Introdução: No exterior, permanece o cenário adverso para ativos de risco. As bolsas da Europa, assim como dos EUA, seguem em queda. O dólar ganha forças no exterior; e commodities mantém viés negativo. Investidores continuam atentos a situação da Turquia. No Brasil, Ibovespa vira, e avança. O índice oscila entre os 76-77 mil pontos, em um movimento de recuperação. Dólar e DIs também tem alta, em linha com o exterior.


CENÁRIO EXTERNO: VOLATILIDADE CONTINUAM.

Mercados… A situação delicada da Turquia continua a “mexer” com os mercados globais. As bolsas da Europa encerram em baixa; e os mercados de NY acompanham esse movimento de queda. O dólar se mantem firme no exterior; e os juros das Treasuries operam sem direções claras (10 anos recua, ao redor de 2,87%). As commodities também mantém o viés baixista. O petróleo (brent), em especial, recua 1,8%, cotado a U$S 71/barril, por volta das 14h. Em suma: é um dia de menor apetite a riscos. O índice VIX – que mede a volatilidade do mercado – avança próximo de 9% nesta sessão.

Sobre a Turquia… A crise é reflexo da indisciplina fiscal e um balanço de pagamentos fragilizado. Existe o risco da possibilidade de risco sistêmico no sistema financeiro europeu que é o grande financiador do governo e das empresas Turcas. O movimento é algo que pressiona os mercados; o que traz um leve fechamento as treasuries americanas. Todas as moedas emergentes se depreciam, no momento.

Sobre a Turquia – Parte I… Ainda no exterior, a Lira Turca voltou a se depreciar frente ao dólar nesta sessão (tinha queda próxima de 8% na tarde de hoje). No ano, a moeda turca já perdeu mais de 40% frente ao dólar. De pano de fundo segue a situação inflacionária e fiscal da Turquia, além dos atritos diplomáticos com os EUA (de quem foi alvo de sanções na última semana). O BC turco já prometeu fornecer liquidez ao mercado conforme a necessidade (falamos disto no Mercados Hoje ). Algo que não foi suficiente para acalmar os mercados. O temor é que a crise na Turquia se espalhe pelos países emergentes.

Sobre a Turquia – Parte II… Hoje, Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, acusou “terroristas econômicos” envolvidos com a queda da Lira Turca de divulgarem informações falsas a fim de prejudicarem o país. Mais: disse que os responsáveis vão enfrentar a “força da lei”, à medida que autoridades começaram a investigar os suspeitos de envolvimento.


BRASIL: IBOVESPA, DÓLAR E DIS EM ALTA.

Mercados… O Ibovespa sobe puxado pelas ações de Itaú, Banco do Brasil e Cielo. Do lado negativo, os papéis da Rumo e Vale são destaques. O quadro externo mais positivo, e commodities em dia de ganhos, sustentam a alta do índice. O dólar é pressionado para cima, em linha com o exterior; e os DIs são pressionados para baixo. A percepção de risco país, medida pelo CDS de 5 anos, também recua, e opera ao redor de 240 pontos base.

Ibovespa… Os balanços do 2º tri fazem “preço” nesta sessão. Tenda e Eztec seguem como destaque de alta, com ambos os papéis mostrando ganhos próximos de 3%. Bradespar também avança firme, após companhia informar que deve utilizar os R$ 2,4 bilhões de uma emissão de NP para cumprir parte das multa da ação movida pelo Opportunity à holding. Na outra ponta, Vale recua em linha com a desvalorização do minério de ferro.

Barrados no baile… O 2º debate envolvendo os candidatos à Presidência da República, na próxima 6ª feira (17), não deverá apresentar — outra vez — nenhum representante do PT. A Rede TV! convidou o ex-presidente Lula, e notificou que não negociará a presença de um outro representante do partido. Mais: a Rede TV! também não considera convidar o vice da chapa. Até então, Haddad negociava com o canal de televisão a substituição de Lula no debate.

Alckmin & Centrão… Geraldo Alckmin (PSDB) convocou uma reunião para hoje (3ª feira, dia 14) com Centrão. O tucano quer definir o papel de cada partido em sua campanha. Os presidentes do PRB, Marcos Pereira, e do PP, Ciro Nogueira, já comunicaram que devem enviar representantes. ACM Neto (DEM-BA) é o único que confirmou presença.

Do lado macro: setor de serviços… O setor de serviços reverteu as perdas com a paralisação dos caminhoneiros de maio e avançou 6,6% m/m em junho. Foi o maior resultado da série histórica iniciada em 2011. No 1º semestre deste ano, os serviços acumulam queda de 0,9%. Em 12 meses, o volume de serviços passou de -1,6% em maio para -1,2% em junho.


    Sobre as oscilações do pregão:

    Ibovespa: : +0,71%, aos 78.043 pontos;
    Real/Dólar: +0,45%, cotado a R$3,902;
    Dólar Index: +0,32%, 96,696;
    DI Jan/21: -24 pontos base; 9,330%;
    S&P 500: +0,62%, aos 2.840 pontos.

    *Por volta das 14h13, horário de Brasília. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

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    Rafael Gad Passos Rafael Gad Passos

    Equipe Econômica

    Graduado em Administração de Empresas na ESPM. Possui certificação de Mercado de Ações (BMF&Bovespa). Possui experiência na área de análise do Banco Bradesco Investimentos e atualmente faz parte da equipe de Research da Guide Investimentos, com foco nas empresas do Ibovespa.

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