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Mercados Hoje: Reforma avança na madrugada

Introdução: Índices asiáticos seguiram operando com viés negativo; Na Europa, os mercados avançam de forma mais expressiva; Em NY, futuros também sem mantêm em terreno positivo, sinalizando mais uma sessão de alta para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) opera próxima à estabilidade; O arrefecimento do receio de uma guerra cambial, além de uma melhora na perspectiva para o embate China-EUA segue dando fôlego aos mercados; Risco de desaceleração global fica cada dia mais visível nos dados e na movimentação de BCs; O petróleo (Brent crude) cai 0,5%, já negociado abaixo dos US$ 59,00/barril. No Brasil, aprovação do texto base da reforma da Previdência em 2º turno de votação na Câmara dos deputados é destaque; Na agenda, o IBGE divulga as vendas no varejo de junho; Gerdau e Braskem divulgam resultados.


CENÁRIO EXTERNO: MERCADOS RESPIRAM, MAS RISCO PERMANECE

Mercados… Índices asiáticos seguiram operando com viés negativo. As bolsas de Shanghai e de Tóquio registraram quedas da ordem de 0,3%, enquanto, em Hong Kong, o Hang Seng teve valorização modesta (+0,1%). Na Europa, os mercados avançam de forma mais expressiva, com o Dax avançando 1,4% até o momento. Em NY, futuros também sem mantêm em terreno positivo, sinalizando mais uma sessão de alta para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) opera próxima à estabilidade. Em relação às commodities, ativos se movimentam sem direção única. O petróleo (Brent crude) cai 0,5%, já negociado abaixo dos US$ 59,00/barril.

A calmaria se estende… O dia segue a mesma tendência de recuperação verificada ontem, com futuros nos EUA e bolsas europeias avançando. A decisão do Banco Popular da China (PBoC, na sigla em inglês) de manter o yuan valorizado acima do patamar de 7 por dólar afastou o receio de uma guerra cambial, e junto com declarações do o diretor do Conselho Econômico do governo Trump, Larry Kudlow, de que os EUA ainda buscam acordo com a China, também contribuiu para um alívio maior dos mercados.

Os riscos são cada vez mais claros… Apesar da melhora após o sell-off generalizado na 2ªF, os riscos ao crescimento econômico global estão cada vez mais visíveis, seja através de indicadores ou da movimentação dos Bancos Centrais. Hoje mais cedo, a produção industrial da Alemanha, a maior economia europeia, registrou uma queda de 5,2% em junho, maior declínio interanual desde 2009. Paralelamente, na Ásia, Bancos Centrais da Nova Zelândia, da Tailândia e da Índia surpreenderam com afrouxamentos além do que era esperado. Por fim, nos EUA, a inversão das curvas dos treasuries de 3 meses e 10 anos – dado visto por muitos como preditor de recessões – passou a ter um spread de 30 pontos base, patamar que não é atingido desde 2007. Com base nestes “sinais” o contexto econômico atual deve ser acompanhado com cautela, e uma solução estrutural da disputa entre os EUA e China será necessária para acalmar os ânimos nesta frente.

Na agenda… Em dia de agenda morna, saem os números de estoque bruto de petróleo do Departamento de Energia americano, às 11h30.


BRASIL: REFORMA AVANÇA NA MADRUGADA

Câmara aprova Previdência em Segundo Turno… A PEC 06/2019 foi aprovada por 370 a 124 votos, em segundo turno na Câmara dos deputados, nesta madrugada (07). O resultado foi menos expressivo do que na primeira rodada, onde o placar registrou 379 votos favoráveis e 131 contrários, mas o número menor, tanto de deputados que apoiam quanto dos que rejeitam, demonstra que a alteração é resultado de quórum mais baixo (-15), em outras palavras, menos parlamentares presentes em Plenário. Entre os presentes, somente 1 ou 2 deputados devem ter alterado seus votos entre os dois turnos.

Vale ressaltar: O Ibovespa atingiu máxima histórica de 106.221 pontos no dia após à aprovação em primeiro turno na Câmara. A segunda rodada não deve impulsionar o índice de tal forma, logo que aprovação já é mais que esperada. Mesmo assim, o progresso no trâmite da PEC 06/2019 deve revigorar o apetite de investidores por ativos de risco.

Ainda restam os destaques… O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pretendia votar alguns dos destaques, votos separados que removem trechos específicos da proposta, ontem à noite, mas seu plano não se concretizou. Sempre cauteloso, o líder da casa legislativa adiou a votação dos destaques após o corpo do projeto ser aprovado às 00h40. Maia não gosta de votar propostas importantes quando o Plenário está cansado. Os 8 destaques supressivos apresentados devem ser votados hoje de noite ou na noite seguinte (08).

7 destaques que reduzem a economia… A oposição (PT, PCdoB, PDT, PSB e PSOL) apresentou 7 destaques que pretendem remover trechos que aumentam a economia do governo, endurecendo as regras das aposentadorias. Os sete trechos tratam da pensão por morte, do Benefício de Prestação Continuada (BCP), da penalidade de transição, do cálculo, do abono salarial, do tempo de contribuição e das contribuições abaixo do piso. Caso o governo não consiga apresentar 308 votos contrários a cada um destes destaques, a economia atualmente prevista pelo projeto pode ser reduzida substancialmente.

1 destaque pretende aumentar a economia… Em direção oposta aos partidos de esquerda, os liberais do Novo apresentaram destaque que visa aumentar a economia do governo. O destaque visa excluir modelo de transição que ameniza as regras de aposentadoria, tanto para trabalhadores do setor privado como do setor público. O posicionamento do governo diante este destaque ainda não está claro.

Tamanho da economia… Segundo o ministério da Economia, a versão atual do projeto garante, durante período de uma década, economia de R$ 933,5 bilhões de reais. Mas de acordo com ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, a economia é de R$ 750 bilhões. Porém, mesmo utilizando o cálculo mais conservador do economista, quando se adiciona as economias gerada pelas novas ferramentas antifraude e a possível inclusão de estados e munícipios através de PEC paralela no Senado, o número magico de R$1 trilhão de reais pode ser alcançado.

Na agenda… O principal destaque da agenda local será a divulgação das vendas no varejo de junho, às 9h. A mediana das previsões vê expansões de 0,6% no conceito ampliado e de 0,5% no conceito restrito. Na agenda corporativa, Gerdau divulga seus números antes da abertura e Braskem, após o fechamento.

E os mercados hoje? No exterior, bolsas mantém movimento de leve recuperação após quedas fortes da 2ªF. Aqui, o mercado deve reagir à aprovação do texto base da Previdência em votação de 2º turno na Câmara, mais uma vez por margem favorável expressiva. Com isso, esperamos um dia de viés positivo para ativos de risco locais, reflexo do bom humor trazido pelo avanço da agenda reformista e pela melhora contínua dos mercados lá fora.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +2,08%, aos 102.178 pontos;
Real/Dólar: -0,43%, cotado a R$ 3,95;
Dólar Index: +0,09%, cotado a 97.610;
DI Jan/21: -09 pontos base, 5.49%;
S&P 500: +1,30% aos 2882 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Câmara aprova em segundo turno texto-base da reforma da Prvidência
– Parcela da população que se declara dona de casa cai para 7% em 26 anos
– Dodge recorre de decisão de Moraes que suspendeu fiscalizações da Receita
– Bolsonaro enfrenta ‘metamorfose’ e adota medidas que antes condenava

O Estado de São Paulo
– Câmara aprova texto-base da reforma da Previdência em 2° turno
– Agronegócio pressiona governo contra retórica ambiental
– Investidores ficarão mais sensíveis neste 2º semestre aos indicadores econômicos
– Governo edita decreto que permitirá relicitação de rodovias e aeroportos

Valor Econômico
– Atvos, da Odebrecht, propõe corte de 46% da dívida com bancos e fornecedores
– Câmara aprova texto-base da reforma da Previdência em segundo turno
– Dona do Ibmec quer vender operação e deixar o Brasil
– Demanda aquecida acelera as ofertas de fundos imobiliários

O Globo
– Câmara aprova texto principal da reforma da Previdência em 2° turno
– Único a se abster na votação da reforma, Frota trocou ‘lua de mel’ com PSL por críticas a Bolsonaro
– Rodrigo Maia diz que não quer nova reeleição para a presidência da Câmara
– Em nova derrota de Moro, ‘solução negociada’ é retirada do pacote anticrime

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