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Segundo Tempo: “é isso que faremos”

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Introdução: Os mercados internacionais apresentam maior aversão a risco. As bolsas da Europa recuam, em meio às tensões envolvendo Catalunha, enquanto os mercados de NY seguem sem direções claras. Na Europa, investidores atentos ao discurso de Puigdemont. Nos EUA, Trump volta a defender as reformas. Para as commodities, o petróleo ganha forças, e avança no campo positivo. No Brasil, o Ibovespa se recupera, enquanto dólar e DI’s apresentam pressões de baixa. No front político, os investidores ficam atentos a 2ª denúncia contra Temer, e possibilidade de uma reforma da Previdência “mais enxuta”.


CENÁRIO EXTERNO: EUROPA NO VERMELHO; PETRÓLEO AMPLIA GANHOS.

Dia de Ajustes.  As bolsas da Europa terminaram a sessão, majoritariamente, em baixa, enquanto os mercados norte americanos se ajustam, após volta de feriado. Os investidores acompanham as incertezas na Catalunha e ficam menos exposto aos ativos de riscos. O dólar continua perde forças frente às moedas do G-10 e emergentes e os Treasuries permanecem com viés negativo. Segue, portanto, o comportamento observado mais cedo, quando o abordamos no Mercados Hoje.

E as tensões, continuam… A expectativa ficou por conta do discurso do líder do parlamento Catalão, Carles Puigdemont, que poderia declarar (de maneira unilateral) a independência da Catalunha. Embora tivesse ressaltado o resultado do plebiscito no início de outubro, o líder da região propôs que o parlamento suspendesse a declaração de independência para um diálogo entre as partes. Manifestantes pró-independência continuam reunidos em frente ao Parlamento.

“Duras Contramedidas”. Uma declaração de independência poderia aprofundar ainda mais a crise política na Espanha. O governo de Madri já anunciou que uma decisão por independência nos próximos dias deve “desencadear duras contramedidas”. Dentre elas, Madri ameaça prender o presidente da região, Puigdemont.

De olho em Trump. Nesta 3ª, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a defender a Reforma Tributária e a reformulação do sistema de saúde americano. Em almoço com o secretário do Estado, Rex Tillerson, e o secretário da Defesa, James Mattis, Trump comentou “as pessoas querem ver a reforma tributária e é isso que faremos”. Trump tentou minimizar os rumores sobre os embates e atritos de seu Governo.

Ganhos, e mais ganhos.  O petróleo avança no campo positivo, sustentado pelo anúncio da Arábia Saudita que decidiu cortar as exportações da commodity. De pano de fundo, os investidores continuam a acompanhar as discussões envolvendo os países da Opep. É possível uma extensão do acordo de corte na produção do petróleo.


BRASIL: IBOVESPA SE RECUPERA; PREVIDÊNCIA E A 2ª DENÚNCIA NO RADAR.

Recuperando as forças. O Ibovespa opera em alta nesta tarde, com fluxo normalizado após feriado norte americano. O índice supera os 76 mil pontos e recupera parte das perdas registradas ontem.

Altas & Baixas.  Por aqui, o Ibovespa é impulsionado pelos papéis de Rumo, Gerdau e Qualicorp. Nessa mesma tendência positiva, Petrobrás segue em alta acompanhando a valorização do petróleo. Do lado negativo, Embraer é destaque negativo. O papel chegou a recuar 7%, ainda pela manhã. Hoje, a empresa anunciou os 45 jatos entregues no 3º trimestre. O número veio abaixo do esperado pelo mercado.

Previdência volta à tona. No front político, os investidores voltam suas atenções à possibilidade de governo realizar a reforma da Previdência, ainda que “mais enxuta”. Como abordamos no Mercados Hoje, o texto pode se concentrar em 3 tópicos: (1) idade mínima para aposentadoria; (2) tempo de contribuição; e (3) regra de transição para quem já contribui com a Previdência. Enfim, embora a probabilidade de uma reforma ainda seja baixa, é algo que tem influenciado nos mercados.

Atentos à CCJ.  Em paralelo, o mercado monitora a tramitação da 2ª denúncia contra Temer na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A previsão é de que o relatório do deputado Bonifácio de Andrada (MG) seja apresentado agora à tarde (15h). Por sinal, caso a denúncia tenha um desfecho mais rápido que o esperado, pode abrir oportunidade para o Congresso discutir medidas da agenda econômica, como a reforma da Previdência.

Por fim, o D&D.  No mercado de juros e câmbio, pressões de baixa. Os DI’s recuam com a possibilidade de uma eventual aprovação da reforma da Previdência, e apreciação da 2ª denuncia contra Temer. Quanto ao dólar, a moeda recua frente ao real acompanhando a trajetória do dólar no exterior.

 

 

Rafael Gad Camano Passos – Equipe Econômica

 


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +1,19%, aos 76.625 pontos;
Real/Dólar: -0,34%, cotado a R$3,177;
Dólar Index: -0,46%, 93,245;
DI Jan/21: -06 pontos base; 8,940%;
S&P 500: +0,17%, aos 2.549 pontos.

*Por volta das 14h59, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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Rafael Gad Passos Rafael Gad Passos

Equipe Econômica

Graduado em Administração de Empresas na ESPM. Possui certificação de Mercado de Ações (BMF&Bovespa). Possui experiência na área de análise do Banco Bradesco Investimentos e atualmente faz parte da equipe de Research da Guide Investimentos, com foco nas empresas do Ibovespa.

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