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Introdução: Os mercados asiáticos encerraram a semana com sessões mistas, em mais um dia de baixa liquidez; Na Zona do Euro, os principais índices de mercado operam com viés mais negativo; EM NY, onde bolsas voltarão a abrir após parada do feriado, futuros operam próximos à estabilidade, com leve tendência negativa, e o dólar (DXY) se valoriza contra seus principais pares; Mercado aguarda divulgação de mais um relatório de emprego nos EUA; Industria alemã registra mais uma leva de dados fracos; Commodities se movimentam majoritariamente em terreno negativo. No Brasil, investidores aguardam o início das discussões em torno da reforma da Previdência no plenário da Câmara, que devem ter início na semana que vem.


CENÁRIO EXTERNO: ATIVIDADE PREOCUPA NA EUROPA

Mercados… Os mercados asiáticos encerraram a semana com sessões mistas, em mais um dia de baixa liquidez. As bolsas de Tóquio e de Shanghai encerraram com alta de 0,2%, e o Hang Seng (Hong Kong) operou próximo a estabilidade. Na Zona do Euro, os principais índices de mercado operam com viés mais negativo. O DAX (Frankfurt) recua 0,3% até o momento. EM NY, onde bolsas voltarão a abrir após parada do feriado, futuros operam próximos à estabilidade, com leve tendência negativa, e o dólar (DXY) se valoriza contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno negativo. O petróleo (Brent crude), na contramão, sobe 0,6%, negociado aos US$ 63,65/barril.

Indústria alemã preocupa na UE… Os dados de pedidos à indústria na Alemanha recuaram de forma acentuada em maio, mais um sinal que a desaceleração econômica na Europa se agrava em meio à incerteza que persiste em torno do comércio mundial. O dado recuou impressionantes 2,2% no mês, muito abaixo da expectativa do mercado, que previa uma queda de 0,2% m/m.

Torcendo para os estímulos serem suficientes… No cenário atual de desaceleração da economia mundial, o mercado tem apostado suas fichas na expectativa de que os bancos centrais serão bem sucedidos em seus estímulos, de forma a sustentar a economia mundial. Este movimento já está em curso nas maiores economias global. Caso esta perda de ritmo da atividade econômica se prove mais duradoura, há grandes chances de migrarmos para um cenário de “recessão” global.

Agenda decisiva… O principal destaque da agenda internacional será a divulgação do relatório de emprego (Payroll) de junho nos EUA. Após um resultado decepcionante em maio, a nova leitura será decisiva para a definição da postura que os membros do FOMC tomarão na reunião de julho. O mercado espera que tenham sido criadas 160 mil novas vagas em junho (Bloomberg), e a apresentação de um número muito superior a este seria suficiente para persuadir o Fed a postergar o início do movimento de cortes na taxa de juros. Por outro lado, caso o dado venha abaixo de 100 mil vagas pelo 2º mês consecutivo, ele trará mais uma indicação de que a flexibilização monetária deve ter início já no fim do mês.


BRASIL: REFORMA AVANÇA

Apoio amplo… A comissão especial da Câmara aprovou, ontem (04), o parecer da reforma da Previdência. A base do relatório, que continha as principais alterações ao sistema previdenciário, foi aprovada durante a tarde com placar de 36 a 13, uma margem mais ampla do que esperada. O bloco de votantes contrários incluía os integrantes dos seguintes partidos: PT, PCdoB, PSB, PDT, PV, PSOL e Rede. Agora, o projeto segue para o plenário da Câmara, a expectativa é que a PEC 06/2019 esteja pronta para o Senado no fim do recesso parlamentar, que ocorre no dia 01/08.

Sem grandes destaques… Após a aprovação do corpo do projeto, deputados apreciaram os destaques, questões que tratavam de assuntos específicos subordinadas ao projeto. Esse processo se estendeu a sessão até as 2h, levando o tempo de duração total para 16 horas.

140… No início da reunião, haviam mais de 140 alterações a serem votadas, entre elas, 99 eram propostas individuais, oriundas de um único deputado, enquanto as outras eram coletivas, de autoria das bancadas partidárias. O colegiado aprovou medida que invalidou os destaques individuas e deu início a apreciação dos destaques de bancada.

Economia preservada… A maioria das votações dos destaques favoreceram a manutenção da economia do governo, como no caso dos destaques dos profissionais da segurança pública e dos professores, que foram rejeitados evitando que o governo federal perdesse a desoneração prevista na proposta.

Bancada ruralista… A principal derrota do governo, que diminui de forma substantiva a economia prevista pelo projeto, foi o destaque de autoria da bancada ruralista. A poderosa bancada do setor agropecuário conseguiu reverter a perca de benefício tributário que removeu a contribuição previdenciária sobre exportações agrícolas, retirando R$ 83,9 dos cofres do governo federal. A votação, com placar apertado de 23 a 19, resulta em redução da economia o para abaixo do patamar de 1 trilhão, agora totalizando R$ 987,5 bilhões.

Confiante… Em evento do mercado financeiro realizado em São Paulo, o ministro da economia, Paulo Guedes, demonstrou grande otimismo diante a aprovação da reforma da Previdência e as medidas económicas que a prosseguem.

Fundamentos sólidos… Guedes garantiu que seus projetos económicos serão baseados em fundamentos sólidos e não truques paliativos, como em governos anteriores. Guedes também demonstrou confiança no Congresso e suas lideranças, chamando a tese de falta de apoio no legislativo, defendida pela mídia, de “mentira”.

Tributaria e Pacto federativo… Também segundo o ministro, A PEC 06/2019, considerada um divisor de águas para o governo Bolsonaro, deve ser aprovada na Câmara antes do recesso. A resolução da questão do peso das aposentadorias no orçamento federal, abre o caminho para um serie de novas medidas. As principais destas são a reforma tributaria, que pretende criar um imposto único que consolida vários outros tributos (IPI, PIS, Cofins e CSLL) e o pacto federativo, que empodera e responsabiliza os estados e municípios do ponto de visto orçamentário.

Na agenda…  Não serão divulgados indicadores relevantes ao longo do dia de hoje.

E os mercados hoje?  Em mais um dia de baixa liquidez para os mercados, mercados operam com cautela, à espera da divulgação do relatório de emprego de junho nos Estados Unidos. Aqui, investidores aguardam o início das discussões em torno da reforma da Previdência no plenário da Câmara, que devem ter início na semana que vem. Com isso, esperamos um dia de viés neutro/positivo para ativos de risco domésticos, que terão o movimento no exterior como principal direcional nesta 6ªF.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: 1,56%, aos 103.6364 pontos;
Real/Dólar: -0,67%, cotado a R$ 3,80;
Dólar Index: -0,04%, cotado a 96.731;
DI Jan/21: -7 pontos base, 5.73%;
S&P 500: +0,77% aos 2995 pontos *

*(fechamento do dia 03/07 em função do feriado)

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Comissão conclui aprovação da Previdência e texto vai para o plenário na Câmara
– Comissão aprova texto-base sem atender Bolsonaro
– Ministério Público pede que TCU apure se o COAF investiga contas de Glenn Greenwald
– Derrota de policiais expõe divergência entre Bolsonaro e Paulo Guedes.

O Estado de São Paulo
– Chuva interdita parte da Marginal Tietê, rodovias e rodízio é suspenso em SP
– Comissão Especial devolve benefício ao setor rural e tira R$ 84 bi da Previdência
– Secretário da Previdência diz que articulação para aprovação começa já
– Não fui prejudicado por trabalhar na infância, diz Bolsonaro

Valor Econômico
– Comissão encerra votação da Previdência; Maia quer levar a plenário na terça-feira
– Armínio e Tafner: Mudança na Previdência não é suficiente
– Estudo indica que recessão ainda afeta os mais pobres
– Bolsonaro e populismo de direita afetam imagem externa e ‘soft power’ do Brasil

O Globo
– Comissão conclui votação da reforma e texto vai a plenário da Câmara
– Em última votação, deputados derrubam imposto rural, e economia com reforma cai para R$ 987 bilhões
– PF investiga se sargento preso com 39 quilos de cocaína lavou dinheiro com parentes e amigos
– Governo acena com até R$ 10 milhões a deputados aliados para construir base e aprovar reformas

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