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Mercados Hoje: Tudo certo e nada resolvido

Introdução:

Internacional
• Bolsas encerram semana marcada por volumes de negociação e volatilidade altos em tom de recuperação;
• Noticiário em torno das tensões comerciais segue ditando tom dos mercados;
• Atenção de investidores se volta aos próximos passos do Federal Reserve no tocante a política monetária americana;
• Saem os números de novas construções residenciais e a leitura preliminar de confiança do consumidor (Universidade de Michigan) nos Estados Unidos.

Brasil
O mercado acionário local segue a mercê dos movimentos no exterior apesar do descolamento verificado na tarde de ontem;
• O governo incentiva a criação do “Black Friday” brasileiro;
• Reforma administrativa entra na pauta governista;
• Reforma da Previdência sofre novo atraso no Senado.


CENÁRIO EXTERNO: TUDO CERTO E NADA RESOLVIDO

Mercados… Mercados asiáticos encerraram em alta. As bolsas de Shanghai (0,3%), Hong Kong (0,9%) e Tóquio (0,1%) avançaram na sessão. Na Europa índices de mercado operam com o mesmo viés positivo verificado nos pregões asiáticos. O índice pan-europeu, STOXX 600, sobe 1,2% até o momento. Em NY, futuros se movimentam em terreno positivo, esboçando um dia de recuperação também para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) segue se valorizando contra seus principais pares. Em relação às commodities, ativos revertem tendência de baixa verificada ontem. O petróleo (Brent crude) salta 1,6%, negociado acima dos US$ 59,00/barril.

Tudo certo e nada resolvido… Mesmo com poucas mudanças estruturais no cenário global, as bolsas internacionais caminham para fechar semana de alta volatilidade em tom de recuperação. No início do dia de ontem, a notícia de que a China estaria se preparando para retaliar a imposição de novas tarifas sobre produtos chineses pelos EUA no início do setembro derrubaram os mercados acionários. Mais tarde, o uso de um tom mais conciliatório por uma porta-voz do ministério de relações exteriores chinês amenizou a situação e bolsas de NY se recuperaram no fim da sessão. Na Zona do Euro, as principais bolsas também reagiram positivamente ao anúncio de que os estímulos do BCE superarão as expectativas do mercado no mês que vem. O dia mostrou a influência que o noticiário em torno das tensões comerciais entre China e EUA ainda têm sobre o movimento dos mercados, e volta a atenção de investidores mais uma vez sobre os próximos passos do Fed – principalmente pela pressão que o presidente americano, Donald Trump, tem exercido sobre os formuladores de política monetária americanos.

Na agenda… Em dia de agenda econômica morna, os destaques serão o número de novas construções residenciais em julho nos EUA (9h30) e a leitura preliminar do indicador de confiança do consumidor da Universidade de Michigan de agosto (11h).


BRASIL: BC VOLTA A VENDER DÓLAR

Black Friday tupiniquim… O governo está incentivando grandes varejistas a oferecerem descontos durante a primeira semana de setembro. Os cortes nos preços ocorrem durante a “semana da pátria”, que culmina no dia independência, 7 de setembro. O termo Black Friday já é usado por varejista no Brasil para incentivar o consumo há alguns anos, mas os descontos nunca alcançaram patamares comparáveis às sales norte-americanas. Agora, o governo está negociando diretamente com grandes redes (Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart, Nike entre outras) para ampliar a prática. No entanto, o nível de endividamento do público pode atrapalhar as compras patriotas. Mesmo após quitarem as dívidas, 56% dos brasileiros inadimplentes não pretendem fazer novas compras.

Servidores públicos na mira… A próxima inciativa governista para desafogar o orçamente federal, a reforma administrativa, já está sendo planejada. O Ministério da Economia estuda acabar com a estabilidade (garantia de emprego) dos servidores públicos. O secretário de Desburocratização, Paulo Uebel, argumenta que a maioria das categorias não precisam do privilégio, que deve ser reservada para as profissões de segurança pública ou as relacionadas à fiscalização. Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, apoia a incitava mas acredita que a alteração só deve afetar os novos concursados, preservado o privilégio dos servidores atuais.

Dados sobre a folha federal… O secretario substanciou seu posicionamento usando a Suécia como exemplo, onde somente 1% dos servidores gozam da estabilidade trabalhista. No Brasil a proporção é inversa, 99% não podem ser despedidos. O secretário também citou os salários que, em alguns casos, são 10x maiores que a média no setor privado, além do fato que grande parte dos funcionários atingem o teto hierárquico em menos de dez anos. Os gastos da folha de pagamento do governo federal cresceram 53% nos últimos 15 anos, em 2018 o custo atingiu patamar de R$110 bilhões.

Novo atraso no cronograma da Previdência… A aprovação definitiva da PEC 06/19 acabou de sofrer um novo atraso. Em reunião entre lideranças do Senado, a nova data foi estabelecida para o segundo turno de votos: 10/10/2019. Anteriormente, a expectativa era que o Senado finalizasse sua análise da “Nova Previdência” no dia 02/10/2019. Desde que ocorra esse ano, o governo não está preocupado com o cronograma. A B3, por sua vez, já precificou 90% da aprovação.

Na agenda… Não existem indicadores econômicos relevantes a serem divulgados no dia de hoje.

E os mercados hoje? Lá fora, bolsas caminham para um dia de recuperação, encerrando semana marcada pela alta volatilidade dos principais índices acionários globais. Aqui, o mercado ainda segue sujeito à oscilação verificada no exterior, na falta de um driver interno mais relevante. Com isso, esperamos um dia de viés positivo para a bolsa local, que deve acompanhar, mesmo que com menor intensidade, a melhora verificada no exterior.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -1,20%, aos 99.057 pontos;
Real/Dólar: -1,21%, cotado a R$ 3,98;
Dólar Index: +0,11%, cotado a 98.099;
DI Jan/21: -04 pontos base, 5.44%;
S&P 500: +0,254% aos 2848 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Com bloqueio de verba, setores do governo correm risco de paralisia.
– Bolsonaro não é burro, mas um idiota ingrato que nada sabe, diz Frota.
– Projeto que pune abuso de autoridade pode rachar base de Bolsonaro
– Alcolumbre é aconselhado a liquidar rapidamente indicação de Eduardo aos EUA

O Estado de São Paulo
– Situação da Oi piora e Anatel avalia até uma intervenção na operadora
– Bolsonaro sofre pressão para vetos em lei sobre abuso de autoridade
– Palocci delata ‘organização criminosa’ do PT e propinas de R$ 333 milhões
– Hong Kong não será repetição de Praça da Paz Celestial, diz jornal chinês

Valor Econômico
– Banco privado poderá participar da gestão de R$ 500 bi de depósitos judiciais
– Movimento de capitais indica aflição do mercado
– Volks avalia o impacto da crise da Argentina na região
– Corte de verba norueguesa ameaça Fundo Amazônia

O Globo
– Equipe de Bolsonaro se divide sobre veto à lei de abuso de autoridade
– Brasil vive o ciclo mais longo de aumento da desigualdade
– Caixa mudará passará a usar IPCA para corrigir financiamento imobiliário
– Emendas à MP que libera saques do FGTS podem desequilibrar fundo

Contatos

Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
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Equipe Econômica

Lucas Stefanini
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Rafael Gad
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Julia Carrera Bludeni
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Victor Beyruti Guglielmi
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