed será na tarde desta 5ª (03/11), e que “as pessoas ficarão impressionadas” com sua decisão. Por se tratar de Donald, suas falas pouco mexeram com os mercados. Seja como for, as apostas continuam.

O sobe e desce do barril. Entre as commodities, o petróleo segue com forte volatilidade. A commodity abriu a sessão no terreno positivo, mas passou a operar em baixa após dados mistos da API (relatório que mostra os estoques e produção dos EUA). Destaque positivo para os estoques de petróleo, que recuaram 2.435 mil de barris na semana, acima do esperado pelo mercado (queda de 1,2 milhão de barris). Por outro lado, os estoques de destilados vieram abaixo do consenso.


BRASIL: IBOVESPA E DIS EM ALTA, DÓLAR EM BAIXA.

No positivo. Aqui, o Ibovespa recupera o fôlego, após encerrar o mês de outubro próximo da estabilidade, e avança na sessão do pré-feriado. O índice opera acima dos 74 mil pontos, e se sustenta com MRV3, SANB11, WEGE3 e VALE3 – esta última em linha com a valorização do minério de Ferro. Do lado negativo, destacam-se os papéis da Eletrobrás, em meio a possibilidade de a proposta de privatização da estatal ocorrer via projeto de lei. 

De volta aos trabalhos. Hoje, o presidente Temer retornou ao Palácio do Planalto. Antes disso, passou pelo Palácio do Jaburu. A volta do presidente ao seu gabinete na capital federal ocorre após cirurgia realizada no início da semana, em São Paulo. Agora, as atenções devem se concentrar com as medidas do ajustes fiscal e reforma da Previdência.

Falando de Previdência,… Hoje, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em entrevista a CBN, afirmou ser necessário aprovar a Previdência ainda neste ano, já que em 2018 é ano de eleições. Aliás, isto é algo que Meireles tem enfatizado nos últimos meses. Em sua entrevista, ainda ressaltou que, caso necessário, o governo deve realizar novos cortes de gastos. Mesmo assim, deixou claro que o Orçamento de 2018 deverá ser cumprido. “Mas corte não é a solução mais adequada”, disse o ministro.

Eunício & Maia.  O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pretende se reunir com Eunício Oliveira assim que retornar da viagem ao Oriente Médio e à Europa. O motivo? Os dois devem discutir projetos que estão em análise atrasada pelos deputados, além de tentar “apaziguar” os conflitos de integrantes de ambas as casas.

Dólar & DI’s.  Por fim, o dólar segue com viés de baixa na sessão, em linha com o desempenho misto frente às moedas emergentes, à espera da decisão do Fed. Já os DIs seguem em alta, refletindo a cautela dos investidores com a agenda econômica local.

 Rafael Gad Passos – Equipe Econômica


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,08%, aos 74.038 pontos;
Real/Dólar: -0,06%, cotado a R$3,269;
Dólar Index: +0,16%, 94,705;
DI Jan/21: +11 pontos base; 9,290%;
S&P 500: +0,09%, aos 2.577 pontos.

*Por volta das 15h18, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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Rafael Gad Passos Rafael Gad Passos

Equipe Econômica

Graduado em Administração de Empresas na ESPM. Possui certificação de Mercado de Ações (BMF&Bovespa). Possui experiência na área de análise do Banco Bradesco Investimentos e atualmente faz parte da equipe de Research da Guide Investimentos, com foco nas empresas do Ibovespa.

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