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Mercados Hoje: Previdência segue (intacta) para o senado

Introdução: Índices asiáticos avançaram de forma uniforme pela primeira vez na semana, reagindo a dados mais fortes da balança comercial chinesa de julho; Pequim realiza nova investida na disputa com os EUA; Na Europa, os mercados seguem o mesmo viés de alta verificado nos pregões asiáticos; Em NY, futuros também sem mantêm em terreno positivo, sinalizando mais uma sessão positiva para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) opera próxima à estabilidade; Hoje marca uma semana desde o anúncio de novas tarifas sobre produtos chineses por Donald Trump; O petróleo (Brent crude) sobe 1,2%, voltando a se aproximar do patamar de US$ 57,00/barril. No Brasil, o mercado reage ao avanço do texto da reforma da Previdência ao Senado, dentro do cronograma de Maia e sem alterações; BB e Azul divulgam seus resultados antes da abertura, e B3, Suzano, CCR, B2W, Americanas, Cyrela, Tenda e BR Malls, após o fechamento.


CENÁRIO EXTERNO: NA GANGORRA

Mercados… Índices asiáticos avançaram pela primeira vez na semana, reagindo à dados mais fortes da balança comercial chinesa de julho. As bolsas de Shanghai (0,9%), Tóquio (0,4%) e Hong Kong (0,5%) se valorizaram na sessão. Na Europa, os mercados seguem o mesmo viés de alta verificado nos pregões asiáticos, com o Dax avançando 0,9% até o momento. Em NY, futuros também sem mantêm em terreno positivo, sinalizando mais uma sessão positiva para ativos de risco americanos, e o dólar (DXY) opera próxima à estabilidade. Em relação às commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno positivo. O petróleo (Brent crude) sobe 1,2%, voltando a se aproximar do patamar de US$ 57,00/barril.

Mercados na gangorra… Hoje marca uma semana do dia em que Donald Trump anunciou a imposição de novas tarifas para US$ 300 bilhões em produto chineses, escalando tensões e derrubando mercados, que se preparam para a manutenção da disputa por um prazo maior. Desde então, bolsas globais têm registrado sessões de alta volatilidade, reagindo prontamente a cada resposta dada por cada um dos lados. Ontem, os pregões buscaram uma acomodação para o fechamento, reflexo de uma aposta maior na ação dos Bancos Centrais, zerando as perdas já acentuadas no meio da sessão, embora uma corrida por proteção tenha ficado clara nos movimentos dos Treasuries, do ouro e do iene.

Nova investida… Em nova investida de Pequim contra os EUA, o Banco Popular da China (PBoC, na sigla em inglês) voltou a romper o nível simbólico do yuan para o mercado, fixando o ponto médio da divisa Chinesa acima dos 7 por dólar. A medida vem como resposta após o Tesouro americano rotular o gigante asiático como país “manipulador de moeda”. Na tarde de ontem, os EUA não retrucou as ação do seu rival, que também já mostrou que cessará com as compras de produtos agrícolas americanos, e até mostrou boa vontade em recuar nas tarifas caso a China abrisse concessões. Seja como for, um consenso parece estar longe de ser atingido, e o mercado irá acompanhar de perto a como a situação evolui até o fim do mês, quando passarão a vigorar de fato as novas tarifas de Trump sobre importações advindas da China.

Na agenda… O destaque da agenda desta 5ªF foram os dados da balança comercial chinesa de julho, que superaram expectativas e impulsionaram bolsas asiáticas na sessão. Os números apontaram o aumento das exportações em 3,3% no mês, contra uma previsão de queda de 2,0% (WSJ). Já as importações seguiram em queda (-5,6%), mas o resultado também veio bem superior ao esperado (-9,0%). No fim das contas, o superávit comercial ficou em US$ 45,06 bilhões, também significativamente acima das estimativas de um saldo de US$ 38,7 bilhões. Hoje à noite, Pequim divulgará dados de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) do mês de julho.


BRASIL: PREVIDÊNCIA SEGUE (INTACTA) PARA O SENADO

Previdência segue para o Senado… A reforma da Previdência foi aprovada de forma definitiva pela Câmara dos Deputados. Agora só restam duas etapas no Senado antes que PEC 06/2019 entre em efeito, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e dois turnos de votos no Plenário. Caso o Senado faça alterações relevantes, o projeto terá que voltar para a Câmara. Até o momento, isso parece bastante improvável.

Sem destaques… Todos os destaques supressivos apresentados foram derrubados por margem larga. Entre eles, a votação mais apertada foi a do destaque do PCdoB, relacionado a pensão por morte, que foi rejeitado por 339 deputados. A rejeição mais expressiva foi dada ao destaque do Novo, o único que visava aumentar a economia do projeto. O placar desta votação foi 394 a 9, a alteração só foi apoiada pela bancada do próprio partido e um único forasteiro.

A missão era manter a proposta intacta… A rejeição de todos os destaques, principalmente a do Novo, comprova que a intenção dos parlamentares não era diminuir nem aumentar a economia do governo, e nem endurecer ou amenizar as regras de aposentadoria. Os deputados chegaram a um acordo durante a primeira rodada e não aceitaram qualquer alteração ao consenso atingido no início de junho.

Tramitação no Senado… O trâmite da PEC 06 no Senado deve ser menos contencioso do que na Câmara. A passagem da proposta por outra CCJ, comissão que não avalia o mérito do projeto e só determina se o mesmo está de acordo com a constituição brasileira, será completamente redundante. Além disso, diferente da Câmara, não existe etapa de comissão especial no Senado, logo que a casa é composta por número muito menor de legisladores- são 513 deputados e 81 Senadores. As duas maiores bancadas no Senado são do MDB e do PSDB, dois partidos que fecharam questão em torno da aprovação da em torno da proposta de emenda constituição durante a etapa na Câmara.

Alterações no Senado… A proposta já está extremante madura, não há mais o que discutir. O projeto já tramita pelo Congresso por mais de 170 dias. As mãos dos Senadores estão praticamente amarradas, logo que qualquer alteração substancial enviaria o projeto de volta para os deputados- fato que todos pretendem evitar. A única discussão relevante será em torno da inclusão de estados e municípios, mas isso deve ser feito através de outra PEC.

Na agenda… O principal destaque da agenda local será a divulgação do IPCA de julho, que deve acelerar em relação ao mês anterior, com mediana das estimativas em 0,18% (Bloomberg). Na agenda corporativa, BB e Azul divulgam seus números antes da abertura, e B3, Suzano, CCR, B2W, Americanas, Cyrela, Tenda e BR Malls, após o fechamento.

E os mercados hoje? No exterior, bolsas mantém movimento de recuperação após quedas fortes da 2ªF. Aqui, o mercado deve reagir à aprovação da Previdência em votação de 2º turno na Câmara, sem alterações no texto. Com isso, esperamos um dia de viés positivo para ativos de risco locais, reflexo do bom humor trazido por mais um avanço da agenda reformista e pela melhora dos mercados lá fora – que tem sido o principal direcional para o Ibovespa na semana.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,61%, aos 102.782 pontos;
Real/Dólar: +0,20%, cotado a R$ 3,97;
Dólar Index: -0,01%, cotado a 97.620;
DI Jan/21: -08 pontos base, 5.43%;
S&P 500: +0,08% aos 2883 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Corregedor da Procuradoria viu conduta grave de Deltan, mas não abriu apuração
– Eika Batista é preso pela 2ª vez em desdobramento da Lava Jato
– Lula na PF gera rodízio de agentes e ‘plantão de agrados’
– Bebianno vê Bolsonaro ‘autoritário’ e diz que indicação de Eduardo é o ‘fim da picada’

O Estado de São Paulo
– Câmara aprova reforma da Previdência sem alterações; texto segue para Senado
– Para fechar as contas, governo quer R$ 13 bi de dividendos das estatais
– Guedes agradece a Maia por ‘excelente trabalho’ na reforma da Previdência
– Por embaixada nos EUA, Eduardo começa visita a senadores

Valor Econômico
– TST mantém validade de trabalho com carteira e sem jornada definida
– PF prende Eike Batista no Rio
– BB encerra trimestre com lucro ajustado de R$ 4,43 bilhões, alta de 36,8%
– “Ativos muito caros paralisam os investidores”, afirma Abilio Diniz

O Globo
– Após vitória na Câmara, reforma da Previdência segue para o Senado com economia de R$ 933 bi
– Previdência: Paulo Guedes quer retomar discussão sobre capitalização
– Previdência: Paulo Guedes quer retomar discussão sobre capitalização
– Maia vai instalar comissão para reforma da Previdência dos militares na próxima semana

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