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Segundo Tempo: “é hora de focar nos trabalhos”

Introdução: No exterior, o clima é favorável para ativos de risco. Na Europa, as bolsas encerram com ganhos; enquanto, nos EUA, os mercados seguem o mesmo rumo. Investidores digerem o discurso de Draghi e ficam atentos aos noticiários envolvendo a Catalunha. Em paralelo, seguem as especulações sobre o novo nome que comandará o Fed. Aqui, no Brasil, os mercados perdem fôlego, e o Ibovespa opera em baixa. Investidores digerem a vitória de Temer e acompanham os balanços corporativos. No mercado de câmbio e juros, pressão altistas.


CENÁRIO EXTERNO: MERCADOS NO AZUL; CATALUNHA E DRAGHI NO RADAR.

Sobre os mercados. As bolsas da Europa ampliam os ganhos e encerram em alta. Nos EUA, os mercados americanos seguem o mesmo movimento. O dólar ganha forças frente às moedas do G-10 e emergentes; e nas commodities, o petróleo reverte a queda e avança no terreno positivo. Em suma, o clima lá fora segue mais favorável para ativos de riscos.

Espanha e Draghi roubam a cena. Na Europa, dois destaques: investidores atentos à Catalunha e ao discurso de Draghi, presidente do BCE. Vamos aos fatos:

      I. Catalunha: Mais cedo, aliados políticos de Carles Puigdemont, representante da região, disseram que o líder deverá convocar uma eleição antecipada para dezembro para decidir a separação com a Espanha. Logo depois do anúncio, integrantes do governo central da Espanha reafirmaram que o governo está pronto para suspender a imposição de um regime direto sobre a Catalunha. Enfim, a incerteza permanece sobre o futuro da Catalunha.

      II. Sobre o discurso: Mario Draghi confirmou as expectativas do mercado. A partir de janeiro iniciará o ciclo de redução do programa de estímulos europeus. As compras devem passar de 60 bilhões de euros para 30 bilhões, conforme abordamos no Mercados Hoje . Mais: o discurso de Draghi teve um tom mais “dovish”, onde o presidente do BCE não forneceu mais direções sobre a duração do programa e o “quando” pretende finalizar esses estímulos. Por sinal, isto é algo que enfraqueceu o euro frente ao dólar, que renovou suas mínimas após o discurso.

De olho no Fed. Nos EUA, continuam as especulações sobre o novo comando do Fed. Mais cedo, o site Politico sinalizou que Janet Yellen, presidente da instituição, estaria fora da disputa pela presidência. Assim, os únicos candidatos a assumir o Fed são Jerome Powell – diretor do Fed -, e John Taylor, professor da Universidade Stanford. Seja como for, é algo que “mexeu” no desempenho da moeda americana no mercado.

Por fim, os balanços.  Algo que, também, tem influenciado nos ganhos das bolsas. A sessão segue positiva, e os números do 3º tri da Ford e Twitter contribuem para o movimento. Ambos os resultados superando as projeções de analistas.


BRASIL: IBOVESPA PERDE FÔLEGO, ENQUANTO DIs E DÓLAR AVANÇAM.

Perdendo fôlego. Por aqui, o Ibovespa abriu a sessão em alta, mas passou para o terreno negativo no início desta tarde. O índice segue pressionado pelas mineradoras e siderúrgicas, mas parcialmente compensado pelos ganhos do setor de Telecom. Entre as empresas que divulgaram seus balanços do 3º tri, Vale, Santander e Via Varejo recuam.

Destaques dos balanços. Hoje, Sergio Rial, presidente do Santander, participou da teleconferência sobre o resultado da empresa. Aqui, alguns destaques: (i) tendência de inadimplência para os próximos meses é “neutra com viés positivo”; e (ii) o Brasil segue como grande pilar de crescimento do grupo, crescendo acima da média do mercado. Já na teleconferência da Vale, Fabio Schvartsman voltou a destacar o foco da Companhia no controle de custos, redução de Capex e desalavancagem.

Voltando as reformas. No front político, as atenções se voltam as perspectivas do avanço das reformas estruturais no Congresso, após vitória de Temer, ontem, no plenário da câmara. Para Aguinaldo Ribeiro (PP-BB), líder do governo na Câmara, os projetos prioritários para o Planalto são: (1) reforma da Previdência; (2) MPs e projetos de lei do ajuste fiscal; (3) reforma Tributária; e (4) outras pauta de segurança.

Previdência. Com relação a Previdência, a expectativa é que o governo ajuste com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um novo calendário para a votação da reforma da Previdência. Ontem, Maia deixou clara a necessidade de “enxugar o texto” da reforma para que fosse aprovada.

Enfim, o discurso. Temer voltou as redes sociais para agradecer os deputados que arquivaram as denúncias contra o presidente e ressaltou que “é hora de focar nos trabalhos”. Mais: voltou a destacar a melhora dos indicadores econômicos do país desde que assumiu o comando do país. Temer falou sobre a manutenção dos programas sociais como prioridade, e medidas para aumentar o emprego e recuperar o poder de compra dos brasileiros.

D&D. Pressões de alta, tanto para o dólar, como para os DIs. No mercado de câmbio, o real perde forças frente a moeda americana, em linha com o movimento do dólar no cenário externo. Já os DIs seguem em alta após decisão do COPOM, e votação da denuncia contra o presidente Michel Temer. Enfim, os mercados seguem conforme abordamos mais cedo “viés dos DIs (e do dólar) tende a ser de alta, enquanto o da bolsa é mais negativo”.

 Rafael Gad Passos – Equipe Econômica


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,38%, aos 76.383 pontos;
Real/Dólar: +1,28%, cotado a R$3,276;
Dólar Index: +0,80%, 94,465;
DI Jan/21: +19 pontos base; 9,090%;
S&P 500: +0,19%, aos 2.562 pontos.


*Por volta das 15h03, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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Rafael Gad Passos Rafael Gad Passos

Equipe Econômica

Graduado em Administração de Empresas na ESPM. Possui certificação de Mercado de Ações (BMF&Bovespa). Possui experiência na área de análise do Banco Bradesco Investimentos e atualmente faz parte da equipe de Research da Guide Investimentos, com foco nas empresas do Ibovespa.

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