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Mercados Hoje: Toma lá, da cá: Vivo e operante

Introdução:

Internacional
• Bolsas globais iniciaram negociações sem tendência definida;
• O mercado avalia a divulgação dos dados de emprego (payroll) de setembro nos EUA, às 9h30;
• Investidores elevam suas apostas em novos cortes da taxa de juros pelo Fed;
• Lei que proíbe o uso de máscaras em locais públicos gera desconforto adicional entre o governo e manifestantes em Hong Kong.

Brasil
• O mercado doméstico deve reagir aos dados no exterior, além da nova intriga gerada em torno da cessão onerosa;
• Deputados e senadores disputam os recursos, governo terá que intervir;
• Novo embate ainda pode atrasar Previdência.


CENÁRIO EXTERNO: PAYROLL E FED DOMINAM AGENDA

Mercados… Bolsas asiáticas fecharam a semana sem direção única. O Nikkei (Tóquio) acumulou alta de 0,3% enquanto, em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,1%. A nova proibição ao uso de máscaras em locais públicos pela líder do executivo de Hong Kong, Carrie Lam, gerou preocupação adicional por ter o potencial de escalar os confrontos com manifestantes. Na China, o mantem fechado em função das comemorações de 70 anos da República popular da China. Índices de mercado europeus também abriram sem tendência definida, com bolsas de Londres e Frankfurt andando de lado. Em NY, índices futuros operam em queda, e o dólar (DXY) volta a perder fôlego após bateria de dados de atividade dos últimos dias. No tocante às commodities, ativos se movimentam com viés altista. O petróleo (Brent crude) reverte movimento de ontem e volta a subir (+0,7%), atualmente negociado próximo dos US$ 58,12/barril.

Payroll promove cautela… Mercados internacionais operam com ar de cautela, sem tendência definida, à espera dos dados de emprego (payroll) de setembro nos EUA. Após a bateria de indicadores econômicos fracos na semana, investidores avaliarão o ritmo e intensidade de criação de vagas urbanas, além do crescimento dos salários – dado muito importante para uma economia tem o consumo como principal driver no curto-médio prazo. Nos últimos dois dias, dados de atividade do setor de serviços e de emprego no setor privado (ADP) mostraram que não é só a indústria que carregará o ônus da política comercial agressiva praticada Donald Trump, e os dados do payroll poderão confirmar isso.

Apostas elevadas… Tendo o quadro delicado da economia em mente, investidores voltaram a elevar suas apostas em cortes subsequentes da taxa de juros pelo Fed. Atualmente, o mercado precifica a probabilidade de um corte na reunião de outubro (29-30/10) em 80%, aumento significativo em relação aos 40% no início desta semana. Ainda hoje, o presidente do Fed, Jerome Powell, discursará em um evento do “Fed listens” em Washington, onde poderão residir mais pistas em torno do tema.

Na agenda… Após o payroll, o mercado avalia o resultado da balança comercial de agosto nos Estados Unidos.


BRASIL: TOMA LÁ, DA CÁ: VIVO E OPERANTE

Brasília disputa recursos do megaleilão… O plano original era dividir o dinheiro em três parcelas: 15% para os estados, 15% para os munícipios e o restante para a União. Porém, quanto mais próximos chegamos da data de venda do direito de exploração do pré-sal, prevista para novembro, mais intriga e desentendimento surge. A divisão dos recursos gerados pelo leilão, que podem exceder a marca de R$ 100 bilhões, entre vários entes com orçamentos apertados, será uma tarefa árdua e desgastante.

Câmara e Senado não concordam… Os deputados querem uma fatia maior do que o acordado para distribuir entre os municípios através de emendas impositivas, as que geram gastos obrigatórios. Os senadores não concordam. Eles querem que o dinheiro seja direcionado aos estados e municípios através de fundos de participação controlados pelos governadores e prefeitos. Em outras palavras, os deputados querem gastar o dinheiro diretamente com os seus eleitores, enquanto os senadores preferem transferir esses recursos para seus aliados no poder Executivo dos entes inferiores.

Executivo Federal terá que arbitrar… A disputa entre os senadores e deputados criou uma situação inusitada. O Executivo terá que favorecer uma das casas legislativas. Geralmente, as duas se unem para impor a vontade do Congresso sobre o Planalto. Os senadores possuem uma vantagem, a Previdência está na mão deles. Caso a influência do Executivo não favoreça o Senado, pode haver atraso no segundo turno da Previdência.

Medida provisória… Alguns senadores defendem que a PEC 06 só seja aprovada quando a divisão dos recursos estiver definida. Para apressar essa determinação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defende que o governo apresente uma medida provisória para definir a questão. A ideia não agrada o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que rotulou a sugestão como inconstitucional.

Reunião decisiva… Ontem, durante a celebração do aniversário do ministro Onyx Lorenzoni, todos (Alcolumbre, Maia e Guedes) se encontraram pra discutir o impasse. O novo acordo pode dividir o 1/3 que não será destinado a União em três partes iguais entre os parlamentares, governadores e prefeitos.

Na agenda… O dia tem agenda vazia, sem a divulgação de indicadores econômicos relevantes.

E os mercados hoje? Lá fora, bolsas iniciaram mais um dia sem tendências claras, à espera da divulgação dos dados de emprego nos EUA. No Brasil, o mercado deve seguir acompanhando o humor verificado no exterior, além das novas intrigas em torno da cessão onerosa. Com isso, esperamos um dia com viés neutro para o mercado acionário local, condicionado a forma que investidores receberão o mais novo dado de atividade na maior economia do mundo.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,48%, aos 101.516 pontos;
Real/Dólar: -1,05%, cotado a R$ 4,08;
Dólar Index: -0,11%, cotado a 98.864;
DI Jan/21: -7 pontos base, 4.88%;
S&P 500: +0,80% aos 2.910 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– STF e PGR agem para validar mensagens vazadas da Lava Jato
– Com base em lei que ainda não vigora, juízes soltam presos
– Desgastes entre Guedes e Bolsonaro aumenta
– PF diz que polemica sobre Gilmar atrapalhou investigação de auditor preso

O Estado de São Paulo
– ‘A política caiu nas mãos da Justiça. O STF decide pelos parlamentares’
– A 1 ano das eleições, novas regras fazem nº de pré-candidatos se multiplicar
– STF arquivou ação que levou banqueiro André Esteves à prisão
– Delação de Palocci é considerada aula sobre a ‘anatomia de um crime’

Valor Econômico
– Caixa faz corte agressivo nos juros, mas concorrentes não acompanham
– Cinépolis negocia compra do Kinoplex
– Proposta para destravar cessão onerosa é mal recebida no Congresso
– Ação popular pede que Petrobras ressarça Petros em R$ 3 bi

O Globo
– Lava-Jato: 18 réus que pediram mais prazo na 1ª instância podem ter sentenças anuladas
– Privatizações renderam R$ 96,2 bi em 2019; secretário descarta vender BB, Caixa e Petrobras
– Fazenda muda regra e prejudica empresas no Carf, o ‘tribunal da Receita’
– Procurador tenta matar juíza com facada no Tribunal Regional Federal de SP

Contatos

Renda Variável*


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Equipe Econômica

Lucas Stefanini
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Victor Beyruti Guglielmi
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