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Introdução: Os mercados ensaiam uma recuperação, após tombos de ontem. O setor de tecnologia segue no centro das atenções. A decisão do Fed (amanhã), no entanto, ainda é o grande destaque. Para hoje, nenhum destaque no front macro. No Brasil, é o 1º dia da reunião do Copom. Mas o destaque é a reunião, após 18h, dos ministros do Supremo. Reunião entre Meirelles e Mnuchin, dos EUA, também pode repercutir. Além disso: pesquisa Ipsos; recado de Guardia; e vitória de Alckmin.


CENÁRIO EXTERNO: À ESPERA DO FED, DIGERINDO O SETOR TECH.

O “básico” dos mercados… As bolsas da Europa operam em alta, em sua maioria. Às 8h30, o índice Stoxx 600 subia 0,2%, diminuindo as perdas no mês para -1,3%. Nos EUA, S&P futuro operava próximo à estabilidade. Ontem, as bolsas americanas caíram (S&P 500 -1,42%; e Nasdaq -1,84%), influenciadas pelo setor tech, com especial ênfase sobre ações do Facebook (-6,77%). O dólar opera ligeiramente mais forte hoje; e juros das Treasuries têm alguma pressão altista (10 anos ao redor de 2,86%). O brent sobe mais de 1,2%, cotado em US$66,8/barril. O minério de ferro, na China, caiu 0,76%, em US$66,94/tonelada.

Atenções voltadas ao Fed… O mercado está à espera da decisão do Fed (amanhã), que deve culminar com a 1ª elevação de juros deste ano. Hoje em 1,25-1,50%, deve passar para 1,50-1,75%. Além disso, será importante acompanhar aquilo que Jay Powell sinalizará em sua coletiva de imprensa.

Sobre o “gráfico das bolinhas” – parte I… Vale registrar: junto com os anúncios do Fed, novas projeções oficiais serão divulgadas. Um dos destaques será a atualização do chamado “gráfico das bolinhas” – gráfico divulgado de 3 em 3 meses, composto por 19 opiniões de dirigentes do Fed (7 dirigentes do board do Fed, e 12 presidentes regionais da instituição), sobre o lugar aonde os juros devem estar nos próximos anos, segundo as análises de cada um. Foi criado no final de 2011, para sinalizar ao mercado, de forma mais transparente, sobre as perspectivas para os juros do próprio Fed.

Sobre o “gráfico das bolinhas” – parte II… Para este ano, a mediana das projeções indicava, até dezembro/17, que os juros iriam subir 3 vezes em 2018. A elevação desta semana será a 1ª do ano. Começará a sinalizar o Fed que os juros podem subir 4 vezes, após bons números de lá pra cá? Registre-se: por conta de 4 assentos vagos no board, haverá, nesta atualização, somente 15 “bolinhas” neste gráfico.

E se o “gráfico das bolinhas” mudar? O viés, em nossa opinião, é o Fed se mostrar mais “hawkish”. Ou seja: mais “duro” em relação à normalização da política monetária. Afinal, de lá pra cá, as perspectivas para a economia americana têm melhorado. Não é por acaso que o próprio Powell, recentemente, reconheceu: “as perspectivas econômicas seguem fortes”(discurso do dia 1º de março, no Congresso).

Na agenda de hoje… Na zona do euro, sai a confiança do consumidor (12h). Nos EUA, não há destaques para hoje. As atenções dos investidores, como temos dito, estão voltadas para a reunião do Fed (amanhã).


BRASIL: O GOVERNO BRASIL: BRASIL: REUNIÃO DO STF É DESTAQUE.

Mais recursos… O presidente Temer anunciou ontem à noite que destinará R$1 bi para custear a intervenção federal no RJ. Até então, havia dito que liberaria algo entre R$600-800 mi. Ontem, o ministro Meirelles disse que os recursos da reoneração da folha de pagamentos – proposta ainda em stand-by – serão utilizados para financiar a intervenção.

Qualquer coisa eu saio… Segundo matéria do Valor, Eduardo Guardia, o “número 2” da Fazenda, já deu um recado claro: caso Meirelles deixe a Fazenda, e não seja indicado a sucedê-lo, deixará o seu posto. Para o lugar de Meirelles, outros nomes têm sido ventilados: Mansueto Almeida (Fazenda), Dyogo Oliveira (Planejamento), e Ana Paula Vescovi (Tesouro).

A política, em perspectiva… Com 42% do eleitorado brasileiro, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são estados relevantes para os presidenciáveis. Neste contexto, vale frisar: Geraldo Alckmin (PSDB-SP) obteve vitória importante: o senador Antonio Anastasia avisou ao tucanos que aceita ser candidato ao governo mineiro. Desta forma, o atual governador de SP consegue força adicional em Minas…

Reunião do Copom: 1º dia… Começa hoje a reunião do BC. O anúncio – sobre o futuro da Selic – será feito amanhã, após o mercado. Como temos dito, a Selic deve passar de 6,75% para 6,50%. A princípio, a taxa deve ser mantida até, ao menos, o final deste ano. O cenário mais provável é que a normalização da Selic comece a partir do 2º trimestre de 2019.

Atividade econômica… O BC divulgou ontem o índice IBC-Br de janeiro: -0,56% frente a dezembro, e +2,97% frente a janeiro de 2017. Os números ficaram acima do esperado pelo mercado (-0,80% e +2,40%, respectivamente), segundo pesquisa da Bloomberg. De qualquer forma, mostram que a recuperação será gradual, e há quem comece a revisar projeções de PIB para 2018 (talvez fique abaixo de 3%). Isto é algo que reforça a possibilidade de corte de juros pelo BC…

Uma reunião, após o expediente… As atenções estarão voltadas ao STF: ministros se reúnem com a presidente Cármen Lúcia (18h), em seu gabinete. Embora se mostre contrária a colocar na pauta o tema das prisões, após condenação em 2ª instância, tem sido pressionada por políticos e até ministros. No Twitter, ganhou destaque o #ResistaCarmenLucia.

Meu amigo Steven… Também está no radar dos investidores a conversa entre o ministro da Fazenda Henrique Meirelles e o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin (15h15). Ambos estão em Buenos Aires, na reunião do G-20. Às 17h, Meirelles fala com jornalistas. A expectativa é sobre alguma isenção de impostos sobre as exportações de aço brasileiro.

Corrida eleitoral: pesquisa Ipsos… Em tese, será divulgada hoje uma pesquisa Ipsos, feita nas regiões urbanas do país. Segundo registro no TSE, a pesquisa realizada entre os dias 1º e 13 de março. Nos questionários que envolvem os candidatos – ou possíveis candidatos – à Presidência, ainda foi mantido o nome de Luciano Huck.

E os mercados hoje? O risco país, medido pelo CDS de 5 anos, oscila ao redor de 156 pontos base. Já subia mais de 3% nesta manhã. De qualquer forma, sem indicadores para hoje no front macro, os mercados locais devem operar sem direções muito claras. A reunião do STF é o grande destaque, e notícias em relação a isto podem fazer preço.

Ignacio Crespo – Economista


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -1,15%, aos 83.913 pontos;
Real/Dólar: +0,20%, cotado a R$3,286;
Dólar Index: -0,52%, 89,765;
DI Jan/21: +02 pontos base, 8,230%;
S&P 500: -1,42% aos 2.713 pontos.

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


EMPRESAS:

Mahle Metal Leve: Números do 4T17
Impacto: Marginalmente Negativo.

Luis Gustavo Pereira – Estrategista


Jornais:

Folha de São Paulo
– Temer quer liberar até do ensino médio a distância
– Márcio França: Doria não tem palavra e trai o eleitor ao deixar Prefeitura de SP
– Exército vai sair de favela laboratório para ação no Rio
– Escândalo de dados faz Facebook perder US$ 37 bi na Bolsa

O Estado de São Paulo
– Sob pressão, STF debate prisão em segunda instância
– Caixa planeja reter lucro de R$ 10 bi para empréstimos
– Segurança do rio tem déficit de R$ 3,1 bi
– Trump quer pena de morte para traficante

O Globo
– Verba para intervenção não dá nem para quitar dívidas
– Caso Marielle gera mutirão nas redes
– União lança pacote de concessões de R$ 10 bi
– Pressão no STF sobre 2ª instância

Valor Econômico
– Rigor de reguladores eleva “multa” em fusão e aquisição
– IBC-Br negativo lança dúvidas sobre retomada
– Supremo busca saída para o “caso Lula”
– Vazamento custa US$ 36 bi ao Facebook

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Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
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Equipe Econômica

Ignácio Crespo Rey
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Lucas Stefanini
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Rafael Gad
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Ignacio Crespo Ignacio Crespo

Economista

Mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/EPGE) e em Finanças pela Barcelona Graduate School of Economics (BGSE). Graduado em Ciências Econômicas pelo INSPER. Entre 2013 e 2018, atuou como economista da Guide Investimentos, cobrindo o mercado doméstico e os internacionais, e sendo um dos responsáveis do asset allocation dos clientes. Desde 2018, atua como consultor Guide Investimentos, cobrindo principais eventos do cenário internacional e escrevendo artigos semanais para o blog.

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