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Introdução: Os mercados asiáticos encerraram a semana em tom mais negativo; Na Europa, os principais índices de mercado têm ganhos discretos; Em NY, futuros operam em alta, esboçando uma abertura mais positiva para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) segue se desvalorizando contra seus principais pares; Na frente das commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno positivo; O mercado antecipa encontro de líderes dos EUA e China, que tentarão chegar a um entendimento para suavizar as tensões comercias que tem gerado incertezas sobre crescimento global; Os EUA têm dados de rendas e gastos pessoais (PCE), ISM de Chicago e Sentimento de Michigan na agenda. No Brasil, o mercado tende a manter otimismo com o cronograma de aprovação da reforma, restabelecido na tarde desta quinta-feira após Rodrigo Maia garantir a votação em plenário antes do recesso.


CENÁRIO EXTERNO: SINAIS MISTOS

Mercados… Os mercados asiáticos encerraram a semana em tom mais negativo. As bolsas de Tóquio e de Shanghai recuaram 0,3% e 0,2%, respectivamente. Na Europa, os principais índices de mercado têm ganhos discretos, e o DAX (Frankfurt) avança 0,4% até o momento. Em NY, futuros operam em alta, esboçando uma abertura mais positiva para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) segue se desvalorizando contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno positivo. O petróleo (Brent crude) avança 0,2%, negociado aos US$ 66,65/barril.

G20… Líderes das maiores economias globais se reúnem em Osaka, no Japão, para uma série de encontros que tem o potencial de alterar o curso da economia global, além de reger conflitos em meio a um cenário de tensões geopolíticas elevadas. Dentre os itens mais importantes da agenda, e que o mercado deverá acompanhar de perto, estarão desenvolvimentos relevantes em torno da relação comercial entre China e EUA, esforços para conter um avanço nas tensões entre o governo americano e o Irã, além de matérias mais abrangentes como a redução da poluição nos oceanos.

Sinais mistos… Segundo fontes da Bloomberg, o representante comercial os EUA, Robert Lighthizer, se encontrou com o vice premiê chinês, Liu He, antes do tão aguardado encontro entre os líderes de ambos os países amanhã. A reunião preliminar aumenta expectativas em torno de um possível “cessar fogo”, o que já trará um bom alívio para os mercados, mas investidores seguirão cautelosos, uma vez que não é a primeira vez que ambas as partes dão uma série de sinalizações mistas sobre o que esperar das negociações. Ontem mesmo, ao chegar em Osaka, Trump se mostrou otimismo em relação à sua conversa com Xi Jingping, mas desmentiu ter prometido adiar uma nova elevação de tarifas. O presidente chinês, por outro lado, se mostrou menos satisfeito com a situação atual, atacando o protecionismo e o “bullying” que os EUA têm praticado.

Na agenda… Nos EUA, sai o índice de inflação mais acompanhado pelo Fed (9h30), o PCE, com expectativa de desaceleração na margem em maio. Serão divulgados nos EUA o ISM de atividade industrial de Chicago (10h45), e a leitura final deste mês do sentimento (Universidade de Michigan) do consumidor, às 11h.


BRASIL: CRONOGRAMA MANTIDO

Capacidade de empréstimo… O ministro Paulo Guedes anúncio, ontem (27), que pretende reduzir a obrigação de depósitos compulsórios em 100 bilhões de reais. A medida diminui o valor que as intuições financeiras precisam depositar no Banco Central (BC), dando maior capacidade para empréstimo aos bancos e gerando mais liquidez na economia brasileira.

Redução de 25%… Segundo nota divulgada pelo BC, o governo ainda não determinou a data para a redução dos depósitos, mais deixa claro que o projeto é de longo prazo. Na quarta-feira, o governo já tinha anunciado redução na alíquota dos depósitos sobre recursos a prazo de 33% para 31%, que resultará em R$ 16 bilhões a mais nos cofres dos bancos. Atualmente, o BC força bancos e outras intuições financeiras a depositar R$ 452 bilhões de reais em seus cofres.

Pauta Guedes… A medida faz parte de um serie de propostas económicas do ministro da Economia. Entre elas estão alterações ao programa Minha Casa Minha Vida, ao mercado de gás e a lei cambial. Guedes quer evitar que o desgaste dessas medidas contamine seu projeto bandeira, a reforma da Previdência. Quando houver definição nesta frente, uma serie de novas ações devem ser reveladas pelo ministro.

Maia tranquiliza ânimos em torno do cronograma da votação da Previdência.

Antes do recesso… Após o cancelamento da reunião da comissão especial, que adiou a divulgação do parecer do relator Samuel Morreira (PSDB- SP), Rodrigo Maia (DEM-RJ) reafirmou sua intenção de concluir a votação do PEC 06/2019 na Câmara, antes do recesso Parlamentar, com início marcado para o dia 18/07.

No Senado em agosto… Em evento realizado pelo banco suíço de investimento, Credit Suisse, Maia garantiu a manutenção do cronograma esperado. O presidente da Câmara espera que o projeto seja votado na comissão especial na quarta-feira que vem, reservando dez dias uteis para que o projeto tramite pela sua casa legislativa, garantindo que proposta esteja pronta para apreciação no Senado no início de Agosto.

Adiamento… Existe também a possibilidade, ainda bastante remota, que o recesso parlamentar seja adiado. Major Olímpio, líder do PSL no Senado, defende a tese. A liderança acredita que caso o voto não ocorra no plenário antes da data limite (17/07), devido a falta de convergência entre os deputados em torno da proposta, as férias dos parlamentares deveriam ser adias até que o voto fosse realizado.

De castigo sem férias… Obviamente, o adiamento não agradaria os deputados, que são representados por Maia. Dito isso, é comum que a ideia seja usada para forçar o Congresso a tomar decisões de grande relevância, e já foi cogitada por Maia em outras ocasiões. Com a aproximação da data, quanto menos progresso houver no tramite da reforma, mais real se tornará a possibilidade de um adiamento.

Na agenda… Depois que o Caged mostrou o pior maio desde 2016, com a criação de apenas 32 mil empregos formais, pela metade do esperado (70 mil), hoje a Pnad Contínua deve confirmar a taxa de desemprego em 12,30%. Os dados, referentes ao trimestre encerrado em maio, serão divulgados às 9h pelo IBGE. Mas tarde, às 10h30, a expectativa por um déficit de R$ 14 bilhões nas contas públicas (resultado consolidado de maio) reverterá o superávit de R$ 6,6 bilhões em abril.

E os mercados hoje? Lá fora, mercados seguem operando com cautela, com investidores voltados para o G20. Aqui, o mercado tende a manter otimismo com o cronograma de aprovação da reforma, restabelecido na tarde desta quinta-feira após Rodrigo Maia garantir a votação em plenário antes do recesso. Com isso, esperamos um dia de viés positivo para ativos de risco locais.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: 0,04%, aos 100.720 pontos;
Real/Dólar: -0,58%, cotado a R$ 3,822;
Dólar Index: +0,01%, cotado a 96.225;
DI Jan/21: – 8 pontos base, 5.90%;
S&P 500: +0,38% aos 2924 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Após anunciar cancelamento, Bolsonaro encontra Macron e o convida para Amazônia
– Alcolumbre falta em jantar para Moro, que recebe apoio
– Maia diz que aprovação da reforma acaba com desculpas
– Prisão de grupo de ministro deixa Bolsonaro sob pressão.

O Estado de São Paulo
– Bolsonaro conversa com Macron e o convida para visitar a Amazônia
– Após perder protagonismo para Congresso, Guedes faz plano para ativar economia
– Acordo entre Mercosul e UE tem ‘grandes chances’ de sair hoje, diz porta-voz
– No G-20, Bolsonaro adota discurso mais ‘light’ do que rascunho feito pela equipe

Valor Econômico
– BNDES cobra multa para aceitar quitação antecipada de financiamento
– Bolsonaro tem “bate-papo” com Macron e Merkel
– Guedes e BC divergem sobre compulsórios bancários
– Tucanos querem valor maior para aposentadorias

O Globo
– Em reunião no Japão, Trump diz que Bolsonaro ‘está muito bem, muito amado pelo povo’
– Ibope: Aumento da insatisfação com governo Bolsonaro foi maior na educação
– Bolsonaro preside encontro dos Brics no Japão e diz que protecionismo provoca tensões
– Por Guedes ‘não tenho mais respeito’, diz presidente da comissão da reforma

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