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Mercados Hoje: Seguem vivas as tensões no oriente

Introdução:

Internacional
• Momento de tensão elevado no Oriente Médio pressiona ativos de risco;
• Postura agressiva dos governos do Irã e do Iraque sinalizam que conflito deverá se estender;
• Ativos de segurança continuam avançando em meio às incertezas: ouro atinge cotação máxima em 6 anos;
• O petróleo (Brent crude) segue avançando em meio ao noticiário, negociado próximo dos US$ 70,00/barril;
• Semana tem agenda de indicadores recheada: Relatório de Emprego de dezembro (Payroll) é o principal destaque da semana nos Estados Unidos.

Brasil
• Momento de maior aversão ao risco no cenário internacional deve continuar prejudicando o desempenho da bolsa local;
• Teto do cheque especial entra em vigor;
• Segundo o instituto Datafolha, Sergio Moro é a figura pública com maior grau de confiança entre os Brasileiros;
• Bolsonaro libera quantia recorde em emenda parlamentares no seu primeiro ano como presidente;
• Produção industrial de novembro (5ªF) e IPCA de dezembro (6ªF) são os principais destaques da agenda econômica na semana.


CENÁRIO EXTERNO: SEGUEM VIVAS AS TENSÕES NO ORIENTE

Mercados… Bolsas asiáticas iniciaram a semana em terreno negativo, com bolsas de Tóquio, Hong Kong e Shanghai acumulando perdas na sessão desta 2ªF. Na zona do euro, ativos de risco registram quedas mais acentuadas, e o índice pan-europeu, STOXX-600, recua 0,9% até o momento. Em NY, índices futuros registram quedas na ordem de 0,6%, enquanto o dólar (DXY) perde força contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos operam em alta liderada pelo preço do petróleo (Brent crude), que avança mais 1,5% e já é negociado próximo dos US$ 70,00/barril.

Tensões no Oriente… A semana começou com tendência de baixa para os mercados, com a manutenção das tensões no oriente médio ainda promovendo ajustes nas principais bolsas internacionais. Após a promessa de retaliação do governo Iraniano apontar para a continuação do confronto com os EUA nos próximos dias, a aprovação de uma resolução no parlamento iraquiano promoveu atrito adicional com os americanos no final de semana.

Não vai sair barato… Em resposta à morte de um poderoso general iraniano durante uma operação militar americana em Bagdá, o parlamento iraquiano aprovou uma resolução que visa expulsar as forças armadas americanas do país. Como já era de se esperar, a medida foi mal recebida pelo presidente americano, Donald Trump, que já avisou que caso os EUA saiam do Iraque de qualquer maneira que não seja amistosa, ele irá cobrar os “bilhões de dólares” gastos para a construção da base militar no país, além de impor sanções “nunca antes vistas”. Por ora, ainda não há definição de como a resolução será implementada, e a única certeza que fica é que esse conflito não irá acabar tão cedo…

Atenção redobrada… Assim como ocorreu no pregão da última 6ªF, o momento de tensão vivido no Oriente Médio continua impulsionando o desempenho de ativos de segurança como o yen e o ouro – este último atingiu a máxima de 6 anos nesta 2ªF. Ainda, o preço do petróleo também segue repercutindo o receio de investidores, voltando a operar acima dos US$70/barril após o fim de semana movimentado. Em relação aos mercados acionários, o nível elevado em que grande parte dos ativos se encontra no momento deve dar sequência ao movimento de correção iniciado pelo ataque americano no fim da semana passada.

Brexit de volta ao radar… A partir desta 3ªF (07/01), os membros da Câmara dos Comuns britânica voltam aos trabalhos e devem retomar as discussões em torno do tema que tem liderado o noticiário do país nos últimos anos. Com o deadline do dia 31/01 se aproximando, os parlamentares terão três sessões para realizarem os ajustes finais no acordo costurado entre o premiê Boris Johnson e a União Europeia em meados de outubro do ano passado.

Mais agenda… A semana conta com uma agenda importante de indicadores, começando pelas leituras finais de dezembro dos Índices de Gerentes de Compra (PMI/Markit) na Europa e nos EUA (2ªF), que darão novas pistas sobre as expectativas dos agentes das principais economias mundiais entrando em 2020. Ao longo da semana, investidores ainda acompanharão o ISM de serviços (3ªF), a criação de emprego no setor privado (4ªF) e o Relatório de Emprego (6ªF) de dezembro nos EUA.


BRASIL: NA ESTEIRA DO EXTERIOR

Cheque especial mais barato… Hoje (06), entra em efeito o novo teto para os juros do cheque especial. Instituições financeiras não poderão cobrar mais que 8% ao mês (151,8% ao ano) dos que se endividam através da modalidade. O limite é resultado de uma determinação feita pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no fim de novembro. Neste mês, os juros mensais do cheque especial eram de 12,4% (306,6% ao ano). A medida objetiva a correção das chamadas falhas de mercado dentro do mercado de crédito, com o intuito de elevar a concorrência e atenuar as condições financeiras dos mais pobres e menos educados; os que mais utilizam esta modalidade de crédito.

Dois lados da moeda… Como contrapartida, os bancos foram autorizados a cobrar uma tarifa 0,25% para os que tem mais R$ 500 disponibilizados através da modalidade. Está cobrança poderá ser cobrada a partir de junho.

Datafolha: Sergio Moro é o mais confiável… Segundo pesquisa divulgada pelo instituo Datafolha, o ministro Sergio Moro (Justiça) é a figura pública em que os brasileiros mais confiam. O antigo juiz recebeu a maior percentagem (33%) de notas que indicam alta confiabilidade. O ex-presidente Lula chegou em segundo, registrando alto grau confiabilidade entre 30% dos entrevistados.

Bolsonaro em terceiro… O presidente Jair Bolsonaro só é considerado muito confiável por 22% da população, mesmo assim, superou nove outras figuras públicas (Entre elas Luciano Huck 21%, FHC 10%, Rodrigo Maia 7%, Jo??o Doria 7% e Ciro Gomes 11%). A pesquisa representa mais uma confirmação da popularidade de Moro, que, apesar de ser alvo de uma campanha para descreditar o seu trabalho na operação Lava Jato, continua detendo o apoio de uma parte significativa da sociedade civil. Os rumores que o ministro da Justiça pode ser convocado para compor chapa eleitoral com Bolsonaro na eleição de 2022 devem continuar ganhando força.

Bolsonaro libera valor de emendas… Em seu primeiro ano como presidente da República, Jair Bolsonaro liberou R$ 5,7 bilhões em emendas de autorias dos parlamentares, o valor mais alto em um ano entre todos os presidentes. Alguns criticam essas determinações orçamentarias com parte do “toma-la-da-cá” da velha política que Bolsonaro prometeu extinguir. Sem dúvida, eles são uma moeda de troca que ajudam o Executivo gerar apoio no Legislativo. Ao mesmo tempo, a distribuição está alinhada com a visão federativa e decentralizadora que o governo defende e ainda representa muito menos espaço orçamentário cedido do que era feito em governos anteriores, onde os próprios ministérios eram distribuídos para formar uma base governista no Congresso.

Na agenda… A primeira semana completa de 2020 contará com uma agenda repleta de indicadores econômicos. Do lado da atividade, o relatório FOCUS deverá trazer as novas projeções do mercado com relação ao crescimento em 2020 (2ªF) e a produção industrial de novembro (5ªF) deve dar novas pistas sobre o desempenho do setor no último trimestre de 2019. Na frente dos preços, o investidor avalia a 1ª prévia do IGP-M para janeiro e o IPCA de dezembro (ambos na 6ªF).

E os mercados hoje? No exterior, a manutenção do momento de tensão elevada vivido no Oriente Médio segue pressionando ativos de risco para baixo. Aqui, o mercado deverá continuar reagindo de forma negativa à nova dinâmica do exterior, movimento que pode ter como contrapartida a continuidade da divulgação de dados econômicos fortes ao longo da semana. Em função disto, esperamos um dia de viés negativo para a bolsa local nesta 2ªF.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,73%, aos 117.706 pontos;
Real/Dólar: +0,84%, cotado a R$ 4,05;
DI Jan/21: -1 pontos base, 4.52%;
S&P 500: -0,71% aos 3.234 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Irã deixa acordo nuclear; Iraque pode expulsar EUA
– STF impõe derrotas a presidente na área social
– Chavismo diz que elegeu substituto de Guaidó

O Estado de São Paulo
– Iraque exige saída de tropa dos EUA; Irã deixa acordo nuclear
– Bolsonaro bate recorde em liberação de emendas
– Caixa prepara 1ª oferta de ações do governo, de até R$ 60 bi
– Chavismo tira Guaidó da chefia do Parlamento

Valor Econômico
– SP dá largada para os novos leilões de rodovias no país
– Governo tenta evitar revés para ferrovias
– Irã retoma programa nuclear
– Brasileiro é complacente com fraudes

O Globo
– Construção civil deve crescer 3% e criar 150 mil vagas este ano
– Iraque aprova saída americana, e Irã se afasta de acordo nuclear
– Maduro impede acesso de oposição ao Parlamento
– Austrália está no epicentro da crise do clima

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Luis Gustavo Pereira – CNPI
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Equipe Econômica

Conrado Magalhães
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