Segundo Tempo: expectativas revisadas

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Introdução: As bolsas de EUA e Europa operam em viés baixista. O dólar opera em baixa ao redor do mundo, e commodities também tem dia mais negativo. Investidores acompanham o encontro entre Trump e Vladimir Putin, presidente da Rússia. Por aqui, o Ibovespa tem ligeira baixa, influenciada pela queda da Vale e Petrobras. O Dólar segue próximo da estabilidade, e os DIs — mais curtos — tem dia de baixa, em linha com o quadro externo.


CENÁRIO EXTERNO: DIA MAIS NEGATIVO PARA AS BOLSAS GLOBAIS.

Mercados… As bolsas dos EUA recuam, acompanhando as quedas das bolsas da Europa e Ásia. O dólar segue misto no exterior; enquanto os juros das Treasuries, assim como nesta manhã, apresentam alguma pressão altista (10 anos ~2,86%). As commodities também tem dia mais negativo. O brent, em especial, recua mais de 4%, e segue na casa dos US$72/barril. A volatilidade, medida pelo índice VIX, sobe cerca de 4% (por volta das 13h).

Sobre o encontro… A reunião entre Trump e Putin, transcorreu “muito bem” e foi “profundamente produtiva”, como afirmou o presidente norte americano. Não trouxe grande surpresas. Após quase duas horas de conversa privada, os líderes responderam a perguntas de jornalistas. Além da relação EUA e Rússia, pautas como as eleições americanas de 2016, o desarmamento nuclear, guerra da Síria e a questão da segurança em Israel fizeram parte do encontro.


BRASIL: IBOVESPA RECUA EM DIA DE VENCIMENTO DE OPÇÕES SOBRE AÇÕES.

76 mil pontos… O Ibovespa interrompe a sequência de ganhos da última semana, e recua, puxado pelos papéis de B3, Itaú, Vale e Petrobras. Do lado positivo, destacam-se os papéis da Ambev, Embraer e Suzano. O índice opera com volume mais forte, por conta do vencimento de opções sobre ações. O movimento atingiu R$ 4 bi, mas ainda inferior aos R$ 5,5 bi registrados no último exercício.

Destaques do Ibov… O fluxo de notícias corporativas influencia no movimento do Ibovespa. Entre os destaques: (1) Embraer sobe após anunciar contrato de ordem firme de 25 jatos da família E175 com a United Airlines; (2) Gol amplia os ganhos após anúncio de um novo contrato com a Boeing para a aquisição adicional de 15 jatos 737-MAX 8 – algo que reforça a estratégia de reduzir custos operacionais operando uma frota padronizada e uma malha integrada; e, na ponta oposta, (3) Petrobras e Vale recuam em linha com o quadro mais negativo para as commodities. Confira mais no Guide Empresas.

Mais sobre os mercados… A percepção de risco-país, medida pelo CDS de 5 anos, recua (o ativo cai 1%, ao redor de 246 pontos base), em dia mais “ameno” no exterior. Na mesma linha, os DIs — vértices mais curtas — também recuam. Por outro lado, o real opera mais estável frente ao dólar (embora tenha perdido fôlego nas últimas horas). Ainda é dia misto para o dólar, quando confrontado com as moedas dos países emergentes. Os mercados locais, portanto, seguem tendências que apontamos mais cedo, em nosso Mercados Hoje: “dólar pode se beneficiar do quadro externo (viés baixista), mas a bolsa não deve apresentar muito fôlego (viés baixista)”.

Expectativas revisadas… O FMI reduziu em 0,5 p.p. sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2018. Incertezas políticas e os efeitos das paralizações da greve dos caminhoneiros foram os motivos da revisão do PIB deste ano. Por ora, a instituição espera que o Brasil cresça 1,8% em 2018. Perspectiva para o país bem aquém da expectativa esperada para os mercados emergentes, diga-se de passagem. Para 2019, o FMI manteve a projeção feita em abril, de expansão de 2,5%.

De olho nas convenções… No front político, seguem ainda as negociações de Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência, com líderes do chamado “Centrão” – que reúne DEM, PP, Solidariedade e PRB. Falamos disto no Mercados Hoje . O período de convenções partidárias começa nesta semana (20 de julho) até o início de agosto (domingo, dia 05). O quadro segue em aberto, com Bolsonaro (PSL) e Ciro (PDT) entre os mais competitivos.

Em suma: Diante de um cenário internacional menos claro — embora ainda relativamente favorável –, os ativos locais perdem algo de fôlego. Com Brasília em “recesso” continuará sendo fundamental acompanhar o cenário externo nas próximas semanas. Por aqui, ficaremos de olho nas possíveis alianças partidárias para as eleições de outubro. Isto é algo que deve deixar os ativos de riscos mais voláteis nesse curto prazo.


    Sobre as oscilações do pregão:

    SOBRE O FECHAMENTO DO ÚLTIMO PREGÃO:

    Ibovespa: : -0,35%, aos 76.329 pontos;
    Real/Dólar: -0,03%, cotado a R$3,862;
    Dólar Index: -0,16%, 94,523;
    DI Jan/21: -03 pontos base; 9,180%;
    S&P 500: -0,05%, aos 2.799 pontos.

    *Por volta das 14h14, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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    Rafael Gad Passos Rafael Gad Passos

    Equipe Econômica

    Graduado em Administração de Empresas na ESPM. Possui certificação de Mercado de Ações (BMF&Bovespa). Possui experiência na área de análise do Banco Bradesco Investimentos e atualmente faz parte da equipe de Research da Guide Investimentos, com foco nas empresas do Ibovespa.

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