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Mercados Hoje: uma proposta espinhosa

No exterior: bons dados de crescimento mantêm o bom momento para os ativos de risco.

Após feriado prolongado de 4 dias, a bolsa do Japão começou o ano com ganhos expressivos (o índice Nikkei subiu 2,51%). No resto do mundo, segue o ambiente mais favorável para ativos de risco, com bolsas em alta, reagindo às perspectivas de crescimento forte dos EUA, mas também de China e Europa.

Sobre ontem, lembramos: 2 índices sobre a indústria dos EUA mostraram avanço acima do esperado no último mês de dezembro. A economia por lá tem aquecido nos últimos meses. E o consenso vê a gestão-Trump como sendo positiva – reforçando as perspectivas melhores.

Mas vale pontuar: há quem discorde, e nem todos estão tão confiantes com as políticas de Trump. Mais uma vez, o seu intervencionismo (excessivo) fez “preço”: a Ford, após ameaças, cancelou investimentos no México, por exemplo. Ameaças também mudaram planos recentes da GM e da Carrier.

Seja como for, o mercado tem puxado o dólar para cima, à espera de uma economia americana mais forte. Neste contexto, alguns países se mostram preocupados com os rumos de suas moedas. Parece ser o caso da China. Haverá controle de capitais por lá? Registre-se: em 2016, o yuan se depreciou 6,2% frente ao dólar.

Hoje, do lado “macro”, investidores digerem bons dados sobre o setor de serviços da Zona do Euro. O índice PMI acelerou em dezembro, acima do esperado pelo mercado. Nos EUA, o destaque será a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Fed, às 17h.

No Brasil: reajuste de combustíveis entra no radar.

A Petrobras pode anunciar, em breve, reajustes de combustíveis, após elevações recentes do petróleo lá fora. Ontem, diga-se de passagem, entrou em vigor o acordo de redução da produção da commodity pela Opep – algo que tem puxado as cotações para cima.

Isso pode, de fato, ter algum efeito sobre a inflação. Em última análise, pode manter o BC em alerta. Ainda assim, acreditamos que no próximo Copom (dias 10 e 11 deste mês), a Selic recuará 0,50 p.p., para 13,25%.

Hoje, do lado “macro”, sairá: índice PMI sobre o setor de serviços (10h); dados da Fenabrave, sobre vendas de veículos em dezembro (11h30); e fluxo cambial semanal (12h30).

Quanto à “política”, seguem as boas projeções para a tramitação da Reforma da Previdência. Segundo Eunício Oliveira, líder do PMDB no Senado, a conclusão de sua votação em dois turnos deve ocorrer até o fim do semestre.

Mas, após declarações também otimistas de Rodrigo Maia (o atual presidente da Câmara), Arthur Maia (PPS-BA), quem é o relator da proposta na comissão especial que será criada em fevereiro, foi mais cauteloso: “É uma proposta espinhosa. Antes de tudo, precisamos fazer um plano de trabalho para estipular um tempo”.

Acreditamos que os mercados locais, num contexto favorável no exterior, devem dar continuidade aos movimentos mais positivos de ontem, com bolsa em alta e pressões baixistas em dólar e DIs.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +3,73%, aos 61.813 pontos;
Real/Dólar: -0,64% cotado a R$3,2650;
DI Jan/19: foi de 10,97% para 10,94%.

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

Empresas:

CVC: Companhia anuncia prévia de resultados do 4T16
Impacto: Positivo.

BM&FBovespa: XP Investimentos quer estar pronta até fim de junho para IPO
Impacto: Marginalmente positivo.

Petrobras: Especulação sobre ajuste de preços
Impacto: Marginalmente Positivo.

Renova: Não há decisão formal sobre sócios ou venda de ativos
Impacto: Neutro. Cunho informativo.

Vale: Ainda não há data para a Samarco voltar a operar
Impacto: Marginalmente negativo.

Braskem: Companhia busca captação externa
Impacto: Marginalmente Positivo.

Destaques nos jornais de hoje:

* O Estado de S.Paulo: Amazonas isola presos do PCC; RJ e SP estão em alerta (Manchete)
* Tesouro deve fazer 1ª emissão em euro desde 2014: Estado
* Após massacre, Plano Nacional de Segurança será apressado: Estado
* Repasses para Fundo Penitenciário só aumentaram no fim de 2016: Estado
* Planalto isola ex-aliados de Cunha na briga pela Câmara: Estado
* Governo de Minas Gerais compra mais dois helicópteros: Estado
* Líder do Governo libera recursos para cidade onde sua mulher é prefeita: Estado
* Caixa prevê economizar R$ 1,5 bi por ano com plano de demissão voluntária: Estado
* Com produtos mais baratos, Starbucks quer triplicar número de lojas no País: Estado
* Valor Econômico: Decisão do STF provoca nova disputa entre Estados e União (Manchete)
* Previsão de nova queda do PIB este ano é ?exagero?, afirma secretário: Valor
* Jovair promete ir ao Supremo, caso Maia seja reeleito na Câmara: Valor
* Reforma deixa 55% dos empregados sem representação nas empresas: Valor
* XP quer estar pronta para IPO até junho: Valor
* ?Com ajuste fiscal feito, a credibilidade vai voltar?, diz presidente da Multiplan: Valor
* Folha de S. Paulo: Governo reduz em 85% repasses para presídios (Manchete)
* Propina da Odebrecht virou doação oficial, indica delação: Folha
* Ação de Moro impulsionou impeachment, diz Cardozo: Folha
* Benefício assistencial pode ter nova regra: Folha

Boa leitura a todos!

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Ignacio Crespo Ignacio Crespo

Economista

Mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/EPGE) e em Finanças pela Barcelona Graduate School of Economics (BGSE). Graduado em Ciências Econômicas pelo INSPER. Entre 2013 e 2018, atuou como economista da Guide Investimentos, cobrindo o mercado doméstico e os internacionais, e sendo um dos responsáveis do asset allocation dos clientes. Desde 2018, atua como consultor Guide Investimentos, cobrindo principais eventos do cenário internacional e escrevendo artigos semanais para o blog.

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