Segundo Tempo: deu namoro, e agora?

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Introdução: As bolsas da Europa encerraram em baixa, e o euro se enfraquece frente ao dólar. Nos EUA, as bolsas operam em viés altista. Aliás, o dólar ganha fôlego ao redor do mundo; e investidores estão à espera da reunião do Fed (amanhã). Commodities tem dia mais negativo, com a exceção das agrícolas. Por aqui, no Brasil, o Ibovespa avança, impulsionado pela alta da Vale, e siderúrgicas. Após nova atuação do BC no mercado de câmbio, o dólar recua por aqui. A percepção de risco país, no entanto, registra leve alta nesta sessão. A política segue sendo o grande “gatilho” no curto prazo, considerando mercados locais. Por enquanto, não há grandes definições.


CENÁRIO EXTERNO: SEM SURPRESAS COM A INFLAÇÃO AMERICANA.

Mercados… O dólar segue em ligeira alta frente às principais moedas, e os juros das Treasuries avançam (10 anos ~2,96%), ainda. Para as commodities, o dia é mais negativo, em sua maioria. O brent recua, e oscila ao redor de US$75-76/barril. Nos EUA, o S&P 500 avança, e acumula alta de mais de 4% no ano. Na Europa, a sessão é mais fraca, e maioria das bolsas recua. O euro é uma das moedas que se enfraquece frente ao dólar (oscila ao redor de US$1,17).

Nos EUA, inflação é destaque… A inflação ao consumidor veio em linha com o esperado em maio: em 12 meses, passou de 2,5% para 2,8%. O chamado “núcleo” — medida considerada menos volátil, por desconsiderar alimentos e energia — avançou de 2,1% para 2,2%. Segue, portanto, a perspectiva de uma gradual aceleração da inflação, em linha com nossa expectativa. Aliás, vale retomar nossos textos das últimas semanas, que falam sobre a economia dos EUA, no blog da Guide*.

De olho na agenda.. As atenções dos investidores se voltam à reunião do Fed (4ª feira, dia 12). A expectativa é que o BC americano suba os juros pela 2ª vez em 2018. Falamos disto no Mercados Hoje. Entretanto, a coletiva de Jay Powell, o presidente do BC americano, e as novas projeções oficiais (de PIB, desemprego, inflação, etc.) também podem fazer preço. Será importante observar às sinalizações de Powell, e contrastá-las com a sua última conferência, dia 21 de março.

Aperto de mãos… Nesta 3ª feira, Trump, presidente dos EUA, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, concordaram em trabalhar para a completa desnuclearização do país asiático. Mais: Trump disse que os exercícios militares em conjunto com a Coreia do Sul serão interrompidos. Mas comunicou que as sanções internacionais contra Pyongyang devem, por enquanto, continuar em vigor. Em suma: o comunicado não trouxe muitos detalhes sobre como ambos os objetivos serão alcançados. O encontro foi, aparentemente, bem sucedido. Mas… e agora?


BRASIL: IBOVESPA VOLTA A GANHAR FORÇAS.

Sobre os mercados… A bolsa avança, e opera ao redor dos 73 mil pontos. O dólar tem mais uma “pausa”, e recua, após novo anúncio do BC de oferta de swaps cambiais, ainda pela manhã. Os DIs, por outro lado, operam sem direções claras. Os mais curtos, e os mais longos, recuam. O CDS de 5 anos, que mede a percepção de risco país, avança 3%, e operam ao redor de 262 pontos base, por volta das 15h30.

Destaques do índice… Os papéis ligados ao setor de Mineração & Siderurgia são destaques de alta, em linha com a valorização do minério de ferro na China. Vale, em especial, conta com o fluxo de notícias corporativas mais positivas. Veja mais no Guide Empresas. Na outra ponta, BRF segue em baixa, com mudanças na recomendação do papel por outras casas.

A briga pelo PDT…  O DEM volta a considerar uma aliança com o pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes. Como Alckmin ainda não ganha tração nas pesquisas, Maia e seus aliados teriam demonstrado disposição em conversar com o principal nome do PDT. A expetatvia é que Maia converse com o irmão de Ciro, Cid Gomes, nesta 4ª feira (dia 13). Observação: a relação de Ciro com Maia é, aparentemente, positiva. Aliás, Ciro tem, segundo tem sido ventilado na mídia, uma amizade de longa data com o pai de Rodrigo Maia.

Crédito desacelerando… O BC divulgou as novas projeções de crédito em seu Relatório de Economia Bancária (REB) – um relatório extenso, de 6 capítulos, que merece a leitura. Para 2018, a expectativa é que o crédito avance 3%. A estimativa anterior era de 3,5%. O destaque deve ficar com o crédito para pessoa física (PF): +7,5%. Já a oferta para as empresas deve registrar queda de 2%. Esses dados mais fracos de crédito também devem aparecer nos resultados trimestrais das principais instituições financeiras do país.

Observações:
*Exemplos: “Uma nova realidade (americana), mais desafiadora”; “Juros americanos: de 25 em 25, cada vez mais altos…”


    Sobre as oscilações do pregão:

    Ibovespa: : -0,06%, aos 72.263 pontos;
    Real/Dólar: +0,03%, cotado a R$ 3,712;
    Dólar Index: +0,30, 93,891;
    DI Jan/21: +08 pontos base; 9,740%;
    S&P 500: +0,02%, aos 2.782 pontos.

    *Por volta das 15h54, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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    Luis Gustavo Pereira – CNPI
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    Ignácio Crespo
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    Rafael Gad
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    Rafael Gad Passos Rafael Gad Passos

    Equipe Econômica

    Graduado em Administração de Empresas na ESPM. Possui certificação de Mercado de Ações (BMF&Bovespa). Possui experiência na área de análise do Banco Bradesco Investimentos e atualmente faz parte da equipe de Research da Guide Investimentos, com foco nas empresas do Ibovespa.

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