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Mercados Hoje: Sras. e Srs., a reforma da previdência

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Introdução: Seguindo sessões positivas na Ásia, o mercado europeu abriu as negociações em alta; Nos EUA, futuro do S&P opera em terreno neutro e investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do FOMC. O dólar, medido pelo DXY, inicia esta quarta feira com leve alta. Na frente das commodities, os preços dos ativos se movimentam sem direção única. O petróleo (brent), recua 0,8% e volta a ficar abaixo dos US$ 66/barril. Para emergentes, dia tem início mais negativo, com as divisas de Turquia, México e Argentina se desvalorizando contra o dólar. No Brasil, investidores contam os minutos para a divulgação de todos os detalhes da reforma da Previdência.


CENÁRIO EXTERNO: FED EM FOCO

Mercados… Seguindo sessões positivas na Ásia – que contaram com altas de 1,0% da bolsa de Hong Kong e 0,6% da bolsa de Tóquio – o mercado europeu abriu as negociações em alta. O STOXX 600 e o DAX alemão avançam 0,2% pela manhã. Nos EUA, futuro do S&P opera em terreno neutro. O dólar, medido pelo DXY, inicia esta quarta feira com leve alta. Na frente das commodities, os preços dos ativos se movimentam sem direção única. O petróleo (brent), recua 0,8% e volta a ficar abaixo dos US$ 66/barril. Para emergentes, dia tem início mais negativo, com as divisas de Turquia, México e Argentina se desvalorizando contra o dólar.

Trump quer yuan estável… Mais uma rodada de conversas entre Estados Unidos e China esta em curso em Washington, onde autoridades buscam resolver suas diferenças no plano comercial. Segundo informações de bastidores da imprensa internacional, o ponto central da discussão de ontem foi a taxa de câmbio, onde autoridades dos EUA pressionam chineses para que mantenham o yuan estável em relação ao dólar. Caso a China utilize a desvalorização do câmbio como ferramenta para amenizar o impacto das tarifas impostas por Trump, o governo americano poderá responder com a prescrição de tarifas adicionais. Apesar da divulgação deste novo impasse, às declarações do presidente americano de que esta progredindo e que 1º de março – data que marcaria fim da trégua tarifária sobre importações chinesas – “não é uma data mágica”, mantêm investidores otimistas sobre um acordo.

Mais uma tentativa… Autoridades da UE e do Reino Unido trabalham em um novo texto para definir os termos do “backstop” irlandês – ponto que tem causado maior desconforto na discussão do Brexit. Segundo um dos oficiais britânicos envolvidos nas conversas, a mais nova reunião entre Theresa May e o Presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, marcada para hoje (20/02), será “significativa”, uma vez que um esboço pode ser acordado já na quinta feira. Na outra ponta, Juncker garantiu que não espera grandes resultados do encontro e admitiu não saber o que a Premiê britânica irá pedir. Vamos acompanhar…

Na agenda… Como destaque da agenda internacional teremos a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Fed. A expectativa é que o texto reforce a política de paciência e atenção aos indicadores econômicos que o BC tem adotado para definir os próximos passos da taxa de juros americana. Na zona do euro, sai hoje a leitura preliminar de fevereiro do índice de confiança do consumidor (13h).


BRASIL: SRAS. E SRS., A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Chegou o dia… Hoje, às 9h30, o presidente Jair Bolsonaro levará pessoalmente ao Congresso o novo texto da PEC da reforma da Previdência. O material será distribuído à jornalistas às 9h50 e, às 10h15, técnicos da equipe econômica abrirão todos os detalhes da reforma em entrevista coletiva. Muito antecipado pelo mercado, o anúncio deve tumultuar a pré-abertura da bolsa.

Time escalado… Com a ausência de Paulo Guedes e de Rogério Marinho na entrevista – já que irão participar de reunião com líderes partidários e governadores – o secretário especial adjunto da Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, o secretário da Previdência, Leonardo Rolim, e o secretário adjunto da Previdência, Narlon Gutierre, serão incumbidos de estar à frente da coletiva esta manhã.

Palavra do Chefe… Mais tarde, Bolsonaro deve ir ao Congresso para fazer pronunciamento em defesa do novo texto e pedir apoio para a reforma. Ontem, em breve discurso, o presidente disse que a reforma da previdência não é dele, nem de Guedes, “é do Brasil que só poderá andar se fizer as reformas”.

Ainda temos trabalho pela frente… Mais cedo, o vice-presidente, Hamilton Mourão, estimou que o governo tenha em torno de 250 votos e “precisa buscar de 70 a 80 votos” para aprovar a reforma da Previdência. Uma PEC precisa de 308 votos.

Recado dado… Ontem, o novo governo foi surpreendido pela derrota na Câmara, onde o decreto presidencial do sigilo foi derrubado por ampla maioria. O placar na votação teve larga margem, com 367 votos favoráveis contra apenas 57, sinalizando ainda uma desarticulação da base aliada. Mais, tarde, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, minimizou o resultado, dizendo que a matéria era polêmica e não pode ser entendida como um teste da base – mas reforçou que Onyx Lorenzoni deve começar as articulações.

Agenda… Não existem indicadores relevantes a serem divulgados hoje.

E os mercados hoje? Lá fora, o dia é de baixa aversão ao risco. No Brasil, a atenção do mercado se volta à tão esperada divulgação da reforma da Previdência, e a expectativa é de uma pré-abertura bem movimentada. Com isso, esperamos a abertura das negociações com viés positivo, otimistas com os termos que serão apresentados na coletiva desta manhã.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +1,19%, aos 97.659 pontos;
Real/Dólar: -0,38%, cotado a R$ 3,7217;
Dólar Index: +0,00%, 96.904;
DI Jan/21: -0,14 pontos base, 6,990%;
S&P 500: +0,15% aos 2.779 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Victor Candido – Economista


Jornais:

Folha de São Paulo
– Áudios confrontam Bolsonaro
– Presidente da CNI é alvo de operação que apura fraude no Sistema S
– Governo fatia tramitação de pacote de Sergio Moro
– Paulo Preto é preso pela Lava Jato; Aloysio cai

O Estado de São Paulo
– Com base de apoio incerta, Bolsonaro leva reforma à Câmara
– Previdência deve prever mínimo de 20 anos de contribuição
– Áudios contradizem versão do presidente

Valor Econômico
– Ford opta por incentivo e fecha sua fábrica em SP
– Planalto tenta virar página do caso Bebianno
– Polícia investiga desvios de recursos do Sistema S
– Sem reciprocidade, governo vai dispensar visto para americanos

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Victor Candido Victor Candido

Economista

Mestrando em economia pela Universidade de Brasília - UnB. Já trabalhou no mercado financeiro na área de pesquisa e operações. Foi pesquisador do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas. É formado em economia pela Universidade Federal de Viçosa.

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