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Mercados Hoje: Série de eventos no Irã balançam os mercados

Introdução:

Internacional
• Bolsas internacionais iniciam o dia em tom de acomodação após comoção na noite de ontem;
• O Irã promoveu uma série de ataques a bases militares onde há presença de tropas americanas no Iraque como medidas retaliatórias aos EUA;
• Não houve divulgação de vítimas do lado americano;
• Declarações de autoridades dos EUA e do Irã acalmam investidores após os ataques;
• O petróleo (Brent) volta a operar próximo dos US$ 68,50/barril após atingir US$ 71,75 em seguida aos ataques;
• Pedidos à indústria decepcionam expectativas na Alemanha em dezembro;
• ADP: criação de vagas no setor privado deve acelerar em dezembro nos EUA.

Brasil

• A bolsa local deve seguir reagindo ao exterior na falta de mudanças relevantes do quadro local;
• Bolsonaro busca baratear combustíveis reduzindo ICMS, mas estados resistem;
• Segundo analise técnica feita pela Câmara dos Deputados, o Programa Verde e Amarelo, que combate desemprego, carece de planejamento fiscal;
• Bolsonaro revela que, apesar de mal-estar após nota que demonstra apoio a operação americana, Brasil mantem relações comercias com o Irã;
• LSPA, IPC-S e IGP-DI são os destaques da agenda de indicadores.


CENÁRIO EXTERNO: SÉRIE DE EVENTOS NO IRÃ BALANÇAM OS MERCADOS

 


Mercados… Bolsas asiáticas acumularam baixas relevantes nas sessões desta 4ªF, com bolsas de Tóquio, Hong Kong e Shanghai recuando 1,4%, 0,8% e 1,2%, respectivamente. Na zona do euro, mercados esboçam movimento de maior acomodação, e o índice pan-europeu, STOXX-600, recua 0,2% até o momento. Em NY, índices futuros operam mistos, sem grandes destaques, e o dólar (DXY) segue recuperando força contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos operam predominantemente em alta. O preço do petróleo (Brent crude) avança 0,7% e se mantem negociado próximo dos US$ 68,50/barril.

Contra-ataque iraniano… Como medida de retaliação à operação que causou a morte de Qasem Soleimani, o Irã promoveu uma série de ataques a bases militares onde há presença de tropas americanas no Iraque durante a noite de ontem. Logo em seguida aos ataques, os mercados foram abalados de forma acentuada, levando o preço do petróleo (Brent crude) a atingir US$ 71,75. Apesar disso, não houve a divulgação de vítimas do lado americano, fato que, combinado a diversas declarações de autoridades americanas e iranianas, já contribuiu para uma maior acomodação dos ativos na manhã desta 4ªF.

Sem pânico… A comoção causada pelos ataques, como era de esperar, gerou volatilidade extra de forma instantânea nos mercados ao redor do globo, mas a falta de indícios de que o conflito seguirá escalando têm os principais índices de mercado globais operando com baixas modestas e o petróleo próximo dos US$ 68,50/barril. As falas de Donald Trump, que garantiu que estaria “tudo bem até o momento”, assim como a do Ministro do Exterior iraniano, que disse que o país havia apenas “tomado medidas para se defender” e que não há interesse em intensificar o conflito com os americanos, foram providenciais em reverter os movimentos fortes que vinham sendo registrados até o momento. Para completar, Suhail al-Mazroui, o Ministro de Energia dos Emirados Arabes Unidos declarou que os produtores de petróleo estariam aptos a agirem em caso de uma redução brusca na oferta de petróleo, e ainda minimizou o caso ao dizer que acredita que este ainda é um cenário bastante improvável.

Pura coincidência?… Após os ataques, por coincidência ou não, um avião Boeing 737 que carregava cerca de 180 passageiros em direção à Ucrânia caiu no Irã logo após sua decolagem. Segundo a mídia local, “problemas técnicos” teriam sido os causadores do acidente, sem maiores explicações. Vamos acompanhar…

Na agenda… Mais cedo, os pedidos à indústria da Alemanha recuaram 1,3% na margem em dezembro (-6,5% a/a), contrariado sinais positivos trazidos pela divulgação do PMI na 2ªF. O setor continua muito debilitado na maior economia da Europa, e deve continuar pesando sobre as perspectivas de crescimento econômico do bloco. Nos EUA, os investidores avaliarão a criação de vagas no setor privado (10h15), que deve acelerar a abertura de vagas para cerca de 160 mil em dezembro, ante os 67 mil postos criados no mês anterior; e os números de crédito ao consumidor, divulgado pelo Fed às 17h. Para finalizar o dia, saem os índices de inflação ao consumidor e produtora na China, às 22h30.


BRASIL: ICMS É COGITADO COMO FERRAMENTA PARA COMBATER EFEITOS DA ALTA DO PETRÓLEO

Bolsonaro defende medidas para reduzir preço dos combustíveis… O presidente citou duas ideais. A primeira envolveria a cobrança do ICMS dos combustíveis nas refinarias em substituição da tributação sobre o preço na bomba, efetivamente reduzindo a quantia tributada e barateando o produto final. A segunda ideia envolve uma integração da cadeia de distribuição, permitindo que usineiros entreguem o álcool que produzem diretamente para os postos de gasolina, retirando do preço final do etanol a margem dos distribuidores.

Estados resistem redução do ICMS para baratear combustíveis… Segundo levantamento feito pelo Broadcast, estados não estão dispostos a revisar o ICMS sobre combustíveis para combater os altos preços nas bombas. Os entes inferiores ainda enfrentam situação fiscal desafiadora, tornando inviável qualquer redução na arrecadação de um tributo tão significante para os seus respectivos orçamentos. O ICMS sobre combustíveis representa entre 18% e 20% da arrecadação total dos estados.

Programa Verde e Amarelo carece de planejamento fiscal… Uma análise realizada por técnicos da Câmara dos Deputados aponta que o Programa Verde e Amarelo, uma medida provisória (MP) que busca combater o desemprego entre os mais jovens através de desonerações de encargos trabalhistas, não foi apresentada com as devidas considerações orçamentárias. Mais especificamente, a MP não contempla impacto fiscal e não indica medidas compensatórias suficientes para contrapor a redução de arrecadação resultante da renúncia tributária.

Fonte alternativa de financiamento… Independente da análise dos técnicos da Câmara, a MP Verde e Amarela deve ser alterada. Vários parlamentares já tinham comentado que, apesar de apoiar a inciativa, não concordavam com a fonte de financiamento do programa apontada pelo Executivo, que determinou que desoneração fosse custeada por um tributo que incide sobre o pagamento do seguro desemprego.

Brasil mantém relações comercias com o Irã… A nota emitida pelo Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que demonstrou apoio a operação americana que resultou na morte do general Qasem Soleimani, não agradou ao Irã. O país persa convocou o embaixador brasileiro para prestar esclarecimentos em torno do comunicado. Segundo a representação do Brasil no Irã, uma conversa cordial foi tida entre ambas as partes. Um pouco mais tarde no dia de ontem, Bolsonaro confirmou que por hora o Brasil manterá relações comercias com o país. O Irã importou US$ 2,2 bilhões em produtos Brasileiros em 2019.

Na agenda… Como principal destaque da agenda doméstica, o IBGE divulga o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola acompanhado do 3º prognóstico da safra, às 9h. Na frente dos preços, o IGP-DI deve acelerar para 1,8% em dezembro (ante 0,85% em novembro) e o IPC-S deve desacelerar para 0,7% (ante 0,77% da leitura anterior).

E os mercados hoje?  Bolsas internacionais registram baixas modestas, apresentando movimento de acomodação após comoção da noite de ontem. Aqui, o prognóstico para o mercado segue o mesmo: na falta de novos indicadores e de notícias relevantes no âmbito doméstico, a bolsa local deverá seguir acompanhando a dinâmica do exterior. Em função disto, esperamos um dia de viés neutro/positivo para a bolsa local, condicionado a ausência de novas hostilidades entre o Irã e os EUA.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,26%, aos 116.662 pontos;
Real/Dólar: +0,01%, cotado a R$ 4,06;
DI Jan/21: -4 pontos base, 4.48%;
S&P 500: -0,28% aos 3.237 pontos

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Irã lança mísseis em bases com americanos no Iraque
– Empresas são beneficiadas com subsídio à energia solar
– Guaidó é agredido, mas força entrada e formaliza eleição
– Fumaça vinda da Austrália chega ao Rio Grande do Sul

O Estado de São Paulo
– Irã lança mísseis contra bases usadas pelos EUA no Iraque
– Instalações atingidas são as maiores dos americanos
– Agronegócio pede que Brasil fique fora do conflito
– Preço do material escolar deve subir 8%

Valor Econômico
– Prisão após 2ª instância vai antecipar gasto trabalhista
– Ataque do Irã a força dos EUA agrava tensões
– Centenária, Thyssen vive ano decisivo
– Taylor, o homem que ‘resgatou’ Ghosn

O Globo
– Irã ataca bases com tropas dos EUA no Iraque e eleva temor de conflito
– Energia solar: cai taxa após pressão de Bolsonaro
– Moro pede a Guedes crédito de R$ 1 bilhão
– Após apoio a Trump, Planalto adota discrição

Contatos

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