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Mercados Hoje: Progresso nas conversas

Introdução: Prevalece o bom humor no cenário internacional. As bolsas sobem, após boa sessão dos mercados asiáticos. Não há fatos novos sobre a “negociação comercial”; e investidores monitoram os dados da agenda na Europa e China. No Brasil, as atenções se voltam a Previdência, e possível desidratação do texto base da Previdência. O ambiente ainda é de incertezas.


CENÁRIO EXTERNO: CHINA ACELERA

Mercados… As bolsas operam em alta na Europa, após terminarem no azul no Japão e China. Nos EUA, índice S&P futuro opera em alta nesta manhã. O dólar opera em ligeira baixa frente a seus principais pares, e misto frente aos emergentes. Os juros das Treasuries avançam (10 anos ~2,73%). As commodities seguem sem direções claras. O petróleo (brent) recua, e oscila próximo dos US$66/barril.

China acelera… O índice de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) da indústria passou de 48,3 pontos em janeiro para 49,9 pontos em fevereiro, acima dos 48,5 esperado pelo mercados. De fato, os dados da China mostram uma tentativa de recuperação no setor, após 2 meses consecutivos de queda. Acima de 50 pontos, no entanto, os índices ainda apontam para uma contração à frente.

Chineses ganham forças no MSCI… Ainda ontem, o MSCI informou que pretende ampliar o “fator de inclusão” das ações chinesas em seus índices, de 5% para 20%. Com essa medida, o peso de ações da China no índice MSCI de mercados emergentes saltará em cerca de 0,7% atualmente para 3,3% até novembro. Segundo os cálculos do MSCI, o aumento da exposição na China deverá atrair cerca de US$ 80 bilhões em novos fluxos estrangeiros para o país. Após o anúncio, o principal índice acionário chinês, o Xangai Composto, avançou firme, atingindo o maior nível desde junho de 2018.

Na Europa: inflação… O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu para 1,5% a/a em fevereiro, acima dos 1,4% a/a verificado em janeiro, e em linha com a previsão dos analistas. A leitura mostrou que a inflação na zona do euro continua abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE), dos 2%. Em suma, a economia vem perdendo forças nos últimos meses, e a inflação também não reage. Algo que sinaliza uma elevação dos juros do bloco europeu mais tarde do que o previsto anteriormente.

E as negociações comerciais? Segundo a Bloomberg, as autoridades dos EUA seguem preparando um acordo definitivo com os chineses, que deverá ser assinado por Trump e Xi Jingping nas próximas semanas. Ontem, Larry Kudlow, principal assessor econômico do presidente americano, Donald Trump, disse que ambos os lados vêm mostrando um progresso “fantástico” nas conversas. De qualquer forma, investidores adotam uma postura mais cautelosa, e aguardam o memorando final dos acordos entre EUA-China.

Sobre o PIB americanos… O mercado estava à espera da nova leitura do PIB dos EUA, referente ao 4º trimestre. A economia desacelerou de 3,4% para 2,6% (t/t, anualizado). Ainda assim, a desaceleração foi mais fraca do que o esperado pelos analistas, que projetavam um número mais próximo de 2,2% ao ano. Para 2019, a expectativa é que o PIB americano siga em desaceleração. Sem o estímulo fiscal observado no ano passado, condições financeiras menos estimulativas e desaceleração da economia global são fatores relevantes para esse cenário de menor crescimento.

De olho no Fed… Ontem, Jerome Powell, presidente do Fed, ressaltou a performance ainda positiva da economia americana, mas destacou os recentes riscos ao crescimento para este ano. Neste contexto, a instituição sinaliza que, por ora, não deve elevar os juros.

Na agenda macro de hoje… Nos EUA, o destaque é o índice gerente de indústria (12h). A expectativa para fevereiro é de queda na margem, em linha com o cenário de menor crescimento neste ano.


BRASIL: A PREVIDÊNCIA

Sobre a Previdência – Parte I… Nesta 5ª feira, Bolsonaro informou que está disposto a realizar algumas mudanças no texto base da Previdência. Dentre elas: (i) redução de 62 para 60 anos a idade mínima para aposentadoria das mulheres; (ii) alteração das regras do Benefício de Prestação Continuada, pago a idosos e pessoas com deficiência física com renda inferior a 1/4 do salário mínimo; e (iii) mudanças nas questões relacionadas a pensão por morte. Conforme comentamos em relatórios recentes, é certo que o governo deverá ceder em sua proposta. O risco, entretanto, é sinalizar essa flexibilizações antes mesmo de o projeto começar a tramitar na Câmara Federal. Vamos acompanhar…

Sobre a Previdência – Parte II… Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, espera que a aprovação da reforma da Previdência ocorra até junho na Casa, como esperado pela equipe do presidente Jair Bolsonaro. Maia, contudo, criticou a comunicação do governo. Disse que o governo precisa melhorar sua comunicação para construir um ambiente “maior” que a reforma da Previdência. Sobre o texto, Mais ainda comentou que o momento também não é o ideal para reavaliação as questões relacionadas à recomposição salarial dos militares.

A Cessão Onerosa… O Congresso vai ficar de fora da decisão do megaleilão do pré-sal. O governo optou por não usar um projeto de lei para decidir as questões relacionadas ao acordo da cessão onerosa entre Petrobras e União. A previsão é que os termos da negociação com a Petrobras sejam submetidos ao CNPE no final de março. De qualquer forma, o leilão deverá contribuir para o equilibro fiscal desse ano da União.

Do lado macro: PIB… No 4º tri, o PIB brasileiro apresentou um crescimento de 0,1% t/t, abaixo da nossa projeção (+0,29% t/t), e em linha com às expectativas de mercado (Bloomberg). Na comparação com o mesmo período de 2017, houve avanço de 1,1% a/a. Com isso, o crescimento do PIB ficou em 1,1% em 2018 (ante nossa projeção de 1,19%). De fato, os dados mostram um ritmo mais lento do que o previamente esperado para a recuperação da atividade. Por um lado, o mercado de trabalho mostra uma estagnação em sua trajetória de retomada. E a indústria demora a reagir às condições financeiras mais favoráveis deste período pós-eleições.

Do lado macro: Caged… Os dados do CAGED de janeiro registraram a criação líquida de 34.313 empregos nos postos de trabalho formal. Na série com ajuste sazonal, o saldo ficou positivo em 32.127 postos (7,0% a/a). Ainda assim, o resultado veio bem abaixo das expectativas do mercado, que esperavam um saldo positivo de 86 mil empregos no mês. Em suma, os dados do Caged mostram uma recuperação ainda lenta do mercado formal. Destaque para os dados de salários de admissão e demissão, que começam a dar indícios de retomada, embora ainda insuficiente para gerar pressões inflacionárias.

E os mercados? O viés é mais negativo, diante da preocupação dos investidores com a condução da Reforma da Previdência pelo Goveno. O dia ainda é véspera de feriado, o que deve contribuir para ampliar a cautela para os ativos de riscos locais. Assim, segue o viés para a bolsa de baixa; e para DIs e dólar é de alta. O risco país (CDS de 5 anos) opera em alta nesta manhã (por volta de 156 pontos base).

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -1,77%, aos 95.584 pontos;
Real/Dólar: +0,72%, cotado a R$ 3,7564;
Dólar Index: +0,00%, 96.157;
DI Jan/21: +0,07 pontos base, 7,150%;
S&P 500: -0,28% aos 2.784 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Rafael Passos – Equipe econômica


Jornais:

Folha de São Paulo
–  Crescimento de 1,1% no PIB amplia desafio de Bolsonaro
– Fala sobre Previdência piora dia ruim no mercado
– Pressionado, Moro desiste de colocar Szabó em conselho
– Guaidó preso seria um erro terrível, dizem EUA

O Estado de São Paulo
– Bolsonaro admite atenuar reforma; Guedes quer contrapartida
– PIB cresce apenas 1,1% e analistas reveem projeções
– MP quer interditar Sapucaí
– Queiroz diz ao MP que ‘gerenciava’ verba de gabinete

Valor Econômico
– Retomada é a mais lenta da história
– Bolsonaro aceita reduzir idade mínima para mulher
– O momento difícil dos negócios de Lemann
– Para militares, os brasileiros ainda não sabem votar

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Rafael Gad Passos Rafael Gad Passos

Equipe Econômica

Graduado em Administração de Empresas na ESPM. Possui certificação de Mercado de Ações (BMF&Bovespa). Possui experiência na área de análise do Banco Bradesco Investimentos e atualmente faz parte da equipe de Research da Guide Investimentos, com foco nas empresas do Ibovespa.

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