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Mercados Hoje: Semana de decisão

Introdução:

Internacional
• Apostas na oficialização iminente de um acordo entre China e EUA antes do próximo domingo continuam sustentando o movimento de alta nos mercados acionários;
• BCE (5ªF) e Fed (4ªF) devem manter a taxa de juros em níveis atuais;
• Pesquisas apontam para a vitória de Boris Johnson e o Partido Conservador nas eleições gerais que ocorrem na 5ªF no Reino Unido.

Brasil
• Bolsa local segue se beneficiando da dinâmica internacional;
• Bolsonaro estanca perda de popularidade, mas encerra mandato como presidente mais impopular;
• Equipe econômica registra avanços mais substancias;
• Copom deve realizar novo corte da Selic na 4ªF;
• Vendas no varejo e volume de serviços de outubro são destaques na agenda econômica da semana.


CENÁRIO EXTERNO: SEMANA DE DECISÃO

Mercados… Índices de mercado asiáticos encerraram estáveis, sem grandes destaques. Na zona do euro, mercados abriram com a mesma tendência positiva verificada nos pregões asiáticos, e o índice pan-europeu, STOXX 600, anda de lado até o momento. Do outro lado do atlântico, os futuros de NY também iniciam a semana sem direções claras, enquanto o dólar (DXY) registra leve queda contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos apresentam tendência baixista. O petróleo (brent crude) recua 0,9%, negociado próximo dos US$ 63,80/barril.

Andando de lado… Bolsas internacionais iniciaram a semana operando próximas à estabilidade, em busca de novas pistas sobre a direção que as negociações comerciais entre China e Estados Unidos estão tomando. Assim como foi na semana passada, as apostas na assinatura de um acordo antes do próximo domingo (15/12) – data em que está prevista a imposição de novas tarifas de importação – seguem sustentando os mercados a despeito da divulgação de indicadores econômicos fracos no fim de semana. Na zona do euro, cresce expectativas em torno das eleições gerais no Reino Unido, que deve acabar com a vitória de Boris Johnson e seu partido Conservador, abrindo espaço para a concretização do Brexit.

Pressão adicional… Uma nova deterioração dos dados da balança comercial chinesa no mês de novembro ilustrou de forma clara os efeitos perversos que a disputa comercial com os EUA imprime sobre a 2ª maior economia do mundo. A queda inesperada de 1,1% das exportações veio muito abaixo das projeções de mercado, que apontavam para uma alta de 1,0% no mês. Do outro lado, as importações surpreenderam positivamente ao registraram alta de 0,3% em novembro, com destaque para o crescimento na entrada de soja, cujo governo tem negociado novas compras com os EUA. Juntos, esses resultados contribuíram para um superávit comercial cerca de US$ 9 bilhões abaixo do esperado no período, fato gerador de pressão adicional sobre Pequim para que saia um acordo com os EUA nesta semana.

Semana de decisão… Em semana marcada pelas reuniões de política monetária do Fed (4ªF) e do BCE (5ªF), cujas decisões não deverão trazer grandes surpresas, o foco se voltará para os presidentes das instituições: Jerome Powell nos EUA e Christine Lagarde na zona do euro. Com apostas quase que unânimes na manutenção da faixa atual de juros em ambas as ocasiões, as mensagens passadas na coletiva de imprensa após o anúncio das decisões roubam a cena ao trazer a visão dos formuladores de política monetária sobre a situação das suas respectivas economias entrando em 2020.

Mais agenda… No campo dos indicadores econômicos, a semana tem como principais destaques, a inflação ao consumidor de novembro (4ªF) e vendas no varejo (6ªF) nos EUA, além da produção industrial de outubro e da leitura preliminar do PMI/Markit industrial na zona do euro.


BRASIL: ECONOMIA ESTANCA PERDA DE POPULARIDADE DO GOVERNO

Economia estanca perda de popularidade… A mais recente pesquisa de popularidade do governo Bolsonaro, realizada pelo instituto Datafolha, sugere que a tendência de perda de popularidade, observada desde abril, foi interrompida. A pesquisa foi conduzida entre os dias 5 e 6 de dezembro com 2.948 entrevistados em 175 municípios.

Ganhos modestos… Desde agosto, o grupo de pessoas que avalia o governo como ruim ou péssimo caiu de 38% para 36%; o número de entrevistados que enxergam o governo como regular cresceu de 30% para 32% e os que entendem o governo como bom ou ótimo cresceu de 29% para 30%. Todos os movimentos foram positivos, mas estão dentro da margem de erro da pesquisa (2%). De qualquer forma, apesar dos ganhos modestos, a pesquisa sugere que a tendência de perda de popularidade do presidente foi interrompida.

Bolsonaro encerra o seu 1ª ano como presidente mais impopular… Apesar da alteração em curso, Bolsonaro deve encerrar o ano com o maior de nível rejeição (ruim e péssimo) para um presidente desde a redemocratização. Segue a lista de todos os presidentes, por ordem de rejeição, após o seu primeiro ano no governo: Dilma (6%), FHC e Lula (15%), Collor (34%) e Bolsonaro (36%). A despeito disto, o presidente continua como favorito para o pleito de 2022. Quando tem o ministro Sergio Moro (Justiça) como vice, a distância entre ele e os seus principais rivais políticos é ainda maior.

Equipe econômica registrou avanços mais substâncias… A pesquisa mostra que, desde agosto, o grupo de pessoas otimistas frente a retomada da economia aumentou de 40% para 43%, os que aprovam do trabalho feito pela equipe econômica cresceu de 20% para 25% e os que aprovam as medidas de combate ao desemprego subiu de 13% para 16%.

RJ pode ceder espaço para SC em termos de PIB per capita… De acordo com estudo realizado por economistas do Ibre/FGV, o Rio de Janeiro está muito próximo de perder seu posto como terceiro estado mais rico do Brasil em termos de PIB per capita. O Rio de Janeiro, assolado por uma série de crises fiscais e políticas, junto a uma queda no preço internacional do petróleo, tem tido um dos piores desempenhos econômicos a nível nacional. Naturalmente, a crise nacional de 2014 também teve contribuição relevante para esta ocorrência. Os dados relacionados a emprego e arrecadação tributária, que demonstram um grande hiato com relação aos outros estados, também explicita está deterioração do quadro fluminense.

Na agenda… Na 4ªF, é praticamente unânime a aposta do mercado em mais uma redução de 50 pontos base da Selic após a reunião do Copom, o que levará a taxa básica de juros da economia à nova mínima de 4,5% a.a.. No mesmo dia, investidores avaliam os dados das vendas no varejo de outubro, e na 5ªF, o volume de serviços para o mesmo mês.

E os mercados hoje? No exterior, apostas na oficialização iminente de um acordo entre China e EUA antes do próximo domingo continuam sustentando os mercados acionários. Aqui, a bolsa local deve seguir se beneficiando de uma dinâmica mais positiva no exterior, com investidores à espera do Copom e da divulgação de dados econômicos importantes ao longo da semana. Em função disto, esperamos mais um dia de viés neutro/positivo para ativos de risco locais.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,46%, aos 111.125 pontos;
Real/Dólar: -1,16%, cotado a R$ 4,13;
DI Jan/21: -10 pontos base, 4.60%;
S&P 500: +0,91% aos 3.145 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Lula pediu obra em Cuba, afirma Marcelo Odebrecht
– Moro se firma como o mais bem avaliado no ministério
– Brasil cai uma posição em ranking de desenvolvimento
– Em Paraisópolis, baile homenageia os nove mortos

O Estado de São Paulo
– Estados pedem antecipação de verba do pré-sal para pagar 13º
– PF apura 221 casos de desvio e ‘laranjas’ na eleição de 2018
– IDH desacelera e Brasil fica na 79ª posição, ao lado da Colômbia
– Cruzeiro perde, cai e jogo acaba com violência

Valor Econômico
– Rio empobrece e já perde para SC em PIB per capita
– 27% dos novos empregos são intermitentes
– Decisão do STF derruba taxas de fiscalização
– Paulistano opta por ‘morar perto’ e em espaço menor

O Globo
– Com educação estagnada, país fica em 79º no ranking do IDH
– Encerramento com casa cheia no Maracanã
– Instituições querem regular uso das redes
– Datafolha: Reprovação à gestão Bolsonaro estanca

Contatos

Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
[email protected]

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
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Alejandro Ortiz Cruceno
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Victor Beyruti Guglielmi
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